Deputado busca oitavo mandato, declara apoio √† chapa governista e garante que foco √© defesa de pol√≠ticas p√ļblicas

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O deputado estadual Tr√≥colli J√ļnior busca o seu oitavo mandato nas elei√ß√Ķes de outubro e j√° desponta como um dos mais antigos, em atividade, na Assembleia Legislativa da Para√≠ba. Mas, nem essa trajet√≥ria vitoriosa o afasta do pensamento nas dificuldades previstas sempre que enfrenta o desafio das urnas. Por quest√Ķes de sobreviv√™ncia pol√≠tica, ele trocou o PROS pelo Podemos e intensificou a “cata aos votos” para renovar o mandato e eleger a chapa governista.

“Quando entro numa disputa √© como se estivesse pela primeira vez tentando me eleger. Me dedico integralmente ao processo eleitoral, da mesma forma que me dedico ao mandato. √Č com essa vontade que estamos em busca de mais uma vit√≥ria nas urnas, trabalhando tamb√©m para eleger Jo√£o Azevedo (governador) e Veneziano Vital do Rego (senador)”, declarou J√ļnior, anunciando oficialmente seu apoio aos candidatos da Situa√ß√£o.

N√£o por acaso, Tr√≥colli intensificou as viagens pelo interior do Estado e assegura que o sentimento dos paraibanos √© de dar continuidade ao trabalho que vem fazendo o governador Ricardo Coutinho. “Temos ajudado o governador a superar os desafios, dando a ele o apoio que precisa na Assembleia Legislativa. O resultado dessa parceria √© a consolida√ß√£o da candidatura de Jo√£o Azevedo e a certeza de que a Para√≠ba vai continuar avan√ßando”, sustentou.

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Fim do foro privilegiado volta à pauta do Supremo Tribunal Federal nesta semana

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar na quarta-feira (2) o julgamento sobre a restri√ß√£o ao foro por prorrogativa de fun√ß√£o, conhecido como foro privilegiado, para deputados e senadores. At√© o momento, h√° maioria de oito votos a favor do entendimento de que os parlamentares s√≥ podem responder a um processo na Corte se as infra√ß√Ķes penais ocorreram em raz√£o da fun√ß√£o e cometidas durante o mandato. Caso contr√°rio, os processos dever√£o ser remetidos para a primeira inst√Ęncia da Justi√ßa.

O julgamento come√ßou no dia 31 de maio de 2017 e foi interrompido por dois pedidos de vista dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que ser√° o pr√≥ximo a votar. O relator, Lu√≠s Roberto Barroso, votou a favor da restri√ß√£o ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aur√©lio, Rosa Weber, C√°rmen L√ļcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello. Faltam os votos de Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

De acordo com o voto de Barroso, o foro por prerrogativa dos deputados, previsto no Artigo 53 da Constitui√ß√£o, deve ser aplicado somente aos crimes cometidos durante o exerc√≠cio do cargo e relacionados √†s fun√ß√Ķes desempenhadas. O voto do ministro tamb√©m prev√™ que o processo continuar√° na Corte se o parlamentar renunciar ou para assumir um cargo no governo ap√≥s ser intimado para apresentar alega√ß√Ķes finais.

De acordo com professor da FGV Direito Rio Ivar Hartmann, coordenador do projeto Supremo em N√ļmeros, a restri√ß√£o ao foro privilegiado pode permitir que os julgamentos de quest√Ķes penais que, obrigatoriamente, devem ser julgados pelos colegiados da Corte, sejam mais c√©leres, diante da menor quantidade de a√ß√Ķes. Segundo o professor, devido ao ac√ļmulo de processos, a maioria das decis√Ķes do STF s√£o tomadas individualmente pelos ministros.

“Na parte que decide colegiadamente h√° um gargalo muito s√©rio, nas turmas e no plen√°rio,como essas a√ß√Ķes de inqu√©rito com foro que s√£o decididas colegiadamente, tir√°-las afetaria positivamente o colegiado‚ÄĚ, disse Hartmann √† Ag√™ncia Brasil.

Gargalo

Conforme o estudo Supremo em N√ļmeros, o tempo de tramita√ß√£o de uma a√ß√£o penal em 2016 foi de 1.377 dias, tempo maior que o registrado em 2002, quando o processo era julgado em aproximadamente em 65 dias.

