Armando Abilio assume mandato na quarta e PTB fica a um passo de Maranhão

O deputado Armando Abílio assume na quarta ou quinta-feira o mandato de deputado federal em substituição a Benjamin Maranhão (PMDB), que vai tirar licença para se dedicar à campanha o tio, José Maranhão, a prefeito de João Pessoa.

A volta de Abílio ao Parlamento foi confirmada pelo vereador Tavinho Santos, presidente do diretório do PTB em João Pessoa cotado para compor a chapa de Maranhão na condição de vice.

Se Armando vai assumir a vaga de Benjamin, fica claro que o PTB deve se coligar com o PMDB. Caso contrário, não haveria sentido Benjamin se licenciar para dar vaga a um adversário. O próprio Tavinho reconhece que “o gesto da família Maranhão é um grande passo na direção da composição”.

Mas, quando se trata de sua possível indicação para vice, o vereador é mais cauteloso e prefere aguardar os acontecimentos para se posicionar. “Não podemos negar que é um indicativo forte (a posse de Abílio) de uma aliança com Maranhão. O PTB deve se pronunciar sobre isso nos próximos dias”, afirmou.

É como se dissesse: o PTB deve oficializar a decisão nos próximos dias.

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Veneziano acena para Cássio só para provocar Ricardo Coutinho

O discurso pelo “desarmamento de espíritos” visando o desenvolvimento do Estado nunca caiu de moda, aqui na Paraíba. Só o discurso. Na prática, pouco ou quase nada se viu de resultado até hoje. A “proposta” tem prazo de validade restrito ao período que antecede a campanha. Depois disso, a realidade é outra. Quando está em jogo uma eleição, é cada político, cada partido ou cada grupo para o seu lado.

Mesmo ciente desse quadro, o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital (PMDB), resolveu investir na estratégia e acenar para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), seu principal adversário. Fez isso, coincidentemente, numa hora em que o partido do governador Ricardo Coutinho, principal aliado de Cássio, enfrenta uma crise sem precedentes.

E o que tem isso a ver com as ações do “Cabeludo”? Ora, Veneziano sabe que, estendendo a mão a Cássio, mesmo que de forma falsa, provoca Ricardo. Mais do que isso, o prefeito campinense aposta num “tropeço” do tucano para colocá-lo em situação incômoda junto ao governador. Isso se chama intriga. É o que deseja causar o peemedebista.

O “Cabeludo” sabe que se não conseguir afastar Ricardo e Cássio agora, em 2014 será bem mais difícil. E enfrentar os dois juntos, então… Bem, essa cena ele já viu antes.

Se os afagos de Veneziano tivessem o mínimo de sinceridade, o prefeito teria se mobilizado para uma aproximação agora, já visando as eleições municipais de outubro. Poderia, por exemplo, ter levantado a hipótese de indicar o vice de Romero Rodrigues ou Cássio indicar um nome para companheiro de chapa da candidata do PMDB, Tatiana Medeiros. Ou uma aliança com Cássio só serviria em 2014?

O problema é que Veneziano sabe, assim como Cássio e toda a Paraíba, que, na política, sem sempre dois e dois são quatro. O eleitor campinense dificilmente aceitaria essa junção. Por isso, ele fica só nos acenos, cutucando os adversários e, ao mesmo tempo, dando uma de democrata e bonzinho.

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Trócolli quer unir PSD, PSB e PC do B contra o PMDB em Cabedelo

O deputado Trócolli Júnior é visto por muitos colegas como um político que não dá “murro em ponta de faca”. Mesmo se o fizer, estará usando algum tipo de proteção para não sair machucado. Talvez seja por isso que seu nome é sempre lembrado com grandes chances de vencer as eleições no município de Cabedelo, na Grande João Pessoa, onde é pré-candidato a prefeito.

