Assembleia Legislativa decide recorrer ao STF contra redução de bancadas

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A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que altera a quantidade de deputados federais e estaduais em 13 estados.

De acordo com o presidente da ALPB, deputado Ricardo Marcelo (PEN), está sendo analisado qual é o melhor tipo de recurso à decisão. ”Não só a ALPB, mas as Assembleias Legislativas de outros Estados vão se pronunciar. Hoje tive contato com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco. E nós vamos também entrar com o que couber juridicamente”, afirmou. . Ricardo Marcelo disse que a ALPB também está em contato com o Congresso Nacional a respeito da decisão. “Tivemos contato com o presidente da Câmara Federal, e vamos promover as ações que forem necessárias e cabíveis”.

Segundo o presidente, a alteração no número de vagas prejudica o Estado. “Além de seis deputados estaduais, vamos perder deputados federais, que representam recursos que deixam de vir para a Paraíba por meio das emendas parlamentares”.

O procurador-chefe da ALPB, Abelardo Jurema Neto, afirmou: “Já detectamos vários equívocos no entendimento do TSE, como a agressão do princípio da anualidade, bem como a flagrante incompetência do Tribunal para deliberar sobre um tema jurídico, que já se encontra aportado e em pleno desiderato processual por parte do STF, através da ADI que nós ingressamos e hoje sobre a relatoria da ministra Rosa Weber”.

Com Assessoria

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Aníbal Marcolino “peita” Tião Gomes e insinua que deputado do PSL “cospe no prato que come”

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Cansado das bravatas de Tião Gomes, o deputado Aníbal Marcolino (PEN) decidiu reagir e cobrar coerência (no minimo) do presidente do PSL. Aníbal “peitou” o parlamentar e insinuou que ele “cospe no prato que come” ao criticar a gestão do presidente Ricardo Marcelo (PEN).

Sem meias palavras, Aníbal usou a tribuna da Casa, nesta quarta-feira, para desafiar o colega denunciante. O deputado do PEN propôs uma comparação entre os dois gabinetes – o dele e o de Tião – para saber o que reúne melhor estrutura, incluindo assessorias e gratificações. “Se a estrutura do meu gabinete for maior, eu renuncio ao mandato de deputado. Espero a mesma postura dele”, afirmou Marcolino.

O desafio coloca em xeque a veracidade das denúncias feitas por Tião Gomes contra a Mesa Diretora, especialmente o presidente Ricardo Marcelo. Se não aceitar o desafio ou perder no comparativo, Tião Gomes cairá no descrédito. Aliás, o parlamentar do PSL nunca foi bem visto pelos próprios colegas e pela opinião pública em suas declarações.

Depois dessa então….

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Cartaxo prepara “troco” ao PMDB e quer Nilda Gondim como suplente de Lucélio

Lucelio Cartaxo

Coube ao colega Heron Cid, com a argúcia que lhe é peculiar, revelar em sua prestigiada coluna uma manobra em andamento dentro do PT, até então despercebida. A família Cartaxo ficou com uma “espinha na garganta” com a exigência do PMDB de ter Lucélio, irmão do prefeito Luciano, como candidato a senador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital. O PT acabou cedendo às pressões e teve que aceitar. Lucélio e Luciano também. Não que o mandato de senador seja ruim. Claro que não. Qualquer político almeja chegar ao Senado. Mas, entre disputar e assumir a vaga há uma distância imensa. Bem maior que a que separava o ex-superintendente da CBTU da Câmara dos Deputados.

Mas, como tudo passa e a vida continua, não é que apareceu a chance do PT testar a reciprocidade do seu principal aliado? Não sei de onde veio a ideia (deve ter sido coincidência), mas Cartaxo e companhia querem agora que a deputada federal Nilda Gondim abra mão de disputar a reeleição para ser suplente de Lucélio. A proposta veio mesmo “a calhar” porque o TSE acaba de confirmar a perda de duas vagas da Paraíba na Câmara Federal. Ou seja, uma eleição que já era disputada ficará muito mais difícil.

Depois, a votação expressiva que obteve na eleição passada, Nilda Gondim deve, em boa parte, à ajuda do filho Veneziano que ocupava a Prefeitura de Campina Grande na ocasião. Sem aquela estrutura, a reeleição da matriarca da família Vital do Rego ficou bem mais complicada. Talvez, também por isso, os petistas estejam “cortejando” Dona Nildinha para a suplência de Lucélio.