Entre 2012 e 2016, das 384 decis√Ķes tomadas em a√ß√Ķes penais, a declina√ß√£o de compet√™ncia, quando o parlamentar deixa o cargo e perde o foro no STF, representou 60% dos despachos, enquanto as absolvi√ß√Ķes chegaram a 20%. Condena√ß√Ķes ficam em apenas 1%.

O promotor de Justi√ßa e professor de Direito Penal do Complexo de Ensino Renato Saraiva (CERS) Rog√©rio Sanches Cunha explica que o foro por prerrogativa de fun√ß√£o foi criado para punir crimes funcionais, mas, ao longo do tempo, deixou passou a ser um privil√©gio. ‚ÄúN√≥s banalizamos o foro. Temos mais de 50 mil pessoas com foro por prerrogativa de fun√ß√£o”, disse o professor.

Sobre as consequ√™ncias da decis√£o da Corte, Sanches avalia que as investiga√ß√Ķes que est√£o em andamento no STF e que devem seguir para a primeira inst√Ęncia n√£o ser√£o iniciadas novamente e retomadas do ponto em que foram suspensas. Para o professor, os processos devem sofrer algum atraso, mas ser√£o decididos bem mais r√°pido em rela√ß√£o aos que tramitam no STF. ‚ÄúNum primeiro momento, vai gerar atraso para os casos em andamento, mas ser√° muito menor que o STF‚ÄĚ, afirmou.
Lava Jato

Mesmo com a finaliza√ß√£o do julgamento, a situa√ß√£o processual dos deputados e senadores investigados na Opera√ß√£o Lava Jato pelo STF deve ficar indefinida e as d√ļvidas ser√£o solucionadas somente com a an√°lise de cada caso. Os ministros ter√£o que decidir se parlamentares v√£o responder, na pr√≥pria Corte ou na primeira inst√Ęncia, √†s acusa√ß√Ķes por terem recebido recursos ilegais de empreiteiras para financiar suas campanhas.

Na avalia√ß√£o do professor Hartmann, existem argumentos jur√≠dicos relevantes a favor e contra a manuten√ß√£o do foro para crimes cometidos para financiar campanhas. “Interpretar o caso de crime envolvendo financiamento de campanha √© um caso onde eu consigo ver argumenta√ß√Ķes para os dois lados. H√° argumentos no sentido de que n√£o √© em fun√ß√£o [do mandato] ou at√© n√£o √© durante o mandato. Por outro lado, vejo argumentos poss√≠veis no sentido de que a pessoa est√° usando as prerrogativas cargo para cometer esse crime”, avalia.

O caso concreto que est√° sendo julgado pelo STF envolve a restri√ß√£o de foro do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes. Ele chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha, mas renunciou ao mandato parlamentar para assumir o cargo no munic√≠pio. O prefeito respondia a uma a√ß√£o penal no STF por suposta compra de votos, mas, em fun√ß√£o da posse no Executivo municipal, o processo foi remetido para a Justi√ßa. Na √ļltima ter√ßa-feira (24), Mendes teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com Agência Brasil

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Manoel J√ļnior intensifica contatos e aguarda defini√ß√Ķes para disputar elei√ß√£o majporit√°ria

O vice-prefeito de Jo√£o Pessoa, Manoel Junior (PSC), visitou, neste final de semana, v√°rios munic√≠pios do Cariri e Zona da Mata paraibana para participar de festas de emancipa√ß√£o pol√≠tica e atividades culturais. Ele aproveitou os encontros para intensificar entendimentos com aliados com vistas √†s elei√ß√Ķes estaduais deste ano.

Manoel Junior iniciou seu périplo pela cidade de Parari, no Cariri, onde foi recebido pelo prefeito José Josemar Ferreira de Souza (PSB), e pelo vice-prefeito Genival Aires na festa de Emancipação Política da cidade.

Manoel Junior com Josa e Genival em Parari

Em seguida, Manoel Junior seguiu para Santo André onde participou, ao lado da prefeita, Silvana Marinho, e do vice-prefeito, Arimatea Porto, da festa da Cabra Rainha.

Ele também esteve em Natuba, na Mata paraibana, participando da tradicional Festa da Uva com a prefeita Janete Santos. Na cidade, Manoel Junior também se reuniu José Lins da Silva Filho.