Por cima de pau e pedra, Trócolli vem tentando formar um bloco capaz de desbancar o aparente favoritismo do ex-presidente da Câmara Municipal, Luceninha, que filiou-se ao PMDB com o único objetivo de reforçar seu projeto de chegar à prefeitura de Cabedelo.

Pré-candidato pelo PSB, Trócolli Júnior vem conversando com o vereador Wellington Brito, do PSB, e o ex-prefeito Sebastião Plácido. Quer unir PSD, PSB e PC do B num único propósito: barrar o avanço do PMDB.

A definição da chapa do grupo, de acordo com o deputado, pode ser feita através de pesquisa de opinião pública para não haver questionamentos em relação à escolha. O critério científico serviria para prefeito e vice. “Se não marchamos juntos, vamos perder a eleição. É preciso ter consciência nessa hora de que o mais importante é eleger alguém comprometido com o futuro de Cabedelo. Temos que esquecer as vontades pessoais e priorizarmos o bem coletivo”, sentenciou.

O deputado tem toda razão.

Trócolli busca mais apoios para vencer eleição em Cabedelo

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Cássio sugere debate mais efetivo sobre medidas de combate à seca

Cássio defende discussão aprofundada sobre a questão da seca

O Senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) considera inadiável o debate sobre o semiárido e o bioma Caatinga na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. “Não só pela falta d’água, mas principalmente pela escassez de políticas focadas que se mostrem efetivas e impactem positivamente na vida das pessoas”, justificou Cássio, que nesta quinta feira (21) participa do evento Rio + 20 “Ações de Desenvolvimento Sustentável para o Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca”.
A questão da seca tem sido tratada pelo senador paraibano nos múltiplos espaços que ocupa  – plenário, ministérios e fóruns técnicos – desde que assumiu, em novembro, uma cadeira no Senado Federal. Como representante do Senado na Rio + 20, Cunha Lima aproveita para reforçar novamente suas críticas à falta de continuidade e convergência dos programas governamentais voltados para atender os problemas do semiárido nordestino: “Entra Governo e sai Governo e os problemas continuam os mesmos”. Cássio reafirmou sua defesa a favor de um Brasil com oportunidades distribuídas de modo a respeitar a desigualdade de necessidades.

Pós Rio+20

Cássio Cunha Lima acredita que o maior desafio agora, é ampliar o poder de visão das pessoas, para que encontrem o equilíbrio entre o alarmismo, a ingenuidade e a cidadania e que inscreve cada um no espaço oportuno da ação participativa. “Não haverá fracasso na Rio+20, assim como não haverá vitória. Quem cria essa expectativa termina desviando o objetivo deste encontro. Não sairemos daqui com soluções mágicas”, frisou Cássio.
De acordo com o Senador Cássio Cunha Lima, é preciso criar uma cultura para que haja, num primeiro momento, a informação necessária para que as pessoas possam exercer o direito de escolha, de forma consciente. Em parceria a esse movimento vem a ação de governança, que é responsabilidade política dos governos, como já aconteceu no caso da camada de ozônio.
Completa o senador Cássio: “devemos também encontrar espaço para o enfrentamento de questões como as desigualdades, a pobreza intergeracional e a importante participação das mulheres na sociedade. Precisamos nos ver como um planeta único, e não como um departamento dividido em Estados e Governos”, afirmou o parlamentar tucano. Ainda segundo Cássio Cunha Lima “o passo fundamental  é ajudar as pessoas a compreenderem seu próprio papel num mundo que tem recursos finitos. Esta é a tarefa desafiadora que se impõe em caráter permanente indo bem além da Rio + 20.

Assessoria

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O dilema de Tavinho Santos

O vereador Tavinho Santos conhece como ninguém a condição de suplente. Já ficou por duas vezes nessa situação, embora tenha assumido o mandato em ambas. Mas, assumir o mandato como suplente tem seu preço, como tudo na vida. E Tavinho ficou, durante esse tempo, na dependência do prefeito de plantão. Em 2000, era Cícero Lucena. Em 2008, Ricardo Coutinho.

