O “cabaré” na Câmara Municipal do Conde e a reação da prefeita Márcia Lucena

Tambaba, praia de nudismo do Conde conhecida mundialmente (Imagem da Internet)

A cidade de Conde, no litoral sul praibano, ocupa lugar de destaque no noticiário político desde a semana passada. Primeiro, dois vereadores foram presos por corrupção: Malba de Jacumã e Naldo Cell. Em seguida, um presidiário, que responde a processos nas comarcas de João Pessoa, Sapé e Conde, foi convocado para assumir, como suplente, uma das vagas na Câmara Municipal.

Flávio Melo foi preso no mês passado, em Sapé. Logo que foi convocado pela Câmara Municipal, seu advogado entrou com pedido de relaxamento da prisão. Além de suplente, Melo é autor da denúncia que levou o vereador Fernando Boca Louca a renunciar ao mandato para não ser cassado.

A situação inusitada não chega a causar espanto, no geral, diante do “mar de lama” que o país atravessa. Todo dia surgem novas denúncias de corrupção envolvendo políticos, incluindo “medalhões” como  os ex-presidentes Lula e Michel Temer. O sistema parece “contaminado”.

O que chamou atenção mesmo foi o “cabaré” em que se transformou a “dança das cadeiras” no legislativo municipal, provocando a reação da prefeita Márcia Lucena. Conhecido como Fernando do Cabaré, o suplente preso acabou causando repercussão negativa à cidade inteira e não apenas à Câmara Municipal.

O apelido de Melo foi usado de forma recorrente pela imprensa como adjetivo para definir o drama político vivido pela população condense.

A prefeita não gostou e reagiu à generalização. Segundo ela, o “escândalo” envolvendo “Cabaré” atinge apenas a Câmara Municipal e não a cidade por inteiro, como vem sendo rotulado. Márcia Lucena citou o caso de Cabedelo, onde vereadores e até o prefeito foram presos, além de Santa Rita e Bayeux, cidades também envolvidas em esquemas de corrupção. “Claro que ninguém fica feliz com isso, mas no caso do Conde o que ocorreu foi na política localizada da Câmara (Municipal)”, explicou.

A reação da gestora é compreensível. Ninguém pode pagar pelos erros dos outros. Mas, por outro lado, enquanto esse “cabaré político” não for resolvido, ficará sempre a a impressão de que a coisa é generalizada. E se o suplente Fernando Melo assumir vaga na Câmara Municipal, aí é que o Cabaré será destaque na paradisíaca cidade litorânea.

 

 

 

 

 

 

 

 

A prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB), reclamou da pecha ‘Cabaré do Conde’ para o escândalo de funcionários fantasmas e fraudes. A alcunha veio, porque um dos envolvidos no escândalo é conhecido como Flávio do Cabaré e a prefeita disse que escândalo não é em Conde, mas na política especificamente da Câmara de Vereadores.

“Ninguém fica feliz com essa situação, não é só o Conde, vimos o que aconteceu com Cabedelo – com mais de 10 vereadores presos, prefeito e tudo – Santa Rita, Bayeux… essa é uma situação lamentável que está acontecendo na Grande João Pessoa envolvendo, em alguns casos, pessoas além das Câmaras”, disse.

Márcia reclamou que teve esse tipo de escândalo em todo canto e só se viu a manchete “cabaré no Conde”. Não é no Conde, o trocadilho é inevitável, mas não é no Conde, é na política localizada na Câmara”, disse, acrescentando que a gestão pública municipal está livre deste tipo de colocação.

A prefeita alegou que esse tipo de pecha, acaba “respingando” nas instituições e para ela, quem está errando são as pessoas e não instituições ou a política. “A gente tem que separar as coisas, olhar para as pessoas com um olhar menos espumante e mais profundo. A política quando erra, não está errando sozinha, junto dos erros estão alguns empresários, jornalistas, uma rede estabelecida…”, disse.

A gestora também lembrou que a própria população contribui para este tipo de corrupção, quando vende seu voto, por exemplo. “Tem que parar de colocar tudo na classe política. A política é necessária e extremamente importante, tudo é definido por ela e depende dela. Não podemos colocar a política na lata do lixo, porque estamos colocando toda a sociedade”, finalizou.

Entenda:

Dois vereadores da cidade de Conde, Região Metropolitana de João Pessoa, foram presos na tarde desta segunda-feira (6) durante a Operação Cavalo de Tróia. A ação foi realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba e prendeu Ednaldo Barbosa e Malbatahan Pinto Filgueiras Neto, conhecido como Malba de Jacumã.