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PPS confirma presenças de ex-prefeito Luciano Agra do empresário Pedro Cunha Lima

O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PEN), e o advogado e pré-candidato a deputado federal, Pedro Cunha Lima (PSDB), são presenças confirmadas no I Encontro Estadual do Partido Popular Socialista (PPS), que será realizado no próximo sábado (31), na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, a partir das 9h.
Durante o evento, os dirigentes e militantes do PPS terão a oportunidade de discutir as estratégias do partido para o pleito de outubro e de tirar dúvidas sobre prestações de contas partidárias e de campanha e mu danças na legislação eleitoral.

O presidente estadual do PPS e vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, destacou que o encontro partidário será um momento de apresentar aos filiados o crescimento da legenda nos últimos meses. “O PPS passa por um momento de reestruturação e é fundamental que nossa militância participe desse processo juntamente com a Executiva do partido e o encontro será fundamental neste sentido”, ressaltou.

O vice-presidente do PPS, Laerte Mello, acrescentou que o partido se prepara para aumentar sua representatividade nas eleições deste ano. “Nosso objetivo é unir toda a militância num só propósito de fazer com que o PPS cresça no estado e estamos conseguindo isso através da unidade partidária”.

Ele afirmou que todas as decisões do partido são tomadas de forma colegiada ao garantir que todos têm direito a opinar sobre o rumo do PPS. “A nossa legenda vive um novo momento no estado e essa mudança já é percebida por nossos filiados que têm mostrado engajamento”.

Com Assessoria

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Com maioria folgada, oposição dita as regras e rejeita seis vetos do governador na Assembleia Legislativa

Deputados em plenário

Os deputados estaduais apreciaram 93 matérias legislativas durante a sessão ordinária desta quarta-feira (28), da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Ao todo, foram rejeitados seis vetos do Poder Executivo a projetos de lei de autoria dos parlamentares, mantido um e aprovados uma Medida Provisória, três projetos de lei ordinária (PLO) e um projeto de resolução.

Os deputados iniciaram a apreciação da ordem do dia com a manutenção, em comum acordo entre as bancadas, do veto governamental 240/2014, referente ao projeto de Lei 1.725/2013, de Daniella Ribeiro (PP), que determina que hotéis e pousadas disponham de, no mínimo, 5% de seus leitos adaptados para a utilização de pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNE). A Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJ) já tinha dado parecer favorável ao veto.

Em seguida, pelo placar de 20 votos contra quatro, os deputados decidiram pela rejeição ao veto 228/2013, que trata sobre o projeto de lei 1.676/2013, também de Daniella Ribeiro. A matéria assegura o direito aos paraibanos, em idade reprodutiva e que se submeterem ao tratamento de combate ao câncer, o acesso às técnicas para a preservação, conservação, distribuição e transferência de seus gametas, que serão utilizados em tratamento para a procriação medicamente assistida, na rede pública.

Os deputados também rejeitaram o veto 229/2013, relativo ao projeto 1.593/2013, de Frei Anastácio (PT), que trata sobre a expedição de títulos de propriedade de terra e regularização fundiária aos remanescentes de Comunidade Quilombolas, na Paraíba. O placar foi de 21 votos contra três.

Pelo mesmo placar, também foi rejeitado o veto 230/2013, do projeto de lei 1.625/2013, de Caio Roberto (PR), que determina a convocação dos candidatos aprovados em concursos públicos, dentro do prazo de validade do certame. Também foi derrubado (20 votos contra cinco) o veto 231/2013, relativo ao projeto 1.651/2013, de João Henrique (Democratas), que cria a cota de 5% das vagas em cursos técnicos e profissionalizantes da rede estadual para adolescentes egressos de abrigos, lares ou instituições de acolhimento.

Foram rejeitados ainda os vetos 232 e 233/2013, relativos aos projetos de lei 1.657 e 1.656/2013, ambos de Vituriano de Abreu (PSC). A primeira matéria trata sobre o pagamento de indenização pelas instituições bancárias aos usuários que forem atendidos além do limite máximo de tempo de espera. Já o segundo é relativo à proibição da cobrança de taxas de ligação de energia elétrica, após o serviço ter sido cortado por falta de pagamento.