Manoel com a prefeita Janete

Em Santo André e Natuba, todas as lideranças políticas citadas acima estão fechadas com Manoel Junior para o leito de outubro.

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Em duro discurso, Jo√£o Azevedo cobra lealdade “na pr√°tica” da vice-governadora L√≠gia Feliciano

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O pr√©-candidato ao Governo do Estado pelo PSB, Jo√£o Azevedo, vai aos poucos assimilando o estilo do atual governador Ricardo Coutinho, quando se refere aos advers√°rios e at√© mesmo a aliados n√£o convincentes, digamos assim. Em duro discurso durante evento em Guarabira, neste s√°bado, Azevedo cobrou publicamente da vice-governadora L√≠gia Feliciano (PDT) uma postura pr√°tica que coincida com suas recentes declara√ß√Ķes de lealdade ao projeto socialista. “Existe uma palavra na pol√≠tica que √© lealdade. N√£o √© s√≥ se pronunciar, mas agir com lealdade”, avisou Azevedo.

A exemplo do que Ricardo vem fazendo, Azevedo deixou clara a diverg√™ncia entre seu ponto de vista e o de L√≠gia, mesmo que de forma indireta, sem citar nomes. “Eu posso dizer que sou leal, mas se na pr√°tica n√£o sou, n√£o adianta nada”, sustentou o socialista.

O clima come√ßou a azedar quando a vice-governadora assumiu publicamente o desejo de concorrer √† sucess√£o estadual, contrariando decis√£o do grupo de Ricardo, que j√° havia confirmado a escolha de Jo√£o Azevedo como pr√©-candidato. A situa√ß√£o piorou ap√≥s boato de que L√≠gia estaria montando equipe, antes mesmo do famoso “fico” do atual governador, e at√© teria dado uma festa em comemora√ß√£o √† sua eventual posse no Pal√°cio da Reden√ß√£o.

Mesmo diante do inc√īmodo quadro, L√≠gia continua jurando lealdade ao governador e ao projeto do PSB.

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Justi√ßa Eleitoral monta “tropa de choque” para impedir que “fichas suja” sejam candidatos em outubro

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Atualmente preso em Curitiba, o ex-presidente Lula √© apenas o mais not√≥rio pretendente a cargo eletivo nas elei√ß√Ķes de outubro que tem a ficha suja. Al√©m dele, h√° uma lista de mais de uma centena de pol√≠ticos que estar√£o ineleg√≠veis pelas mesmas raz√Ķes do ex-presidente: foram condenados por crimes em tribunais de segunda inst√Ęncia. Pela legisla√ß√£o eleitoral, antes do registro oficial das candidaturas, em agosto, nada pode ser feito contra eles. Somente ap√≥s o registro, a Justi√ßa Eleitoral pode se mover para barrar essas candidaturas ilegais. Como o tempo de an√°lise √© curto ‚Äď um m√™s ‚Äď havia a expectativa de que alguns nomes desses candidatos fichas sujas pudessem acabar indo parar nas urnas. O risco, por√©m, est√° superado.

O Minist√©rio P√ļblico Eleitoral (MPE) resolveu se antecipar e montou uma tropa de choque que, desde j√°, analisa as pr√©-candidaturas. Quando os registros forem feitos, j√° haver√° uma lista a ser conferida. Rapidamente, os procuradores eleitorais contestar√£o as candidaturas. E o Tribunal Superior Eleitoral, da mesma forma, organiza-se tamb√©m para dar uma resposta r√°pida: um mutir√£o envolvendo os tribunais regionais est√° sendo montado para auxiliar nas an√°lises. ‚ÄúFicha suja est√° fora do jogo democr√°tico‚ÄĚ, avisou o presidente do TSE, Luiz Fux, ao tomar posse no cargo.

Banco de dados

A rapidez com que a Corte Eleitoral vai eliminar das elei√ß√Ķes qualquer pretendente que estiver enquadrado na Lei da Ficha Limpa se deve a um trabalho preventivo. Uma das frentes criadas nesse sentido √© a formula√ß√£o de um banco de dados com nomes de pol√≠ticos e potenciais candidatos que est√£o condenados pela Justi√ßa. Problemas de governantes que n√£o cumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal tamb√©m barram candidaturas, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Quando o candidato registrar seu nome no Tribunal Regional Eleitoral dos estados ou no TSE, como √© o caso dos presidenci√°veis, o MPE ser√° acionado. Ao verificar que o nome dele consta no cadastro eletr√īnico, a rea√ß√£o √© imediata. Em cinco dias corridos, o MPE monta o processo, com recomenda√ß√£o da exclus√£o de seu nome e encaminha para a Corte Eleitoral. Com o mutir√£o de ju√≠zes montado no TSE, os processos devem correr rapidamente. Portanto, as chances de subsistir uma candidatura como a de Lula s√£o nulas.

