Deputados aprovam fim da reeleição e apenas um paraibano votou contra proposta incluída na reforma política

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Por um placar de 452 votos a favor e 19 contra, o fim da reelei√ß√£o para cargos no executivo foi aprovado durante sess√£o nessa quarta-feira (27), na C√Ęmara dos Deputados, em Bras√≠lia. O painel tamb√©m registrou uma absten√ß√£o.

A medida s√≥ valer√° para as pr√≥ximas disputas, e n√£o atingir√° quem conquistou um mandato nas elei√ß√Ķes de 2012 e 2014. A nova regra tamb√©m n√£o atinge quem os suceder ou substituir nos seis meses anteriores ao pleito subsequente, exceto se j√° tiverem exercido os mesmos cargos no per√≠odo anterior.

A exce√ß√£o para o cargo de presidente da Rep√ļblica n√£o cabe porque a presidente Dilma Rousseff, j√° reeleita, n√£o poder√° se candidatar novamente em 2018.

Dentre os paraibanos, apenas o deputado Efraim Filho, do DEM, votou favorável a permanência do instituto da reeleição para cargos do executivo.

Com MaisPB

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C√Ęmara dos Deputados recua e aprova doa√ß√Ķes de empresas; Maioria da bancada paraibana votou favor√°vel

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Com o apoio da maioria dos deputados da bancada da Para√≠ba, o plen√°rio da C√Ęmara dos Deputados aprovou ontem, quarta-feira, por 330 votos a 141 e 1 absten√ß√£o, o financiamento privado de campanhas com doa√ß√Ķes de pessoas f√≠sicas e jur√≠dicas para os partidos pol√≠ticos e com doa√ß√Ķes de pessoas f√≠sicas para candidatos.

Da Paraíba, apenas dois deputados votaram contra a proposta, são eles: Luiz Couto (PT) e Damião Feliciano (PDT).

O texto aprovado é uma emenda à reforma política (PEC 182/07) apresentada pelo líder do PRB, deputado Celso Russomanno (SP), que atribui a uma lei futura a definição de limites máximos de arrecadação e dos gastos de recursos para cada cargo eletivo.

Pela emenda, o sistema permanece misto ‚Äď com dinheiro p√ļblico do Fundo Partid√°rio e do hor√°rio eleitoral gratuito ‚Äď e privado, com doa√ß√Ķes de pessoas e empresas.

A aprova√ß√£o da emenda ocorreu em meio a protestos de deputados do PCdoB, do PT, do Psol e do PSB. Esses partidos avaliaram que houve uma manobra para reverter a derrota imposta na ter√ßa-feira pelo Plen√°rio √†s doa√ß√Ķes de empresas √†s campanhas. Os deputados rejeitaram a emenda que autorizava as doa√ß√Ķes de pessoas f√≠sicas e jur√≠dicas para candidatos e partidos.

A sess√£o desta quarta-feira chegou a ser suspensa para uma conversa reservada entre os l√≠deres partid√°rios e o presidente da C√Ęmara, Eduardo Cunha. Houve momentos de tens√£o, com bate-boca entre deputados do PMDB e do PT.

Cunha decidiu colocar a emenda de Russomanno em votação por considerar que esse era o rito regimental. Ele disse ainda que, caso a emenda fosse rejeitada, o Plenário deveria votar o texto do relator da proposta, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tinha teor semelhante à emenda aprovada.

Acordo entre líderes

A crítica dos descontentes se baseou no fato de Cunha ter dito na sessão da noite anterior, antes da derrota da primeira emenda sobre o financiamento privado, que o texto principal não iria a voto, conforme o acordo de procedimento firmado entre os líderes.

O presidente da C√Ęmara esclareceu que fez ‚Äúum coment√°rio talvez equivocado‚ÄĚ. “A Presid√™ncia n√£o est√° descumprindo acordo feito com os l√≠deres. Na medida em que nenhuma emenda for aprovada, n√£o restar√° outra alternativa que submeter a voto o texto do relat√≥rio e n√£o posso impedir que sejam votadas as emendas apresentadas‚ÄĚ, afirmou.

