Deputado diz que colegas “vendem até a mãe” para manter cargos no governo Temer

O deputado federal Wellington Roberto (PR) disse que não se arrepende de ter votado pela abertura de processo, na Câmara dos Deputados, contra o presidente Michel Temer. Roberto explicou que não nasceu com cargos e aprendeu a viver sem eles, diferente de outros colegas. “Prefiro não ser como outros que se acovardam ou vendem até a mãe para se segurar em postos passageiros”, disparou o presidente do PR, sem citar nomes.Seis deputados federais paraibanos votaram a favor do arquivamento da denúncia contra o presidente da República Michel Temer (PMDB). Outros cinco votaram contra o presidente. Já Wilson Filho (PTB) ‘bateu o pino’ e faltou a votação.

Os que votaram a favor do arquivamento foram: Rômulo Gouvêia, que é presidente do PSD na Paraíba, partido do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab; Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do governo na Câmara; Hugo Motta (PMDB); Efraim Filho (DEM); Benjamin Maranhão (SD); e André Amaral (PMDB).

Já os que votaram pela continuação das investigações contra Temer foram: Pedro Cunha Lima (PSDB), que votou a favor do impeachment de Dilma, processo que conduziu Temer ao Planalto; Wellington Roberto (PR), que justificou que estaria contrariando a indicação do partido, mas votaria de acordo com o clamor do povo paraibano; Damião Feliciano (PDT); Veneziano Vital Do Rêgo (PMDB); e Luiz Couto (PT), seguindo a tendência de sua ideologia política e partidária.

A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (2) o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava a rejeição da denúncia da Procuradoria Geral da República por crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

No total, votaram 492 dos 513 deputados – 264 a favor do relatório, 227 contra e duas abstenções. Houve 19 ausências – com base no regimento da Câmara, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) não votou.

Com Paraibaja

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