DEM bota “unhas de fora” e insinua posição de independência nas eleições de outubro

Imagem da Internet

O DEM sempre aspirou ser protagonista na política da Paraíba. Mas, sempre “sobrou na curva”. Ou melhor: negociou apoio nas horas decisivas.

Toda vez que se aproxima uma eleição, o partido “endurece o pescoço”, muda o discurso e assegura que buscará a realização do tão sonhado protagonismo, seja em um dos dois principais colégios eleitorais ou no Estado.

Aliado de João Azevedo, ocupando inclusive cargos importantes na administração estadual, o partido da família Morais decidiu agora que seu pré-candidato em João Pessoa não precisa do apoio do atual governador para “decolar” e pode se virar sozinho.

O recado veio da boca do deputado federal Efraim Filho, cujo pai de mesmo nome é secretário de Azevedo. O ex-deputado e ex-vereador Raoni Mendes é um bom nome para disputar a prefeitura da Capital, mas pegou mal essa história de “independência”.

Para concorrer, o DEM não precisa “descartar” o governador, antes mesmo do homem decidir seu futuro partidário. Já pensou se João resolve se filiar ao Democratas? Coisa pouco provável de se imaginar, é fato. Mas, como ficariam os Morais (pai e filho) se isso acontecesse?

A menos que a nova postura do DEM seja reação a uma provável filiação do governador a um partido de centro-esquerda, adversário do presidente Jair Bolsonaro. O DEM, como todos sabem, é “da cozinha” de Bolsonaro.

Seja qual por a razão, para provar que merece ser grande, o DEM, como qualquer outro partido do seu porte, vai precisar bem mais que um simples discurso. É fundamental mudar de postura e parar de enganar o povo, ensaiando candidaturas para depois negociar apoio.

Coisa de partido pequeno, para não dizer de aluguel.

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