Nas duas ocasiões, Santos ficou na dependência do humor desses dois políticos. Deixou de tomar muitas posições para não desagradá-los. Como qualquer outro faria em seu lugar, justiça se faça. Suplente nada mais é que um substituto eventual. E quando assume a vaga por favor, sabe que fica devendo.

Pois bem, é esse dilema que Tavinho enfrenta agora. Se aceitar a vaga de vice de José Maranhão, Cícero Lucena ou qualquer outro nome, terá que abdicar da disputa proporcional. E apoiar outro candidato. Ele já tem até o escolhido: seu irmão, Carlos Santos. Um cidadão de bem, mas sem o cacife político-eleitoral do irmão. E transferência de voto, todos sabem, não é coisa fácil.

Tavinho pode se dar muito bem na nova empreitada. Se vencer a disputa majoria e o irmão for eleito vereador. Ficará com dois mandatos ao invés de um. Pode até se dar ao luxo de ganhar uma eleição e perder a outra. Mas, também corre o risco de perder as duas. E ainda não ficar sequer com a suplência.

Tavinho pode ser indicado candidato a vice-prefeito pelo PTB

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Sob pressão da direção nacional, PTB adia decisão sobre João Pessoa

Pressões de todos os lados levaram o PTB a adiar o anúncio do candidato que apoiará na disputa pela Prefeitura de João Pessoa, em outubro próximo. O anúncio seria feito ainda hoje, após reunião marcada para a sede do partido, em Jaguaribe, no final da tarde. Mas, o vereador Tavinho Santos, presidente do diretório municipal, disse que a decisão ficará para a convenção, no próximo dia 30.

Santos confirmou as pressões como causa do adiamento. Disse que o senador Gim Argelo, líder do partido no Senado, fez gestões em favor do pré-candidato do PSDB, Cícero Lucena, seu colega de bancada. Já o deputado Roberto Jefferson, presidente do diretório nacional, prefere que o PTB faça aliança com o ex-governador José Maranhão, pré-candidato do PMDB, com quem o presidente estadual Armando Abílio já teria feito acordo para assumir a vaga do deputado Benjamim Maranhão, na Câmara Federal.

Pelo que se pode constatar, a disputa pelo apoio dos petebistas seguirá até a convenção partidária, marcada para a mesma data do PMDB. Tavinho Santos foi indicado como opção para vice de Maranhão.

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MP 196 é aprovada com emenda da oposição; empréstimo fica para depois do recesso

Impasse entre as bancadas governista e oposicionista acabou adiando para depois do recesso a votação do empréstimo de R$ 150 milhões para socorrer a Cagepa. O deputado Vituriano de Abreu (PSC), relator do pedido de autorização do Governo do Estado, negou-se a emitir parecer oral em plenário, alegando que precisaria de tempo para analisar e que a matéria sequer foi incluída na pauta.

O deputado Lindolfo Pires (DEM) chegou a sugerir que a sessão fosse suspensa para que Abreu apreciasse o projeto e emitisse parecer, mas a proposta foi rejeitada pelo relator.

Após discussão acalorada entre as duas bancadas, os deputados prosseguiram com a apreciação da pauta, votando e aprovando a Medida Provisória 196, que trata de mudanças no Plano de Cargos e Carreras do Magistério, com emenda de Jandhuy Carneiro (PPS). Novamente Lindolfo Pires sugeriu que a votação fosse aberta, para saber a posição de cada um. A proposta foi rejeitada.

A MP foi aprovada com a emenda por unanimidade. O presidente Ricardo Marcelo (PSDB) fez questão de votar, entregando a direção dos trabalhos a Trócolli Júnior (PSD). Marcelo disse que, como integrante do Magistério, não poderia jamais perder tal oportunidade de se posicionar favorável às conquistas da categoria.

