Cartaxo coloca Oposições “no bolso” e impõe nome do irmão para disputar Governo do Estado

Imagem da Internet

O prefeito Luciano Cartaxo (PV) conseguiu o que planejava e o que as oposições nem sonhavam. Permaneceu com a máquina da Prefeitura de João Pessoa e impôs o nome do irmão, Lucélio Cartaxo, para encabeçar a chapa majoritária oposicionista.

Num grupo com figuras carimbadas da política paraibana, como os senadores José Maranhão (MDB), Raimundo Lira (PSD) e Cássio Cunha Lima (PSDB), além do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), uma liderança emergente do seu porte, Luciano conseguiu o que ninguém esperava e muito menos apostava.

Tomando como parâmetro as declarações de seu líder na Câmara Municipal, Fernando Milanez Neto, repetidas por outras lideranças oposicionistas ouvidas pelo blog, Cartaxo conseguiu consumar sua estratégia de tirar proveito ao máximo do processo eleitoral da Paraíba.

Tudo começou com o lançamento do seu nome como opção para disputar o Governo do Estado. Depois, vieram as inúmeras viagens pelo interior, onde filiou lideranças e divulgou seu nome numa campanha “fora de época”. Com uma gestão reconhecida pela população e sem concorrentes nas hostes governistas, o prefeito pessoense “deitou e rolou” na preferência do eleitorado, registrada em todas as pesquisas de opinião pública divulgadas.

Mesmo sendo franco favorito, até então, Cartaxo decidiu que era hora do xeque-mate nas oposições. Foi então que “decretou” a exigência de prazo para definição do candidato a governador. Com Maranhão “remando” em faixa própria, PSDB, PP e o próprio PSD, do qual na ocasião Cartaxo era integrante, “morderam a isca”.

Romero foi o primeiro a contestar o prazo, adiando sua decisão de deixar ou não o cargo para disputar o Governo do Estado. Ganhou apoio do primo Cássio e até de Rômulo Gouveia, presidente do PSD. Era tudo que Cartaxo queria.

Com a tímida justificativa de que as oposições “perderam o tempo”, o prefeito anunciou desistência da pré-candidatura. Não por acaso, seus auxiliares vibraram. Afinal de contas, permaneceriam onde estavam e não se curvariam ao humor diário do vice-prefeito, Manoel Júnior (MDB), que assumiria a PMJP em caso de renúncia do prefeito.

Também, não por acaso, logo em seguida Cartaxo determinou ao seu “exército” de aliados, composto por políticos, secretários e profissionais de imprensa, que começasse a etapa decisiva do processo: estimular o nome do irmão para substituí-lo como candidato das oposições.

Não deu outra. Com a permanência de Romero Rodrigues na PMCG, Lucélio ficou sem adversário interno. O PSDB ainda tentou levantar o nome do jovem deputado Pedro Cunha Lima como alternativa, mas não deu certo. O próprio Romero lembrou aos colegas “desavisados” que a candidatura de Pedro a governador implodiria o projeto de reeleição de Cássio, bem mais necessitado do mandato.

Além disso, soma-se ao processo de encurralamento das oposições as constantes ameaças do PV (leia-se, família Cartaxo) de debandar para o grupo do governador Ricardo Coutinho(PSB). Lá, com certeza o partido teria garantida vaga para Lucélio disputar o Senado ou até mesmo a vice-governadoria, se assim preferisse, além da ocupação de cargos na estrutura estadual.

Seria uma decisão agradável aos dois lados. Menos às oposições, já debilitadas com a rebeldia de Maranhão.

Concluída a operação, restou sentar e colocar as cartas na mesa. É o que devem fazer as lideranças oposicionistas em Brasília, nesta quinta-feira, antes do anúncio final da chapa oposicionista.

Cartaxo está de parabéns. Venceu mais uma.

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