Recursos para a habitação
Com voto consensual das bancadas, foi aprovado o projeto de lei 1.921/2014, do Poder Executivo, que solicita autorização para abertura de crédito especial junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de mais de R$ 12,7 milhões, destinado a Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), para a construção de unidades habitacionais no Estado.

O parecer da Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária foi pela aprovação do projeto. “É uma matéria interessante para a Paraíba, porque trata da captação de recursos, por meio do BNDES, para obras de cunho social. Obtivemos os esclarecimentos de técnicos do governo e quando o diálogo existe entre poderes, as coisas funcionam bem, por isso recomendamos a aprovação do projeto”, disse o presidente da Comissão, o deputado Raniery Paulino (PMDB).

Demais projetos
Por unanimidade, os deputados também aprovaram os projetos 1.890/2014, da Mesa Diretora da ALPB, que altera a lei nº 2.825 de 14 de abril de 1962 e redefine os limites dos municípios de Campina Grande e Queimadas e o 1.883/2014, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que dispõe sobre a remuneração dos cargos dos auditores substitutos de conselheiros e dos membros do Ministério Público em atuação no TCE-PB.

Ainda da Mesa Diretora, foi aprovado o projeto de resolução 123/2014, que regulamenta o estágio probatório no âmbito da Assembleia Legislativa da Paraíba, de acordo com os artigos 41 da Constituição Federal e em conformidade com a Lei Complementar 58/2003.

Sistema Estadual de Cultura
O ponto de maior discussão durante a sessão ordinária desta quarta-feira foi a votação da Medida Provisória 219/2014, do Governo da Paraíba, que institui o Sistema Estadual da Cultura. Há 45 dias tramitando na ALPB, inclusive, com parecer da CCJ pela admissibilidade da matéria, o Executivo cobrava a aprovação em caráter de urgência.

O líder do Governo, Hervázio Bezerra (PSB), e os deputados Adriano Galdino (PSB) e Iraê Lucena (PSDB) alegaram a necessidade da aprovação da matéria. “Nós temos um prazo para entrar na Política Nacional da Cultura e se não tivéssemos aprovado essa matéria hoje, a Paraíba iria perder recursos importantes para o meio”, comentou Iraê.

Requerimentos aprovados
Ao final da sessão, os deputados estaduais aprovaram, em bloco, 81 requerimentos, entre solicitações de informações, apelações, estudos técnicos, obras e implantação de equipamentos em várias regiões do Estado pelo Poder Executivo; solicitações de apoio à bancada federal quanto à tramitação de matérias no Congresso; votos de aplauso; congratulações; solicitações de transcrição nos anais da Casa; entre outros pleitos.

Foram aprovadas as realizações de oito sessões especiais do Poder Legislativo, para discutir a situação hídrica do Cariri Ocidental e do Curimataú; as previsões climáticas para este ano; a segurança pública da Paraíba; para celebrar a Semana de Enfermagem e o Dia Mundial do Meio Ambiente; entre outros temas.

Pequeno expediente
Durante o pequeno expediente, os deputados voltaram a abordar o fechamento de delegacias no Estado, no período noturno e nos feriados, e cobrou do Governo do Estado o cumprimento da liminar do juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública, que determinou o prazo de 15 dias para reabrir 33 delegacias, que estão sem funcionar em feriados e finais de semana.

O deputado Vital Costa (PP) repudiou, na tribuna, a veiculação de nota do Governo do Estado, em jornais de grande circulação da Paraíba, contrária a análise de contas do Poder Executivo, referente ao exercício 2011, pela Assembleia Legislativa da Paraíba.

“Quero repudiar essa nota do Governo do Estado, paga com dinheiro público, que saca contra a honra desta Casa. Tem sido uma prática deste Governo tentar jogar para a opinião pública, de forma indevida, atribuindo a responsabilidade desta Casa quanto a discussão em relação às contas do Governo, como se fosse coisa de outro mundo o Poder Legislativo analisar as contas do Executivo, com o auxílio do tribunal de Contas do Estado”, comentou.

O deputado Anísio Maia (PT) ressaltou aos colegas parlamentares a importância da aprovação do substitutivo do Projeto de Lei 1847/2013, que regulamenta o Serviço de Transporte Público Complementar de Passageiros do Estado da Paraíba (STPC/PB), integrando o serviço de transporte coletivo intermunicipal de passageiros, em toda a extensão do Estado.