Apoio do PMDB

A decis√£o teve o apoio dos l√≠deres de PSDB, Pros, DEM, PR, PRB e de outras legendas menores. O l√≠der do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), argumentou que n√£o houve tentativa de se votar o tema derrotado por se tratar de textos diferentes. O texto que perdeu autorizava doa√ß√Ķes de empresas a candidatos e partidos, enquanto o aprovado nesta quarta-feira permite as doa√ß√Ķes empresariais apenas aos partidos. “H√° uma diferen√ßa substancial no m√©rito”, disse Picciani.

Celso Russomano explicou que os deputados derrotaram o texto na ter√ßa por n√£o concordar com doa√ß√Ķes de empresas diretamente a candidatos. ‚ÄúMuitos achavam que n√£o estava certo o financiamento direto, que ele cria compromisso do candidato com a empresa, o que n√£o √© claro”, afirmou.

A decis√£o foi criticada pelo deputado Glauber Braga (PSB-RJ). “Naquele momento [quando Cunha disse que n√£o iria colocar o texto-base sobre financiamento em vota√ß√£o] n√£o houve reclama√ß√£o porque os deputados achavam que eram vitoriosos. O Plen√°rio n√£o pode voltar a deliberar”, disse. Segundo ele, a nova vota√ß√£o traz inseguran√ßa para os parlamentares.

J√° o l√≠der do PT, deputado Sib√° Machado (AC), disse que a bancada rejeita o resultado da vota√ß√£o, mas n√£o soube afirmar se h√° possibilidade de ir √† Justi√ßa contra a decis√£o. ‚ÄúN√≥s ganhamos ontem [ter√ßa]. O que houve aqui n√£o est√° acobertado pelo acordo, inclusive para n√£o obstruir. Como n√≥s ganhamos, n√£o podemos compactuar com o que foi feito aqui. Deram um jeito de voltar a um assunto derrotado”, reclamou o l√≠der.

O deputado J√ļlio Delgado (PSB-MG) comparou a sess√£o a um jogo de futebol. “Estamos vivendo um jogo de futebol. O dono da bola perdeu o jogo e est√° tentando fazer o jogo de novo”, comentou.

STF e financiamento

Ao colocar na Constituição a permissão para doação de empresas a partidos, a intenção dos deputados é impedir que esse modelo de financiamento seja colocado na ilegalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A doação de empresas, autorizada por lei, é questionada por uma ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Seis ministros do STF já votaram contra o modelo de financiamento.

“O Parlamento teve consci√™ncia de que n√£o pode abrir m√£o da sua prerrogativa de legislar”, disse o l√≠der do PMDB, deputado Leonardo Picciani. Ele avaliou que a popula√ß√£o n√£o aceitaria apenas o financiamento p√ļblico, como defende o PT. “No Brasil, haveria um preju√≠zo grande de se tirar dinheiro do caixa do governo para financiar elei√ß√£o, a sociedade n√£o reagiria bem a isso”, disse.

Para o deputado Rubens Pereira J√ļnior (PCdoB-MA), o √ļnico objetivo da reforma pol√≠tica pautada pela C√Ęmara √© resolver a pol√™mica com o STF. “Mudan√ßa de sistema, fim da reelei√ß√£o, √© tudo cortina de fuma√ßa. O objetivo √© colocar na Constitui√ß√£o o financiamento empresarial. Essa vota√ß√£o √© uma colet√Ęnea de votos perdidos no Supremo. Perderam no Supremo e agora querem aprovar”, disse.

O Plenário continua a votação de outros temas da reforma política nesta quinta-feira (28), a partir do meio-dia.

