Até onde vai a “autonomia” de João Azevedo e Lucélio Cartaxo?

O candidato ao Governo do Estado, João Azevedo, do PSB, surpreendeu nesta quinta-feira (14), ao afirmar, com todas as letras, que não é nem será “pau mandado” de ninguém. Foi numa entrevista ao maispb, portal do multimídia e empresário Eron Cid César Madrid.

A declaração soou estranho. Não por dúvidas quanto à competência de Azevedo como gestor, técnico abalizado e reconhecido. O candidato socialista tem bagagem de sobra para comandar qualquer gestão, caso vença a eleição.

Mas, todos sabem que ele não seria sequer candidato sem o apoio do governador Ricardo Coutinho. João foi escolhido muito mais pela relação pessoal que mantém com Ricardo do que por suas condições eleitorais.

A não ser que a declaração seja uma provocação aos seus principais concorrentes. Aliás, ao candidato do PV, Lucélio Cartaxo (PV). Isso porque José Maranhão, do MDB, já foi governador por três vezes e não se encaixa muito bem no comceito de “pau mandado”.

Lucélio, ao contrário de Maranhão, só é candidato por causa do irmão, Luciano Cartaxo, prefeito de João Pessoa cuja gestão conta com boa avaliação popular.

? fato que, não fosse a renúncia do irmão, preferido na época para ser indivado candidato das oposições, Lucélio nem sonharia com a disputa majoritária.

E, como Maranhão lidera as pesquisas, pode ser que João tenha decidido encarar de vez o confronto direto com o candidato do PV na disputa pela outra vaga no segundo turno.

Até porque, a esta altura do campeonato, João não seria louco de mandar recado para Ricardo Coutinho.

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