Antes de lançar candidatos em todos os municípios, PMDB tem que decidir se é governo ou oposição na Paraíba

Imagem da Internet

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O senador José Maranhão está coberto de razão quando defende que o PMDB lance candidatos a prefeito nos 223 municípios paraibanos, nas eleições de 2016. Partido que deseja crescer ou se manter grande, como é o caso do PMDB, tem que ocupar espaços. Na política, não existe espaço vazio. Se o PMDB não ocupa, vem outra legenda e o faz, gerando prejuízos para os comandados de Maranhão.

O problema do PMDB não é a falta de quadros para levar adiante o desafio. O partido já comandou o Estado, com o próprio Maranhão, e conta com filiados em todos os recantos da Paraíba. O grande drama é a falta de discurso e de identidade para conquistar o eleitorado.

Antes de lançar candidaturas próprias, o PMDB tem que definir que rumo tomará. Para ser mais exato, tem que decidir se é governo ou oposição. Não sei se o eleitorado, a cada dia mais exigente, aceitará que o maior partido do Estado “jogue flores” no Governo do Estado em alguns municípios e “espinhos” em outros. Seria, no mínimo, contraditório. Para não dizer incoerente e oportunista. Já chega a dubiedade de postura do partido na Assembleia Legislativa.

Talvez por isso, o senador esteja tão empenhado em acabar com essas querelas entre os deputados Manoel Júnior e Gervasio Maia. Maranhão sabe que a unidade é o trunfo principal de seu partido. Dividido, o PMDB corre o risco de reduzir seu espaços municipais nas eleições do ano que vem e chegar enfraquecido para a grande batalha de 2018.

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