Gleisi chama “feito à ordem”, garante PT no palanque de Ricardo e torce pelo apoio do governador a Lula

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Se antes, quando estava no poder, o PT sempre relegou a segundo plano as eleições estaduais, imagine agora que precisa como nunca retomar o poder no País? Por isso, não foi surpresa o resultado da reunião entre Gleisi Hoffmann e Ricardo Coutinho. A presidente nacional chamou o “feito à ordem”, calou as especulações e queixas de correligionários e garantiu o PT no panque do governador.

Logo o PT que tanto reclamava do tal “centralismo democrático” dos partidos comunistas, agora se vê na necessidade de adotá-lo como regra, para tentar salvar o que restou do seu poderio. Deputados com história no partido, como Luiz Couto, Anísio Maia e Frei Anastácio, serão obrigados a “engolir” toda e qualquer decisão que venha da direção nacional.

Além de decretar a “lei do silêncio”, a presidente nacional do PT aproveitou o encontro para “implorar” pelo apoio de Ricardo a Lula. Sim, aquele mesmo que está na cadeia, condenado por corrupção, que o PT faz questão de tratar como inocente e futuro candidato à sucessão presidencial, subestimando a inteligência da Justiça Eleitoral e da população brasileira.

Com “a faca e o queijo” na mão, Ricardo ouviu atentamente os apelos da “ex-companheira” e admitiu avaliar a possibilidade. Ou seja, por enquanto, nem sim, nem não. O socialista sabe que Lula está inelegível para o pleito de outubro e tem a opção de votar em Ciro Gomes, do PDT, único em condições de desbancar o favoritismo de Bolsonaro, de acordo com as pesquisas.

Com Ciro, o governador paraibano poderia ainda ter de volta o apoio de Damião e Lígia Feliciano, implodindo o projeto do PDT de lançar candidatura própria ao Governo do Estado.

Diante de um quadro tão favorável, Ricardo não tem pressa para escolher.

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