Nelma Figueiredo não era só uma profissional competente; Era também uma grande figura humana

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Tive a honra de trabalhar com Nelma Figueiredo na TV O Norte, onde ela apresentava e eu fazia comentários políticos no telejornal noturno. Preocupada em fazer o melhor, Nelma demonstrava um “stress” além da conta antes de ir ao ar. Para ela, havia sempre uma possibilidade de superar a qualidade do produto, mesmo sem, muitas vezes, ter as condições estruturais necessárias.

Religiosa, minutos antes da apresentação do programa ela costumava rabiscar seu nome num papel e pedir a Deus que tudo desse certo. E quase sempre dava. Dentro das limitações técnicas, reconhecidas pelo próprio jornalista Marcondes Brito, então superintendente do Sistema O Norte de Comunicação na Paraíba.

Quando alguma coisa saia errada, a jornalista dava bronca até nela mesma, reação creditada muito mais à frustração de ver que nem tudo deu certo, do que ao seu modo de tratar as pessoas.

Além de competente profissional, Nelma Figueiredo era uma grande figura humana. Alegre, extrovertida, embora tratasse de maneira profissional pessoas com quem não tinha proximidade. Eu costumava brincar com ela pedindo para que deixasse de lado o nervosismo para não atrapalhar seu desempenho. Dizia ainda que ela estava sendo “muito bem paga” para isso. Era uma maneira de tentar ajudá-la e, ao mesmo tempo, superar o meu próprio “frio na barriga”, presente pouco antes do início de cada comentário.

Nelma apenas sorria e pedia para que eu parasse. Em seguida, entrava em cena e dava conta do recado.

Infelizmente, chegou sua hora. Deus a chamou, precocemente, porque a quer ao seu lado.

Conosco, ficarão saudades. Mas, um dia a gente se encontra.

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