Maranhão reforça “populismo” e “ressuscita” slogan de campanha usado por Burity em 1986

A simplicidade sempre marcou as campanhas eleitorais de José Targino Maranhão, pelo menos em diaputas majoritárias. Tanto que o presidente do MDB preferiu priorizar o “Zé”, ao invés do “Maranhão”, por ser um nome mais “povão”.

A estratégia tem dado certo, embora criticada pelos adversários devido a conotação populista. Foram três mandatos de governador e mais dois de senador.

Aos críticos, Maranhão lembra que não é o único. Luiz Inácio Lula da Silva, maior liderança politica brasileira, utiliza o apelido “Lula” da mesma forma e ninguém diz nada. Até anexou-o ao nome para que não pairem dúvidas de sua preferência.

Como vem dando certo, o MDB resolveu acrescer à opcão um componente ainda mais “apelativo”. Os marqueteiros do candidato “ressuscitaram” o slogan de campanha utilizado pelo ex-governador Tarcísio de Miranda Burity na campanha de 1986 quando, embalado pelo “Plano Cruzado”, trocou o PFL pelo então PMDB e venceu Marcondes Gadelha “de lapada”, como diria o governador Ricardo Coutinho.

Embora reprisado, “por que o povo quer” caiu “como uma luva” na campanha de Zé, candidato sem a estrutura suntuosa dos concorrentes e com poucos apoios partidários, situação bem diferente de João Azevedo (PSB) e Lucélio Cartaxo (PV).

Se o emedebista vencer a eleição, provavelmente não haverá outra justificativa a não ser a vontade popular, mesmo instrumento que colocou Burity pela segunda vez no Palácio da Redenção a 30 anos atrás.

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