O líder do Governo, Hervázio Bezerra (PSB), reivindicou a apreciação do Projeto de Lei 1847/2013. “É um projeto crucial, que vai resolver um problema que se arrasta por anos neste Estado e que vai beneficiar milhares de pais de família”, disse.

Texto: Ângelo Medeiros
Fotos: Juliana Santos

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Ex-prefeito de Ingá declara apoio ao projeto de reeleição de Ricardo Coutinho

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O ex-prefeito de Ingá, Antônio Burity, sem partido, declarou apoio político ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Na noite desta segunda-feira (26), o ex-prefeito, que é irmão do ex-governador Tarcísio Burity, acompanhado dos filhos Robério, Marcelo e Roberto Burity comunicou a decisão do grupo de integrar a base de apoio do governo ao próprio Ricardo Coutinho e ao secretário de governo do Estado, Ivan Burity.

Para Antônio Burity, o governador Ricardo Coutinho é merecedor do reconhecimento da população e precisa de mais tempo para consolidar todo esse trabalho que faz nos quatro cantos do Estado. “Por isso nós estamos marchando com ele”, completou o ex-prefeito.

Durante a reunião, o ex-prefeito também solicitou a recuperação da PB-066 que liga a BR-230 ao município e a dragagem do rio Ingá que no inverno enche e alaga parte da cidade. “Essas foram reivindicações da população durante a plenária do Orçamento Democrático e o governador se mostrou sensível ao pleito”, completou Antônio Burity.

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PSDB prepara novo encontro em Boqueirão e ex-deputado convoca militância

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Na próxima sexta-feira (30) a cidade de Boqueirão, no Cariri Paraibano, será palco de mais um encontro regional do PSDB. O evento, que está programado para acontecer às 16h30, reunirá os filiados do partido para ratificar a decisão da legenda em lançar candidatura própria ao governo do Estado nas eleições de outubro.

O ex-deputado estadual, Dunga Júnior, está convocando a militância do PSDB e lideranças políticas da região para prestigiarem o encontro do partido. Segundo ele, a participação dos filiados é muito importante e demonstra o espírito democrático da legenda, que já realizou nove encontros pelo estado. “Faremos uma grande festa para ouvirmos o nosso filiado, que com certeza, confirmará a decisão do partido em marchar com a candidatura própria nas eleições deste ano”, disse.

Antes do encontro em Boqueirão, o PSDB se reunirá na cidade de Princesa Isabel, por volta das 12h30.

Após as reuniões, serão concedidas entrevistas coletivas para esclarecer à população sobre o resultado dos encontros do partido.

A Executiva do PSDB já se reuniu com filiados nas cidades de Patos, Guarabira, Mamanguape, Campina Grande, Conceição, Pombal, Itabaiana, Monteiro e Catolé do Rocha. Em todos os encontros, foi decidido por unanimidade que o partido deve lançar candidato próprio ao governo estadual nas eleições deste ano.

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TSE mantém decisão e Paraíba terá redução de dois deputados federais e seis estaduais

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O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (27) derrubar decreto legislativo promulgado pelo Congresso Nacional, em 2013, e ratificar resolução da própria Corte que alterou a quantidade de deputados federais de 13 estados já para as eleições de outubro.

Em abril do ano passado, os ministros do TSE haviam aprovado resolução que diminuiu a bancada de deputados de oito estados e aumentou a de outros quatro. A decisão gerou críticas entre os congressistas, que, inconformados, aprovaram sete meses depois projeto de decreto legislativo anulando a decisão da Justiça Eleitoral.

Na sessão de julgamentos desta terça do TSE, o ministro Dias Toffoli argumentou que apenas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ou um projeto de lei complementar poderia ter derrubado a decisão anterior da Corte eleitoral. Na visão de Toffoli, a Câmara e o Senado não podiam ter anulado a resolução por meio de um decreto legislativo. Todos os magistrados acompanharam a recomendação do presidente do tribunal.

“O Congresso só poderia revogar por meio de lei complementar, que exige na votação maioria qualificada. Proponho que a composição atual da Corte ratifique a posição do tribunal”, defendeu Toffoli.

Cálculo das bancadas

O novo cálculo do número de deputados federais de cada unidade da federação foi feito com base em dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última alteração nas bancadas federais, que estabeleceu o total de 513 cadeiras na Câmara, havia ocorrido em 1993.