Os deputados prosseguem apreciando a pauta. O último projeto deve ser a LDO. Sem votar a matéria, os deputados não podem entrar em recesso.

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PSB reúne diretórios e segmentos para discutir campanha de Estelizabel

O Presidente do Diretório Municipal do PSB de João Pessoa, Ronaldo Barbosa, está convocando todos os membros da Direção Municipal para reunião ampliada do partido, que será realizada nesta quarta-feira (20/06), às 18 horas, no hotel Xênius, na orla da Capital.

Como reunião ampliada, além dos membros da Executiva Municipal e do Diretório, a reunião do PSB desta quarta-feira deverá contar com a presença dos segmentos organizados (juventude, juventude, sindical, negritude, GLBT, ecologia e movimento popular) além de componentes do Governo Municipal, com destaque para aqueles que exercem funções de confiança, como Secretários, Diretores e Coordenadores.

Na pauta da reunião consta a atualização dos informes, avaliação da conjuntura e organização das coordenações de campanha da companheira Estelizabel.

Assessoria

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PTB faz exigências que podem “melar” aliança com PMDB; decisão deve sair hoje

As direções estadual e municipal do PTB se reúnem hoje à tarde para “bater o martelo” quanto ao candidato a prefeito que o partido apoiará em João Pessoa. Ao contrário do que muitos pensam, a aliança com o PMDB, do pré-candidato José Maranhão, ainda não está definida. O PSDB, do pré-candidato Cícero Lucena, tenta conseguir, em Brasília, o que não conquistou na Paraíba.

Tucanos de alta plumagem, a pedido de Cícero, pressionam a direção nacional para ter o apoio do PTB. E uma reviravolta, no resultado do encontro, não está descartada. Não só pelo trabalho de persuasão na capital federal, mas também por supostas exigências que os petebistas teriam feito para votar em Maranhão.

O presidente estadual Armando Abílio teria acordado, em princípio, que o PTB faria aliança com o PMDB em troca da licença do deputado federal Benjamin Maranhão, que lhe permitiria, como suplente, reassumir vaga na Câmara dos Deputados. O partido também indicaria, à título de sugestão, um nome para a vaga de vice na chapa de Maranhão. E o fez, apresentando o vereador Tavinho Santos como alternativa.

Até aí, tudo dentro dos conformes. O problema é que os petebistas acharam pouco. Resolveram reivindicar também espaços no futuro governo, em caso de vitória de Maranhão, e impor o nome de Tavinho para vice. A ocupação da vice passou de sugestão a condição. Maranhão, claro, não aceitou. E nem poderia. Participar da administração é um processo natural envolvendo qualquer partido que apoie o candidato vencedor. Agora, querer empurrar goela abaixo um companheiro de chapa, é coisa inadmissível. Quem escolhe o vice é o candidato a prefeito. E ponto final.

É nesse clima que o PTB deve decidir seu futuro político.

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“Baixo clero” se queixa de abandono, conversa com Maranhão, mas continua indefinido

Aníbal Marcolino participou de reunião na casa do pré-candidato José Maranhão

Acabou agora a reunião entre o ex-governador José Maranhão e o bloco formado pelo PSL, PTN e PT do B, já denominado de ¨baixo clero¨. Não houve definição de acordo, mas ficou acertado que outros encontros serão realizados para discutir a possibilidade de apoio dos três partidos ao pré-candidato do PMDB.

No encontro, na residência de Maranhão, estiveram presentes os deputados Tião Gomes, presidente estadual do PSL, e Aníbal Marcolino, o suplente em exercício do mandato de deputado, Mikika Leitão, ambos do mesmo partido, além do presidente estadual do PT do B, deputado Genival Matias.

O deputado Toinho do Sopão, pré-candidato do PTN, não participou da reunião por conta de outros compromissos. De concreto, as lideranças partidárias acertaram que, em outros encontros futuros, definiriam um posicionamento definitivo sobre a possível aliança com o pré-candidato do PMDB.

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