Presidente do PPS condena voto obrigatório e defende candidatura sem partido político

Nonato proferiu palestra na UFPB (Imagem da Internet)

Nonato proferiu palestra na UFPB (Imagem da Internet)

Em palestra ministrada na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para os alunos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) sobre o tema ‘Educação Pública e Ética na Política’, o vice-prefeito Nonato Bandeira (PPS) criticou a obrigatoriedade do voto e defendeu as candidaturas avulsas que representem a sociedade e o fim das reeleições sucessivas para o Legislativo. Na oportunidade, ele também se manifestou favorável à centralização da educação no país.

Nonato lamentou a falência das estruturas políticas do Brasil e a falta de vontade da classe política de promover uma reforma política eficaz. “Essa estrutura carcomida partidária é uma das coisas que comprometem a ética na política e temos um vazio de ideias nas agremiações partidárias e a falta de vontade de ter uma ruptura com esse modelo, o que gera uma crise de representatividade”.

Nonato elencou pontos da reforma política debatidos no Congresso Nacional e defendeu as candidaturas avulsas. “Elas precisam ser legitimadas e temos que ter essa coragem. Não existe democracia representativa apenas nos partidos. É preciso abrir para pessoas que querem se candidatar, que representam ideias e segmentos sociais, mas não querem se filiar a um partido”.

Ele se manifestou favorável ao fim do voto obrigatório. “No dia em que acabarmos com o voto obrigatório, serão cidadãos livres que irão às urnas. Não podemos viver numa democracia punitiva e coercitiva. Isso não pode existir num país democrático”. Nonato defendeu o fim das reeleições sucessivas para o Poder Legislativo ao apostar no rodízio do poder no Senado, nas Câmaras Federal e Municipal e nas Assembleias Legislativas.

O presidente do PPS considerou inapropriada a permanência de chefes de executivos nos cargos na disputa pela reeleição. “Como se falar em ética na política e disputar o poder com quem está concorrendo no cargo com a caneta, fazendo nomeações, remanejamentos, liberação de verbas, de propagandas às vésperas das eleições. Tem que se concorrer fora do cargo para dar condições de igualdade com quem está na oposição”.

O vice-prefeito rechaçou o financiamento público de campanha e a implantação de listas fechadas no processo eleitoral. “Quem tem que bancar a campanha do candidato é quem acredita nele e não o contribuinte. Além do mais, os partidos já recebem o recursos do fundo partidário. E não se pode colocar no poder um burocrata do partido que não tem voto e não tem inserção na sociedade”.

Educação

Na ocasião, o vice-prefeito também falou da necessidade do poder público investir maciçamente na área educacional, com destaque para a educação básica. Nonato criticou a política educacional do governo federal desde o período ditatorial, que passou para as prefeituras a responsabilidade sobre a educação básica.

“O governo federal abandonou e deixou o sistema educacional para as administrações municipais e cada uma gerencia esse setor com suas dificuldades e com suas ausências. Muitas vezes, existe a falta de preparo para elaborar projetos para a educação de base e os gestores municipais fazem isso de acordo com suas conveniências, incluindo aí os interesses políticos e a falta de recursos financeiros”.

O vice-prefeito defendeu a centralização da educação no país com o objetivo de transformá-la numa política de estado. “Ao governo federal, cabe apenas a responsabilidade com a educação universitária e hoje nós pagamos um preço muito alto por isso. Nós estamos colhendo os péssimos frutos dessa falta de compromisso com a educação no nosso dia-a-dia”. Para Nonato, o governo tem se preocupado apenas em “produzir uma fábrica de bacharéis e de quadros técnico-funcionais” em vez de se comprometer com a formação da conscientização de cidadãos. “É preciso reparar esse erro histórico”.

A aula inaugural foi organizada pelo diretor do Centro CCSA, professor Walmir Rufino, e contou com a participação do pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFPB, Isaac Medeiros, da coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Bernardina Freire, e de vários outros professores do Centro, de estudantes e funcionários da universidade.

Com Assessoria

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