CONFIRA VOTO A VOTO

DEM

EFRAIM FILHO ‚Äď SIM

SD

BENJAMIN MARANH√ÉO ‚Äď SIM

PSDB

PEDRO CUNHA LIMA ‚Äď SIM

PT

LUIZ COUTO РNÃO

PDT

DAMIÃO FELICIANO РNÃO

PSD

ROMULO GOUVEIA – SIM

PR

WELLINGTON ROBERTO ‚Äď SIM

PMDB

VENEZIANO VITAL – SIM

HUGO MOTA – SIM

MANOEL J√öNIOR – SIM

PTB

WILSON FILHO – SIM

PP

AGUINALDO RIBEIRO – SIM

Com PBAgora

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Grava√ß√Ķes da PF mostram que nova mina da Turmalina Para√≠ba renderia 1 bilh√£o de d√≥lares a investigados

Os di√°logos interceptados durante a Opera√ß√£o Sete Chaves revelam a descoberta de nova reserva de turmalinas Para√≠ba, neg√≥cio ‚Äúmuito bom‚ÄĚ, segundo os investigados. Eles comentam que lucrar√£o cerca de ‚Äúum bilh√£o de d√≥lares‚ÄĚ com o neg√≥cio e que estar√£o ‚Äúbem de vida at√© a sexta gera√ß√£o da fam√≠lia de todos eles‚ÄĚ.

Diálogo interceptado, em abril de 2014, revela a visita de especialistas do Gems Institute of America à mina em São José da Batalha. No trecho, um dos investigados comenta que na semana anterior havia extraído pedras de qualidade e que a visita dos americanos foi encomendada por Sebastião Lourenço e Azizi, com o objetivo de analisar a qualidade da extração das turmalinas paraíba.

Entre os dias 31 de mar√ßo de 2014 e 17 de abril do mesmo ano, uma expedi√ß√£o do GIA visitou minas brasileiras nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Para√≠ba. A expedi√ß√£o tinha o objetivo de ‚Äúreunir informa√ß√Ķes e documentar o estado atual das minas de pedras coloridas, particularmente esmeralda e turmalina‚ÄĚ.
Turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta

Procurador admite que deputado tinha autorização para explorar Turmalina na PB, mas vê irregularidades
Jo√£o Henrique diz que √© s√≥cio legal de mineradora e vai contribuir com investiga√ß√£o: ‘tamb√©m sou v√≠tima’
Após lapidadas, Turmalina contrabandeada da PB era vendida por até US$ 350 mil cada gema
Operação combate extração ilegal de Turmalina Paraíba; PF cumpriu mandado de busca na casa do deputado João Henrique

Embora haja turmalinas em outras regi√Ķes do Brasil e do mundo, apenas as gemas do distrito de S√£o Jos√© da Batalha (PB) conseguem alcan√ßar teores de cobre acima de 2% A turmalina para√≠ba √© uma das pedras preciosas mais caras do planeta. Em raz√£o de suas caracter√≠sticas particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fasc√≠nio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK).

Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em m√©dia U$ 30 mil e pode chegar a custar at√© U$ 100 mil, dependendo das caracter√≠sticas da gema. A maior dessas pedras j√° encontrada, a Ethereal Carolina Divine Para√≠ba, tem 191,87 quilates e √© de propriedade do filantropo canadense Vicente Boucher. A pedra foi avaliada em at√© U$ 125 milh√Ķes.

As turmalinas s√£o um min√©rio comum encontrado em v√°rias localidades. Entretanto, a aut√™ntica turmalina para√≠ba possui tra√ßos de cobre, mangan√™s e ouro em percentuais √ļnicos, o que proporciona um efeito de fluoresc√™ncia que n√£o se encontra em nenhuma outra gema. Embora haja turmalinas em outras regi√Ķes do Brasil e do mundo, apenas as turmalinas do distrito de S√£o Jos√© da Batalha (PB), conseguem alcan√ßar teores de cobre acima de 2%. No Rio Grande do Norte e √Āfrica, onde se exploram tamb√©m turmalinas, os teores de cobre n√£o chegam a 0.80%.

A pedra foi batizada de turmalina paraíba por ter sido encontrada pela primeira vez em São José da Batalha, distrito do Município de Salgadinho, na região do Cariri, interior da Paraíba, a 244 km da capital. Segundo relatos da imprensa, a primeira turmalina paraíba foi descoberta em 1982 por Heitor Dimas Barbosa, dono da Mina da Batalha. Na época da descoberta, Heitor Barbosa foi citado em revistas estrangeiras como o homem que descobriu a raríssima turmalina paraíba. A qualidade excepcional da pedra foi comprovada pelo Gemological Institut of America (GIA) nos Estados Unidos.