O principal nome na tarefa de identifica√ß√£o dos fichas sujas √© o vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros. √Č ele quem controla a alimenta√ß√£o e tem o principal acesso ao banco de dados com os nomes dos pol√≠ticos que est√£o impedidos de disputar as elei√ß√Ķes e o respons√°vel por recomendar o veto aos seus pleitos.

A outra frente importante do trabalho pr√©vio que vem sendo feito pela Justi√ßa Eleitoral √© a de combate √†s fake news. Para atacar o problema e preven√≠-lo, o ministro Luiz Fux criou um comit√™ de intelig√™ncia, com PF, Ex√©rcito, MPF e Ag√™ncia Brasileira de Intelig√™ncia (Abin), para combater a dissemina√ß√£o de informa√ß√Ķes inver√≠dicas na web. O grupo se re√ļne periodicamente.

Recentemente, t√©cnicos do FBI estiveram no TSE, a convite do governo brasileiro, para falar sobre fake news. O Conselho Consultivo do TSE tamb√©m j√° trocou informa√ß√Ķes com grandes empresas como Google e Facebook. O que se sabe at√© o momento √© que uma das grandes fontes de fake news tem sido o aplicativo Whatsapp. Ou seja, prevenir √© melhor do que remediar.

Com Istoé

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DUOD√ČCIMO: Governo avalia riscos ao equil√≠brio fiscal do Estado e anuncia recurso contra decis√£o de ministro do STF

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O Governo do Estado distribuiu nota em que critica a decis√£o do ministro do STF, Ricardo Lewandowisk, sobre repasse do duod√©cimo ao Tribunal de Justi√ßa da Para√≠ba. O documento trata como “risco ao equil√≠brio fiscal do Estado” a medida monocr√°tica e confirma recurso ao Sopremo para tentar derrub√°-la. Abaixo, a nota na √≠ntegra:

NOTA
O Governo do Estado da Paraíba tem, em razão de sua indissociável responsabilidade institucional, a obrigação premente de recorrer da decisão monocrática, em caráter liminar, de autoria do ministro Ricardo Lewandowisk, do Supremo Tribunal Federal РSTF, que trata de repasse do duodécimo para o Tribunal de Justiça do Estado.

A medida determinada p√Ķe em risco concreto e imediato as finan√ßas e, consequentemente, o equil√≠brio fiscal obtido com muito esfor√ßo ao longo destes sete anos em fun√ß√£o de uma pol√≠tica s√©ria e austera de gastos do dinheiro p√ļblico, cujo destino priorizou a garantia de obras e a√ß√Ķes que ajudaram a melhorar os √≠ndices sociais e econ√īmicos da Para√≠ba.

A puni√ß√£o que se imp√Ķe ao Poder Executivo amea√ßa a manuten√ß√£o de conquistas importantes de estabilidade, asseguradas ao longo desta gest√£o.

Na pr√°tica, amea√ßa a garantia de recursos para a execu√ß√£o de servi√ßos p√ļblicos essenciais, como o funcionamento de hospitais, de delegacias e de escolas, compromete o pagamento rigorosamente em dia de todo o funcionalismo p√ļblico estadual, com seus respectivos reajustes escalonados, bem como a manuten√ß√£o das metas fiscais impostas pelo Governo federal para fins de concess√£o de empr√©stimos e financiamentos para investimentos de obras no Estado. Imp√Ķe ainda a inviabilidade de respeitar a Lei 11.034/2017, aprovada pela Assembleia Legislativa da Para√≠ba, que imp√īs teto do gasto p√ļblico em decorr√™ncia de imposi√ß√£o do Governo federal.

√Č, portanto, um desmerecido e injustific√°vel abalo na atual estrutura or√ßament√°ria e financeira do Estado, cujas consequ√™ncias recair√£o diretamente nas costas dos que mais precisam.

