Rachado em três “bandas”, PMDB corre risco de “nadar e morrer na praia” nas eleições da Paraíba

Imagem da Internet

O PMDB governou a Paraíba por quase uma década, nos últimos 30 anos, e não ampliou esse tempo, em parte, por falta de sensibilidade de seus dirigentes. Em 2002, no auge de sua popularidade, o então governador José Maranhão renunciou ao mandato para se eleger senador da República, deixando para o vice, Roberto Paulino (PMDB), a missão de enfrentar o favoritismo do tucano Cássio Cunha Lima, registrado nas pesquisas de opinião pública.

Paulino até que foi bem. Apesar de desacreditado por alguns companheiros, conseguiu levar a disputa para o segundo turno, situação até então pouco provável. E não venceu a eleição por excesso de confiança e má vontade na hora das negociações, comandadas por Maranhão. Muitos foram os casos de adesões recusadas pelo PMDB. Deu no que deu.

Depois disso, o partido só amargou derrotas para o Governo do Estado. Maranhão perdeu para Cássio em 2006, apesar de reverter o resultado no “tapetão”. Depois, foi derrotado em 2010 por Ricardo Coutinho (PSB), que teve apoio do tucano. E em 2014 a disputa foi entre Ricardo e Cássio, quando o governador socialista foi reeleito e Maranhão voltou ao Senado Federal.

Apesar da determinação do atual senador, o cenário para o PMDB em 2018 não parece muito animador. O partido enfrenta dificuldades para se unir. Hoje, está “rachado” em três bandas: uma está com o pré-candidato do PSB, João Azevedo, a outra prega manutenção da candidatura própria, com Maranhão encabeçando a chapa majoritária, e a terceira quer defende apoio ao prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), para que o vice-prefeito, Manoel Júnior, assuma o comando na Capital.

Aliás, Júnior conseguiu um feito importante em favor de Cartaxo, ao comandar reunião em que o diretório do PMDB em João Pessoa decidiu ficar com o pré-candidato do PSD.

Se mantiver o cenário atual, o PMDB corre sério risco de comprometer até mesmo os mandatos proporcionais que hoje contabiliza. Pode “nadar demais e morrer na praia”, como ensina a sabedoria popular.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O blog não se responsabiliza pelo conteúdo exposto neste espaço. O material é de inteira responsabilidade do seu autor