Com MPF

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Imprensa nacional registra envolvimento de deputado paraibano com venda ilegal de turmalinas, mas Jo√£o Henrique nega

A imprensa nacional registrou o suposto envolvimento do vice-presidente da Assembleia Legislativa com o esquema de vanda ilegal de pedras preciosas desbaratado pela Polícia Federal. Abaixo, a matéria do portal UOL:

Vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba é Suspeito de extração ilegal de pedras preciosas

O vice-presidente da Assembleia Legislativa da Para√≠ba, o deputado Jo√£o Henrique (DEM), √© um dos nomes investigados de participa√ß√£o no esquema de extra√ß√£o ilegal da pedra preciosa turmalina para√≠ba, uma das mais preciosas e caras do mundo, que chega a custar R$ 3 milh√Ķes. A turmalina para√≠ba s√≥ √© encontrada em cinco minas do planeta, tr√™s das quais ficam no Brasil.

A informa√ß√£o foi confirmada pelo procurador da Rep√ļblica da cidade de Patos, Jo√£o Rafael Lima, que participou das investiga√ß√Ķes que resultaram na opera√ß√£o Sete Chaves, realizada pela PF (Pol√≠cia Federal), nesta quarta-feira (27), nos Estados da Para√≠ba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e S√£o Paulo.

Segundo o procurador, as investiga√ß√Ķes come√ßaram em 2009, ap√≥s a pol√≠cia receber den√ļncias da extra√ß√£o ilegal da pedra preciosa. O esquema foi desarticulado por meio de intercepta√ß√Ķes telef√īnicas.

“H√° rela√ß√£o do Jo√£o Henrique com o grupo, mas ele tem foro privilegiado. Precisamos de um procurador regional para que os crimes sejam investigados”, disse Lima. O deputado nega as irregularidades e diz ter autoriza√ß√£o para a extra√ß√£o da pedra.

Segundo a PF, a pedra era extra√≠da na Para√≠ba, no distrito de S√£o Jos√© da Batalha, no munic√≠pio de Salgadinho (PB), e seguia para o munic√≠pio de Parelhas (RN), onde era “esquentada” com certificados de licen√ßa de explora√ß√£o.

Em seguida, a turmalina para√≠ba era levada para Governador Valadares (MG) para ser exportada para mercados do exterior, como Bangcoc, na Tail√Ęndia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.

A pol√≠cia disse que o grupo criminoso utilizava rede de empresas “offshore”, que t√™m contas em para√≠sos fiscais, para dar suporte √†s opera√ß√Ķes bilion√°rias nas negocia√ß√Ķes com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.

Com UOL

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Deputados lamentam envolvimento de colega com esquema desbaratado pela PF, mas evitam citar nome

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Os deputados Herv√°sio bezerra (PSB), l√≠der do governo, Branco Mendes (PEN) e Nabor Wanderley (PMDB)lamentaram o envolvimento de um deputado no esquema de venda ilegal de turmalina paraibana, desbaratado pela Pol√≠cia Federal na manh√£ desta quarta-feira. Eles acham que √© preciso aguardar o resultado final das investiga√ß√Ķes e evitaram citar o nome do colega. “N√£o sabemos ainda quem √© o deputado, por isso n√£o podemos apontar nome”, justificou Herv√°sio Bezerra.

Mesma opini√£o tem os deputados Branco Mendes e Nabor Wanderley.

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O envolvimento de um deputado e de empresários foi confirmado pela própria PF, em release distribuído com a imprensa sobre a operação Sete Chaves que utilizou cerca de 130 policiais federais, de todo o Nordeste, cumprindfo 35 medidas judiciais, sendo 8 de prisão preventiva, 19 mandados de busca e apreensão e 8 de sequestro de bens, nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo. Os trabalhos foram desenvolvidos nas cidades de João Pessoa, Monteiro/PB, Salgadinho/PB, Parelhas/PB, Natal/RN, Governador Valadades/MG e São Paulo.

