Prestes a conquistar PMCG, Família Ribeiro pode “herdar” apenas “beijinho, beijinho e tchau, tchau”

Enivaldo pode ficar só no abraço (Imagem da Internet)

PSD, PSDB e MDB estão bem mais perto de construir a tão sonhada unidade das oposições para disputar as eleições de outubro na Paraíba. Nos bastidores, os comentários indicam que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, já teria “jogado a toalha”, faltando apenas quebrar a resistência do senador José Maranhão, outro pré-candidato ao Governo do Estado, para selar a paz em definitivo.

A tarefa de convencer Maranhão a recuar da candidatura e declarar apoio ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, foi delegada ao senador Cássio Cunha Lima. Os dois terão essa semana, em Brasília, uma conversa decisiva sobre a sucessão estadual. Em outras palavras, Cássio vai apelar novamente para que Maranhão “recolha as armas” em nome da unidade oposicionista.

Demovendo o presidente do MDB, a equação estaria resolvida. Cartaxo seria candidato a governador, com Cássio e Raimundo Lira disputando o Senado. A vaga de vice ficará com a esposa de Romero, Micheline Rodrigues.

Mas, nem tudo são flores. Além de maranhão, tem também a o PP da Família Ribeiro, “esquecido” nas negociações oposicionistas, no meio do caminho. Até pouco tempo, o PP “sonhava” em conquistar a Prefeitura de Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral do Estado. O vice-prefeito, Enivaldo Ribeiro, assumiria o comando da Rainha da Borborema, caso Romero Rodrigues renunciasse para disputar o Governo do Estado.

Com a provável mudança de planos de Romero, o sonho pode se transformar em pesadelo. Além de perder a PMCG, o PP tende a ficar sem espaço na chapa majoritária das oposições, já que a vaga de vice, também pleiteada para a deputado Daniella Ribeiro, deverá ser preenchida pela esposa de Romero.

O Clã Ribeiro já acusou o possível golpe. Não por acaso, Enivaldo e seus filhos (Daniella e Aguinaldo), além do neto vereador Lucas Ribeiro, não compareceram ao sorteio das casas do Complexo Residencial Aluísio Campos, nesta quarta-feira. Um recado claro da insatisfação com o rumo das negociações. A ausência do vice e sua família foi notada e deve provocar desdobramentos no cenário político paraibano.

Afinal de contas, é difícil imaginar o PP satisfeito apenas com “beijinho, beijinho e tchau, tchau”.

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