Deputado defende aumento de vagas para professores e intérpretes da língua de sinais na paraíba

Trócolli Júnior visitou associação (foto de assessoria)

Trócolli Júnior visitou associação (foto de assessoria)

O deputado estadual Trocolli Júnior (PMDB) esteve na Associação dos Surdos da Paraíba onde foi celebrado o aniversário de 11 anos da Lei 10.436 (Libras), que reconhece a língua de sinais como meio legal de comunicação e expressão. Autor do projeto que reconheceu a Libras, em nível estadual, o parlamentar tem defendido o aumento no número de vagas para professores e interpretes da língua no Estado que já soma 230 mil portadores de deficiência auditiva.

Desse total, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 181.762 paraibanos têm alguma dificuldade para ouvir, outros 41.908 possuem grandes problemas de audição e 6.470 pessoas são completamente surdas no Estado, sendo que 3.476 são homens e 2.994 são mulheres.

Diante dos índices, que cresceram consideravelmente nos últimos dez anos, Trocolli Júnior defende a abertura de mais vagas para professores de Libras e interpretes da língua nas escolas o que promoverá maior inclusão social dos portadores de deficiência auditiva.

“Nós participamos desse evento na Associação dos Surdos da Paraíba para reafirmar o nosso compromisso com a entidade e com os portadores de deficiência auditiva. A lei da Libras no Brasil fez com que as pessoas surdas conseguissem alcançar grandes conquistas. Eu sei disso porque sou o autor do projeto que reconhece a língua de sinais no Estado e tenho defendido essa causa desde que fui vereador de João Pessoa. Mas, ainda precisamos avançar. É necessário abrir mais vagas para professores e interpretes, principalmente nas escolas. Esse será um dos meios para a inclusão social dessas pessoas”, argumentou o deputado.

Associação comemora 11 anos da lei

A Associação dos Surdos da Paraíba promoveu um grande evento para comemorar os onze anos da Lei de Libras no Brasil. O presidente da entidade, Luiz Cláudio Nóbrega Ayres, fez questão de celebrar a data com a presença de portadores de deficiência auditiva para lembrar as conquistas alcançadas após a promulgação da lei.

Dominar a libras permite às pessoas com deficiência auditiva ter maior autonomia, independência social e cidadania. A política de educação inclusiva, adotada pelo Ministério da Educação, orienta os sistemas de ensino para garantia do ingresso dos estudantes com surdez nas escolas comuns, mediante a oferta da educação bilíngue, dos serviços de tradução e de interpretação de libras-língua portuguesa e do ensino de libras.

De acordo com a interprete voluntária, Josy Castro, a Lei de Libras permitiu que se abrisse um leque de oportunidades para pessoas surdas. “Antes da lei não havia espaço, depois disso se abriu um leque para a comunidade surda ficar mais presente na sociedade”, afirmou Josy.

Assessoria

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