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Branco Mendes diz que votação da reforma política frustou expectativa da população

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O deputado Branco Mendes (PEN) lamentou, na manh√£ desta quarta-feira, a vota√ß√£o da reforma pol√≠tica, iniciada ontem pela C√Ęmara dos Deputados, em Bras√≠lia. Segundo ele, os parlamentares frustraram a expectativa da popula√ß√£o brasileira ao rejeitarem quase todas as propostas de mudan√ßa votadas at√© agora. “Realmente, a classe pol√≠tica criou uma expectativa na popula√ß√£o, que esperava mudan√ßas no sistema atual. Mas, at√© agora n√£o foi aprovada nada de novo. Continua do jeito que est√°. Isso acabou frustrando essa expectativa popular”,. afirmou.

Mendes espera que nas vota√ß√Ķes de hoje, quando deve entrar em pauta entre outras coisas o fim da reelei√ß√£o, o resultado seja diferente. “N√£o √© poss√≠vel continuar a reelei√ß√£o com o governante disputando no cargo, al√©m de elei√ß√£o de dois em dois anos que acabam gerando um gasto alt√≠ssimo para a Na√ß√£o”, sustentou.

Tem toda raz√£o.

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PF desarticula esquema de venda ilegal de turmalina envolvendo empres√°rios e um deputado

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A Pol√≠cia Federal, em conjunto com o Minist√©rio P√ļblico Federal, deflagrou, na madrugada desta quinta-feira (27), a Opera√ß√£o Sete Chaves com o objetivo de combater e desarticular organiza√ß√£o criminosa que agia na extra√ß√£o ilegal da turmalina para√≠ba, uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo.

Cerca de 130 policiais federais, de todo o Nordeste, est√£o dando cumprimento simult√Ęneo a 35 medidas judiciais, sendo 8 de pris√£o preventiva, 19 mandados de busca e apreens√£o e 8 de sequestro de bens, nos estados da Para√≠ba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e S√£o Paulo. Os trabalhos est√£o sendo desenvolvidos nas cidades de Jo√£o Pessoa, Monteiro/PB, Salgadinho/PB, Parelhas/PB, Natal/RN, Governador Valadades/MG e S√£o Paulo.

A organiza√ß√£o criminosa √© formada por diversos empres√°rios e por um deputado estadual, que se utilizavam de uma intrincada rede de empresas off shore para suporte das opera√ß√Ķes bilion√°rias nas negocia√ß√Ķes com pedras preciosas e lavagem de dinheiro.

Considerada uma das pedras mais caras do mundo, a turmalina Para√≠ba era retirada de S√£o Jos√© da Batalha, um distrito do munic√≠pio de Salgadinho, na Para√≠ba e enviada √† cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era esquentada com certificados de licen√ßa de explora√ß√£o. De l√°, as pedras seguiam para Governador Valadares em Minas Gerais para a comercializa√ß√£o em mercados do exterior como Bangkok, na Tail√Ęndia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas, nos Estados Unidos.

Os Policiais suspeitam que um gigantesco volume dessas pedras j√° esteja nas m√£os de joalheiros e de particulares no exterior. Uma √ļnica pedra de turmalina azul “Para√≠ba” pode chegar ao valor de 3 milh√Ķes de Reais. O mercado clandestino da pedra pode tem gerado uma movimenta√ß√£o milion√°ria de capital il√≠cito, no Brasil e no exterior.

A operação contou com a colaboração de fiscais do Departamento Nacional de Produção Mineral-DNPM e da Secretaria da Receita Federal.

Todos os investigados responder√£o pelos crimes de lavagem de dinheiro, usurpa√ß√£o de patrim√īnio da Uni√£o, organiza√ß√£o criminosa, contrabando e evas√£o de divisas.

Com Assessoria

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C√≠cero Lucena “d√° o troco” ao PSDB e rejeita convite de Ruy Carneiro e C√°ssio para disputar Prefeitura de Jo√£o Pessoa

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Demonstrando ainda m√°goa por ter sido impedido de disputar a reelei√ß√£o em 2014, o ex-senador C√≠cero Lucena “deu o troco” ao PSDB paraibano, rejeitando convite do senador C√°ssio Cunha Lima e do presidente estadual do partido, Ruy Carneiro, para disputar a sucess√£o municipal em 2018. Lucena reafirmou sua “aposentadoria” da vida p√ļblica, alegando que quer se dedicar √† fam√≠lia e √† vida empresarial. Um argumento irrefut√°vel, mas pouco convincente diante do vis√≠vel rancor que guarda de seus aliados. Ou seriam ex-aliados?

