Renato Gadelha recebe críticas por querer usar PSC apenas para resolver problemas da família

Renato provoca constrangimento a aliados (Imagem da Internet)

Duas declarações recentes creditadas ao deputado Renato Gadelha, ex-líder das oposições na Assembleia Legislativa, causaram desconforto dentro do PSC. Primeiro, ele teria afirmado que Manoel Júnior, vice-prefeito de João Pessoa, só seria candidato a senador se não houvesse outra alternativa ao partido. A frase provocou constrangimento não só ao pré-candidato, mas também aos seus aliados.

Júnior trocou o MDB pelo PSC com a garantia do deputado Marcondes Gadelha, irmão de Renato e presidente do partido na Paraíba, de que teria espaço para pleitear vaga ao Senado Federal. Até o presidente nacional, Pastor Everaldo, avalizou o projeto e colocou-o como prioridade partidária. “É uma postura no mínimo estranha”, reagiu um aliado do vice-prefeito, que preferiu não se identificar.

Nesta quinta-feira, Renato voltou a falar sobre o tema revelando que o senador José Maranhão, pré-candidato a governador pelo MDB, teria convidado o irmão, empresário Dalton Gadelha, para ser vice em sua chapa. A indicação poderia comprometer as pretensões de Manoel Júnior, já que Maranhão precisaria de espaços na chapa majoritária para negociar alianças com outros partidos e não só com o PSC.

A declaração de Renato mais uma vez surpreendeu. Primeiro porque o convite feito á Dalton, segundo pessoas ligadas a Maranhão, foi anterior ao “acerto” com Manoel Júnior e, como a conversa não avançou, ficou em plano secundário. Depois, porque, com tais intervenções, o irmão de Marcondes deixa transparecer que a prioridade do partido é resolver as pendências da família Gadelha e não ampliar suas bases.

Tanto Marcondes quanto o Pastor Everaldo já foram alertados sobre o tema.

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