Pela resolução do TSE, os estados de Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já Paraíba e Piauí perderão dois deputados.

Por outro lado, Amazonas e Santa Catarina irão ganhar mais uma cadeira no parlamento. Ceará e Minas Gerais passarão a ter mais dois deputados. O Pará foi o maior beneficiado pela mudança nas regras: o estado do Norte irá aumentar sua representação de 17 para 21 deputados. O estado de São Paulo continuará com 70 cadeiras.

A decisão, conforme estabeleceu o TSE, terá impacto nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por conta da regra da proporcionalidade.

Legislação

Ao defender a derrubada do decreto legislativo promulgado pelo Congresso, Toffoli defendeu que o TSE apenas cumpriu a lei ao alterar a composição das bancadas de deputados dos 13 estados.

“A Câmara sustou os efeitos da resolução tendo como justificativa para tal a suposta invasão da competência do Legislativo por parte desse tribunal. O que se fez foi apenas cumprir o estabelecido na lei complementar. Assim, somente uma nova lei complementar ou decisão jurisdicional que declarasse inconstitucional esse dispositivo poderia subtrair do TSE a competência que o Congresso lhe deu”, afirmou durante a sessão.

Com Clickpb

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Deputados garantem que farão audiência pública e condenam atos de vandalismo de claques

A Assembleia Legislativa emitiu nota oficial, assinada por 25 deputados, lamentando os tumultos ocasionados por claques ligadas ao Palácio da Redenção durante a audiência publica sobre as contar do atual governador Ricardo Coutinho (PSB).

NOTA DOS DEPUTADOS A IMPRENSA

A Assembleia Legislativa tem tentado realizar, nas últimas semanas, audiências públicas de debate das contas de 2011 do Governo do Estado. Todas as tentativas foram frustradas por claques de servidores públicos ilegalmente retirados do trabalho e por militantes trazidos em ônibus especiais, de bairros distantes ou de cidades vizinhas. Ninguém queria debater nada. A ordem era inviabilizar a audiência.

No momento em que a Assembleia, por direito e até por obrigação constitucional, deve realizar outros debates sobre temas igualmente essenciais para nosso Estado, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a situação do Hospital do Trauma, os deputados estaduais, por sua maioria, trazem aos paraibanos as seguintes considerações.

1- O Tribunal de Contas do Estado, que é um órgão de assessoramento técnico da Assembleia Legislativa, se atém a questões formais da prestação de contas, não se obrigando por isso mesmo a responder a perguntas cruciais para os destinos da Paraíba. Esse é um dever da Assembleia.

No capítulo de Educação, por exemplo, por que a recusa do Governo em transferir para a UEPB recursos previstos em lei, condenando nossa Universidade ao sucateamento e encolhimento que agora se registra?

Por que o corte de mais de 100 mil vagas nas matrículas da rede estadual?

Por que o fechamento de mais de cem escolas estaduais?

Se as contas estão corretas, por que tanto pavor de discuti-las? Por que tanto medo de transparência e de luz sobre os atos dessa Administração?

2- Como as perguntas se multiplicam em todos os setores da Administração Estadual, a audiência pública é a melhor e mais democrática oportunidade para o Governo do Estado prestar esclarecimentos aos paraibanos, representados na Assembleia Legislativa, e dirimir dúvidas sobre a lisura de suas contas e o acerto de suas escolhas.

3- O que se viu, no entanto, foram servidores públicos, em sua maioria, instigados por dirigentes partidários e até por secretários e ex-secretários de Estado, se comportarem como vândalos, agredindo verbalmente os deputados, tentando agressões físicas e, sobretudo, impedindo aos gritos e palavras de (des)ordem o prosseguimento da audiência pública. Muitos dos servidores ostentavam fardas, comprovando que foram retirados de seus locais e expedientes de trabalho. Fotógrafos oficiais registravam a presença dos servidores, em mais um ato da mais explícita coação.

4- Infelizmente não é a primeira vez que o Governo do Estado manipula seus servidores para a tentativa deprimente de intimidar a Assembleia, tal como faz, costumeiramente, com o Poder Judiciário, com jornalistas e com os próprios Sistemas de Comunicação, com os servidores públicos e o movimento social, com sindicatos e com todos os que cruzarem os caminhos do Governo e do Governador. Até por representar a bravura de nosso povo, a Assembleia Legislativa saberá reagir às seguidas tentativas de intimidação e de mordaça ao Poder Legislativo e ao ambiente de intolerância, de coação e de medo que o Governo tenta implantar em nosso Estado.

