Ricardo e Cartaxo tentam polarizar disputa eleitoral para isolar pré-candidatura de José Maranhão

Imagem: Reprodução patosonline

Os últimos movimentos no “tabuleiro do xadrez” da política paraibana registraram lances que apontam para uma tentativa de se estabelecer uma polarização entre os pré-candidatos Lucélio Cartaxo (PV) e João Azevedo (PSB), isolando o senador José Maranhão, pré-candidato do MDB ao Governo do Estado. A estratégia é capitaneada por seus “padrinhos” políticos, o prefeito Luciano Cartaxo e o governador Ricardo Coutinho, que ocuparam os meios de comunicação para troca de farpas, dando o tom do discurso de agora em diante.

João Azevedo foi à Campina Grande, onde levantou dúvidas sobre a capacidade gestora de Lucélio Cartaxo, a quem comparou com um “administrador de bloco carnavalesco”. O socialista referiu-se ao bloco “Picolé de Manga”, fundado e gerenciado pelos irmãos Cartaxo, que sempre ocupou posição de destaque no Projeto Folia de Rua, a prévia carnavalesca de João Pessoa.

Depois, foi a vez do governador Ricardo Coutinho afirmar que Lucélio só se aliou ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB) por “falta de experiência política”. Ricardo chegou a profetizar, em entrevista publicada no portal de notícias PBAgora, que Lucélio não será candidato a governador. “O prefeito (Luciano) fugiu e colocou o irmão. Mas, aposto que Lucélio não será candidato. Eles vão inventar outro nome”, disse.

O primeiro a responder foi Lucélio, que lamentou o uso da “política do atraso” pelo governador Ricardo Coutinho e seu pré-candidato “que não conseguem sequer compor uma chapa majoritária”. O pré-candidato do PV disse que a população paraibana está “cansada” dessa “forma de fazer política” e quer ouvir as propostas, os projetos administrativos, para eleger seus representantes.

O prefeito Luciano Cartaxo referendou as palavras do irmão e acusou Ricardo Coutinho de “usar aliados e depois jogar fora”. Luciano lembrou que Lucélio “serviu” quando ajudou a reeleger o atual governador nas eleições de 2014, ao ponto de Ricardo nomeá-lo para dirigir a Companhia Docas, então administradora do Porto de Cabedelo, após o pleito. “Essa política atrasada não funciona mais. Ricardo sempre usou os aliados e jogou fora, tentou desqualificar, quando não precisava mais. A Paraíba quer avançar, quer um novo modelo de fazer política”, sustentou.

A disputa ainda nem começou oficialmente, mas, pelos primeiros lances já dá para ver que não será decidida em curto prazo. Quanto a Maranhão, se não “entrar no jogo” de verdade pode acabar levando xeque-mate sem mexer as peças.

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