Maranhão arrisca apoio de partidos para ajudar aliado

O ex-governador José Maranhão é uma “raposa velha”, como se conceituou chamar aqueles políticos experientes que dificilmente “pisam na bola” quando o assunto são as articulações que antecedem a campanha eleitoral. Tanto é verdade que, logo de cara, conquistou a adesão de quatro partidos ao projeto de chegar à Prefeitura de João Pessoa.

Não dá para entender, portanto, essa história de lançar uma chapa “puro sangue”, de última hora, somente para contemplar um companheiro de partido que está sem mandato. Não dá para o eleitor entender e nem para os aliados aceitarem.

Afinal de contas, os partidos que cederam aos apelos de Maranhão o fizeram com os devidos interesses. Um deles, a vaga de vice na coligação encabeçada pelo PMDB. O PR, de Wellington Roberto, foi o primeiro. Apresentou o filho do deputado como opção. Mais recentemente, o PTB, de Tavinho Santos, até pouco tempo tido como certo para companheiro de chapa do peemedebista. Sem contar com partidos menores, que estavam também de olho na vaga.

Não seria justo nem correto agora, de última hora, impor um nome “da casa” em detrimento dos aliados de primeira hora. Seja qual for esse nome. Os partidos podem se sentir enganados e migrarem para outro projeto que inspire mais confiança.

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