Eles são suspeitos de participar de um esquema de corrupção envolvendo a devolução de salários pagos a assessores de parlamentares contratados sem concurso público.

Após as prisões, o vereador Fernando Araújo (Fernando Boca Louca) renunciou alegando motivos de foro íntimo. Ele formalizou, na sexta-feira (10), o pedido por meio de um requerimento destinado ao presidente da Casa, Carlos Oliveira. O vereador está sendo investigado por contratação de servidores fantasmas.

Com a renúncia de Fernando a Câmara teria que convocar o suplente, Flávio Melo de Souza, mais conhecido como Flávio do Cabaré, que está preso após denunciar Boca Louca pois havia um mandado de prisão pendente contra ele. Ele foi detido junto com a esposa Janaína da Silva Vieira pelos crimes previstos nos artigos 228 (favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual), 229 (casa de prostituição), 230 (rufianismo) e 288 (associação criminosa), todos do Código Penal (CP).

Se passados os 15 dias da convocação, o primeiro suplemente não se apresentar, que deverá assumir a vaga na Câmara é o segundo suplente Luiz Silveira de Paula, o Luiz de Bihino (PR).

 

 

 

 

 

 

A prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB), reclamou da pecha ‘Cabaré do Conde’ para o escândalo de funcionários fantasmas e fraudes. A alcunha veio, porque um dos envolvidos no escândalo é conhecido como Flávio do Cabaré e a prefeita disse que escândalo não é em Conde, mas na política especificamente da Câmara de Vereadores.

“Ninguém fica feliz com essa situação, não é só o Conde, vimos o que aconteceu com Cabedelo – com mais de 10 vereadores presos, prefeito e tudo – Santa Rita, Bayeux… essa é uma situação lamentável que está acontecendo na Grande João Pessoa envolvendo, em alguns casos, pessoas além das Câmaras”, disse.

Márcia reclamou que teve esse tipo de escândalo em todo canto e só se viu a manchete “cabaré no Conde”. Não é no Conde, o trocadilho é inevitável, mas não é no Conde, é na política localizada na Câmara”, disse, acrescentando que a gestão pública municipal está livre deste tipo de colocação.

A prefeita alegou que esse tipo de pecha, acaba “respingando” nas instituições e para ela, quem está errando são as pessoas e não instituições ou a política. “A gente tem que separar as coisas, olhar para as pessoas com um olhar menos espumante e mais profundo. A política quando erra, não está errando sozinha, junto dos erros estão alguns empresários, jornalistas, uma rede estabelecida…”, disse.

A gestora também lembrou que a própria população contribui para este tipo de corrupção, quando vende seu voto, por exemplo. “Tem que parar de colocar tudo na classe política. A política é necessária e extremamente importante, tudo é definido por ela e depende dela. Não podemos colocar a política na lata do lixo, porque estamos colocando toda a sociedade”, finalizou.

Entenda:

Dois vereadores da cidade de Conde, Região Metropolitana de João Pessoa, foram presos na tarde desta segunda-feira (6) durante a Operação Cavalo de Tróia. A ação foi realizada pela Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba e prendeu Ednaldo Barbosa e Malbatahan Pinto Filgueiras Neto, conhecido como Malba de Jacumã.

Eles são suspeitos de participar de um esquema de corrupção envolvendo a devolução de salários pagos a assessores de parlamentares contratados sem concurso público.

Após as prisões, o vereador Fernando Araújo (Fernando Boca Louca) renunciou alegando motivos de foro íntimo. Ele formalizou, na sexta-feira (10), o pedido por meio de um requerimento destinado ao presidente da Casa, Carlos Oliveira. O vereador está sendo investigado por contratação de servidores fantasmas.

Com a renúncia de Fernando a Câmara teria que convocar o suplente, Flávio Melo de Souza, mais conhecido como Flávio do Cabaré, que está preso após denunciar Boca Louca pois havia um mandado de prisão pendente contra ele. Ele foi detido junto com a esposa Janaína da Silva Vieira pelos crimes previstos nos artigos 228 (favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual), 229 (casa de prostituição), 230 (rufianismo) e 288 (associação criminosa), todos do Código Penal (CP).

Se passados os 15 dias da convocação, o primeiro suplemente não se apresentar, que deverá assumir a vaga na Câmara é o segundo suplente Luiz Silveira de Paula, o Luiz de Bihino (PR).

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