√Č importante registrar ainda que o Poder Executivo Estadual manteve redu√ß√£o permanente de seus gastos com custeio da m√°quina p√ļblica, principalmente nos per√≠odos mais agudos da crise, e em consequ√™ncia disso conseguiu garantir o incremento anual do repasse do duod√©cimo a todos os poderes constituintes, sem desrespeito √†s leis or√ßament√°rias em vigor, pois o valor repassado, a cada ano, sempre superou o do ano anterior, ao contr√°rio de outros estados da Federa√ß√£o que reduziram o valor, a exemplo de RN e RJ, entre outros. O repasse dos duod√©cimos para todos os Poderes consome atualmente cerca de 1,6 bilh√£o de reais ano dos recursos dispon√≠veis do Estado, sendo o Tribunal de Justi√ßa, autor da reclama√ß√£o no Supremo Tribunal Federal, o ente que recebe o maior valor, quase 600 milh√Ķes de reais. Mesmo tendo, al√©m do duod√©cimo, recursos pr√≥prios, oriundos de custas e a√ß√Ķes judiciais que somam, por ano, cerca de 85 milh√Ķes de reais a mais nos cofres do Poder Judici√°rio paraibano.

Por tudo isso, reafirmando a disposi√ß√£o de lutar pela preserva√ß√£o das conquistas econ√īmicas, fiscais e sociais da Para√≠ba, o Governo do Estado lamenta que o Tribunal de Justi√ßa da Para√≠ba, indiferente √†s circunst√Ęncias da realidade atual e com s√©rias resist√™ncias a implementa√ß√£o de medidas de conten√ß√£o dos seus gastos, conduza, fechado exclusivamente em torno de si e de seus privil√©gios, entre os quais aux√≠lios de toda a natureza – alguns deles moral e constitucionalmente question√°veis – uma cruzada judicial sem medir as consequ√™ncias reais de suas causas exclusivas. E excludentes.

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Ex-presidente Dilma Roussef passa a integrar “seleta” lista de pol√≠ticos que se decepcionaram com Luciano Cartaxo

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Nonato Bandeira, Raoni Mendes, Bruno Farias e Manoel J√ļnior fazem parte de uma extensa lista de pol√≠ticos que se decepcionaram com o prefeito de Jo√£o Pessoa, Luciano Cartaxo (PV). A numerosa rela√ß√£o inclui tamb√©m a ex-presidente Dilma Roussef, segundo seu ex-ministro da Justi√ßa, Jos√© Eduardo Cardozo, que esteve nesta sexta-feira (27) em Jo√£o Pessoa, participando do Ciclo de Debates promovido pela C√Ęmara Municipal.

Petista de carteirinha, Cardozo contou que a ex-presidente recebeu “com tristeza” a sa√≠da de Cartaxo do PT, justamente quando pipocaram os esc√Ęndalos da Opera√ß√£o Lava Jato. Segundo ele, Dilma esperava contar com a solidariedade do prefeito de Jo√£o Pessoa na √©poca mais dif√≠cil, para combater o “tsunami” gerado pelas den√ļncias de corrup√ß√£o contra seu governo. Mas, Cartaxo preferiu abandon√°-la e se refugiar no PSD.

“Com certeza, ela (Dilma) ficou bastante decepcionada”, disse o ex-ministro.

Se serve de consolo, não foi só ela, nobre jurista.

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Decis√£o do Tribunal de Contas do Estado obriga prefeito de Cabedelo a demitir esposa

Vitor Hugo ter√° que demitir esposa (Imagem da Internet}

Uma medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado mandou demitir a esposa do prefeito Vitor Hugo, de Cabedelo. Daniella Ronconi foi nomeada pelo marido para o cargo de procuradora-geral do Município. O mimo familiar esbarrou em decisão do conselheiro substituto Antonio Cláudio Silva Santos, que deu prazo de 15 dias para o prefeito se explicar. O conselheiro quer saber porque Vitor Hugo escolheu logo a esposa para ocupar espaço tão privilegiado, num claro caso de nepotismo.

Se não apresentar defesa no prazo fixado, o prefeito estará sujeito à multa e outras penalidades.

A decisão serve de recado aos demais gestores. O TCE, segundo o presidente André Carlo Torres, continuará vigilante para evitar que o caso se repita, seja em Cabedelo ou em qualquer outra cidade paraibana.