5- O Legislativo renova sua esperança em que se restabeleça um clima de harmonia, de diálogo e de respeito entre os Poderes, mas reitera sua inabalável disposição de cumprir seu dever constitucional e sua obrigação política de fiscalizar e debater todos os atos da Administração Estadual. A Assembleia não excederá um milímetro sequer em suas prerrogativas, da mesma forma que não recuará em nada no exercício de seus direitos e obrigações.

6- A Assembleia abrirá tantas audiências públicas quantas achar necessárias ao cabal esclarecimento de todas as questões submetidas a votação. Acredita em que o bom senso prevalecerá, pondo fim às tentativas de inviabilização do debate democrático e da prestação de contas à Paraíba. A menos que as contas governamentais não resistam a nenhum debate e a um minuto sequer de transparência.

João Pessoa, 26 de maio de 2014

ANÍSIO MAIA
TOINHO DO SOPÃO
FREI ANASTÁCIO
ARNALDO MONTEIRO
BRANCO MENDES
CARLOS A BATINGA
CAIO ROBERTO
DANIELLA RIBEIRO
ASSIS QUINTANS
GERVÁSIO MAIA
GUILHERME ALMEIDA
IRAÊ LUCENA
IVALDO MORAES
TRÓCOLLI JÚNIOR
JANDUHY CARNEIRO
JOÃOHENRIQUE
Dr. ANÍBAL
JOSÉ ALDEMIR
DOMICIANO CABRAL
JUTAY MENESES
LÉA TOSCANO
OLENKA MARANHÃO
RICARDO MARCELO
RANIERY PAULINO
VITAL COSTA
VITURIANO DE ABREU

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Com Veneziano estacionado nos 10% nas pesquisas, PMDB convoca reunião extraordinária para avaliar quadro eleitoral

Pesquisas aproximam Cássio e Maranhão (imagem da Internet)

Pesquisas aproximam Cássio e Maranhão (imagem da Internet)

A pauta da reunião extraordinária do PMDB, convocada para a próxima sexta-feira, deve incluir medidas para frear a debandada de prefeitos em direção ao projeto de reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). O uso do instrumento e da lei da fidelidade partidária como arma contra os “traidores” certamente será alvo de discussão. Logo agora que o PMDB conseguiu aglutinar forças partidárias importantes em favor da candidatura de Veneziano Vital do Rego, a exemplo do PT, não seria recomendável deixar escapar cabos eleitorais privilegiados de seu próprio território.

Mas, há outro aspecto que vem preocupando bem mais os peemedebistas. O fato de Veneziano não conseguir avançar na preferência do eleitorado paraibano. Em todas as pesquisas divulgadas até agora, o “Cabeludo” ficou em terceiro lugar. Mas isso não é o pior. Ele estacionou na casa dos 10%. Isso incomoda porque demonstra dificuldade de crescimento do candidato. É como se o eleitor estivesse dando um recado que não é a hora do peemedebista.

Claro que pesquisa é o retrato da ocasião. Mas, é justamente nesta ocasião, quando o PMDB passa por dificuldades de se firmar no cenário, que o potencial de seu candidato deveria aparecer. E não tem aparecido. Pelo contrário, os números sugerem um quadro estático, mas com tendência negativa. Por ser o maior partido da Paraíba, o PMDB tem lançado seus candidatos a governador com, no mínimo, 15% das intenções de voto nas pesquisas.

As mesmas pesquisas divulgadas recentemente mostram, por outro lado, que o ex-governador José Maranhão continua competitivo, eleitoralmente. Tanto que lidera a preferência pelo Senado em todas elas. Mas por que então a candidatura de Veneziano não decola? É essa a pergunta que deve nortear a reunião dos peemedebistas. E se o partido não encontrar resposta, a situação do Cabeludo ficará ainda mais complicada. Não são poucas as vozes de companheiros seus defendendo aliança com o senador Cássio Cunha Lima, do PSDB. Todas alegando o fraco desempenho o fraco desempenho nas pesquisas.

Não por acaso, Cássio vem adiando a composição de sua chapa. Como quem está guardando as vagas e aguardando o sinal verde.

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