Justiça quebra sigilo da FPF e Amadeus Rodrigues promete entregar extratos bancários na próxima segunda-feira

Amadeus e Nosman foram eleitos na mesma chapa )Imagem da Internet)

O presidente da Federação Paraibana de Futebol “pegou em bomba”, expressão popular usada para definir uma pessoa em apuros. Amadeu Rodrigues trocou o tratamento meigo adotado durante o período em que era suplente de vereador pela “arrogância de comando”, herdada junto com o cargo antes ocupado por Rosilene Gomes. Achava o dirigente que jamais seria pego nem cobrado por suas ações, justificadas ou não. Mas, “deu com os burros n’água”.

O Ministério Público da Paraíba tem olhos e ouvidos aguçados. Não por acaso, apurou e descobriu fortes indícios de desvio de recursos na FPF, além de outros atos que apontam improbidade administrativa na gestão de Amadeu Rodrigues. Um deles, seria a apresentação de notas fiscais “ilusórias”, digamos assim.

Também, não por acaso, a juíza da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, Carla Mendes Nunes Galdino, já havia determinado a quebra de sigilo bancário da Federação, no início do mês.

Em entrevista ao portal Maispb, Amadeu disse que vai apresentar na próxima segunda-feira todos os extratos bancários referentes a operações efetuadas entre 2015 e 2017, para provar a licitude de sua gestão. O dirigente assegurou que “não tem problema” em atender a qualquer solicitação do Ministério Público e ainda tentou jogar a culpa pela situação em seu vice-presidente, Nosman Barreiro, a quem acusa de lhe “armar uma cilada”. Atitude estranha, já que o vice foi escolhido à dedo pelo próprio presidente, quando ainda almejava vencer à eleição.

Tomara que prove mesmo. É sua obrigação. Afinal de contas, Amadeu foi eleito prometendo adotar a transparência e honestidade que tanto cobrou de seus adversários. E, agora, se vê sendo cobrado pelo Ministério Público e pela Justiça. Talvez seja a hora também de calçar as “sandálias da humildade”, mesmo que não volte a ser o “cordeirinho” que despejava afagos nos eleitores quando precisava de votos para chegar à Câmara Municipal.

Com informações do maispb

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