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FAMILIA DIVIDIDA? Pode faltar “Solidariedade” na campanha de Luc√©lio e C√°ssio

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O deputado Bruno Cunha Lima anda chateado com parte da fam√≠lia, por conta das √ļltimas decis√Ķes sobre as elei√ß√Ķes estaduais. N√£o fosse a guinada de √Ļltima hora que lhe valeu o comando do Solidariedade na Para√≠ba, Bruno estaria em s√©rias dificuldades para se reeleger no PSDB, mesmo sendo primo de C√°ssio e Romero Rodrigues, principais lideran√ßas do partido.

O quadro j√° n√£o era bom quando Bruno foi “aconselhado” a disputar um.mandato de deputado federal ao inv√©s da reelei√ß√£o. Foi a gota d’√°gua.

Por sorte, Bruno se articulou antes e conseguiu, com amigos, o controle do SDD antes pertencente a Benjamin Maranh√£o, que rwtornou ao aconchego do tio e do MDB. Mas, com bases comprometidas, o jovem l√≠der da bancada de Oposi√ß√£o teve que abrir m√£o da Assembleia Legislativa para tentar vaga na C√Ęmara Federal.

Tendo seu pr√≥prio partido, Bruno agora tem a chance de “dar o troco” e j√° avisou que o SDD n√£o tem alinhamento autom√°tico com a “Chapa de Bras√≠lia”, encabe√ßada por Luc√©lio Cartaxo. E admitiu votar em Maranh√£o “que tamb√©m √© pr√©-candidato das Oposi√ß√Ķes”.

Se Bruno.não teve solidariedade quando precisou, também não tem obrigação de oferecer o Solidariedade aos companheiros oposicionistas.

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Com PT e PC do B em seu palanque, Ricardo Coutinho sonha em atrair eleitor de Lula para Jo√£o Azevedo

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A volta do PC do B ao grupo girassol não foi ocasional. Aliados mais próximos e o próprio governador Ricardo Coutinho demonstravam preocupação com o rumo ideológico que a pré-candidatura de João Azevedo vinha tomando. Cercado de partidos tradicionalmente com atuação ao Centro e à Direita, como PTB e DEM, Azevedo corria o risco de perder apoio da Esquerda. Com PT e PC do B no palanque, o socialista pode agora sonhar com os votos de um eleitor privilegiado na Paraíba: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se não puder ser candidato, Lula deve ter papel importante na campanha eleitoral, mesmo preso, pedindo votos para os aliados nos estados. Na Paraíba, não será diferente. A adesão dos comunistas e a visita feita por Ricardo ao petista na prisão em Curitiba certamente serão lembradas na caminhada do PSB em busca de votos. Mensagens gravadas do ex-presidente direcionadas aos eleitores serão usadas como trunfo no jogo de convencimento eleitoral.

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No caso de Azevedo, Ricardo buscou a Esquerda, mas conservou o resto. Ele optou por buscar apoio dos “dois lados da moeda”. Enquanto aliados tradicionais trabalhar√£o em suas bases no interior, junto com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideran√ßas locais, a “comitiva” de Esquerda representar√° o componente ideol√≥gico destinado √† atrair n√£o apenas o eleitorado lulista, mas tamb√©m aqueles que ainda rejeitam, principalmente nas maiores cidades, a pol√≠tica assistencialista.

Mas, como tudo na vida tem um pre√ßo, os socialistas ter√£o que pagar pela ousadia. Ali√°s, j√° est√£o pagando. Petistas se negam a subir no mesmo palanque onde estejam o ex-senador democrata Efraim Morais e o deputado Veneziano Vital do Rego, ex-emedebista que ingressou no PSB. O primeiro √© cotado para a vaga de vice e o outro √© o “candidato de Ricardo” ao Senado Federal. Os partid√°rios de Lula querem ainda indicar o deputado Luiz Couto para disputar a outra vaga de senador, mas “distante” do ex-prefeito que chamam de “golpista”, por ter votado pelo impeachment de Dilma Roussef.

O clima entre alguns √© de “rebeldia”, mas nada que uns “conselhos” da dire√ß√£o nacional n√£o resolvam. Tanto que o governador e seu candidato est√£o mais preocupados em “minar” as ofensivas dos advers√°rios do que com os efeitos da “resist√™ncia”.

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