Com a decis√£o, o PSDB agora ter√° que procurar outra alternativa para disputar o pleito na Capital em faixa pr√≥pria. Em princ√≠pio, o √ļnico nome de peso dispon√≠vel seria Ruy Carneiro, que j√° concorreu uma vez √† prefeitura e foi derrotado pelo atual governador Ricardo Coutinho (PSB). Mas, o pr√≥prio Ruy garantiu que o partido deve filiar “gente de peso” nos pr√≥ximos dias, at√© mesmo em condi√ß√Ķes de concorrer √†s elei√ß√Ķes no principal col√©gio eleitoradl do Estado.

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Imprensa nacional volta a “pegar no p√©” de Veneziano e colunista de Veja aponta oito inqu√©ritos abertos no STF contra deputado

A Imprensa nacional voltou a “pegar no p√©” do deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB), irm√£o do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da Uni√£o, Vital do Rego Filho. Colunista da revista Veja, uma das mais conceituadas do Pa√≠s, o jornalista Lauro Jardim divulgou que o Supremo Tribunal Federal j√° abriu oito inqu√©ritos contra Veneziano, todos referentes a irregularidades registradas durante sua gest√£o como prefeito de Campina Grande.

Além dos inquéritos, consta também uma ação penal contra o ex-prefeito paraibano.

Veja abaixo, o teor da nota publicada na coluna Radar, de Veja:

MAIS UM

Veneziano: oito inquéritos e uma ação penal

Veneziano: oito inquéritos e uma ação penal

O ritmo em que chegam inquéritos no STF para investigar Veneziano Vital do Rêgo, irmão do ministro do TCU, parece o 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil (leia mais aqui). Bastou piscar, chega mais um.

Na semana passada, C√°rmen L√ļcia autorizou a abertura de mais um inqu√©rito, novamente para investig√°-lo por suspeita de crimes contra a Lei de Licita√ß√Ķes, quando ele governou Campina Grande.

Desde fevereiro, quando Veneziano tomou posse, já são oito inquéritos e uma ação penal.

Por Lauro Jardim

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Deputado prevê queda de 36% no FPM de junho e falência de pequenas prefeituras paraibainas

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O deputado Antonio Mineral (PSDB) alertou, nesta ter√ßa-feira, para o risco de inviabilidade administrativa de pequenas prefeituras, principalmente, por causa das constantes quedas de receitas. Segundo ele, o Fundo de Participa√ß√£o dos Munic√≠pios do m√™s de junho deve cair pelo menos 36%, fato que pode levar √† fal√™ncia v√°rias administra√ß√Ķes municipais na Para√≠ba. “A situa√ß√£o √© muito dif√≠cil. N√£o √© de hoje que o FPM vem caindo, prejudicando as administra√ß√Ķes municipais. Com essa nova queda de 36%, nem todas ter√£o condi√ß√Ķes de continuar atendendo aos reclames da popula√ß√£o”, avisou Mineral.

De fato, a queda nas receitas √© um fen√īmeno antigo, em outras √©pocas n√£o t√£o constante e acentuada como agora. Por causa de crise econ√īmica que o Pa√≠s atravessa, essa diminui√ß√£o, especialmente no FPM, apenas foi acelerada, deixando os prefeitos com as m√£os na cabe√ßa. “No caso de prefeituras de m√©dio e grande porte, a situa√ß√£o √© menos grave porque recebem recursos de outras fontes como IPTU e ISS. Mas, as pequenas prefeituras, de coeficiente 0,6, n√£o t√™m a mesma sorte e dependem essencialmente do FPM. Al√©m da folha de pessoal e do custeio da m√°quina administrativa, essas prefeituras comprometem fatia consider√°vel de suas receitas com pagamento de INSS e precat√≥rios. N√£o h√° como fugir”, avaliou Mineral.

A situação de falência das prefeituras foi agravada com os efeitos da seca, outra despesa pesada para os já sufocados municípios paraibanos.

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