Se não pode ser o candidato do governador, Maranhão será candidato contra o governador

Imagem: Reprodução paraiba.com.br

Como o blog bem frisou desde o início, quando o PMDB aprovou a tese de candidatura própria, o senador José Maranhão é candidatíssimo à sucessão estadual de 2018, segundo relato da colega Lena Guimarães em sua conceituada coluna do jornal Correio da Paraíba, deste sábado, penúltimo dia do ano. Um problema familiar me impediu de prestigiar o jantar de confraternização do presidente do MDB, na noite da última quinta-feira. Mas, Lena estava lá e pode constatar, após conversa transformada em entrevista, que Maranhão sequer admite discutir a possibilidade de recuo.

E o senador já tem até discurso pronto para quando iniciar o período de campanha eleitoral. Vai lembrar à população paraibana o acervo de obras que deixou, nas três vezes que governou o Estado, e tentar convencê-la de que um gestor experiente pode fazer ainda mais. A reação incisiva de Maranhão, diante dos questionamentos provocativos de Lena, faz jus às peregrinações que tem feito pelo interior da Paraíba, visitando lideranças políticas e expondo projetos como candidato de “prego batido e ponta virada”, como se costuma rotular situações completamente definidas.

Além do lema de campanha, Maranhão já tem em mente outra decisão: se não pode ser candidato do governador, será candidato contra o governador. Não por acaso, o emedebista continua “de mãos dadas” com o PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, e o PSDB, do senador Cássio Cunha Lima. Aliás o “sonho de consumo” de Maranhão é ter o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, como vice. Os dois já marcaram, inclusive, um novo jantar para conversas políticas após o a passagem de ano. Mas, o tucano avisou que quer a cabeça de chapa e não aceita ser vice de ninguém.

De qualquer forma, Maranhão já deixou claro de que lado está. Depois de inúmeras tentativas de acordo com o PSB, parece que o senador está disposto a disputar, com o candidato do PSB e do governador, João Azevedo, a segunda vaga para um eventual segundo turno.

A primeira, em tese, já teria dono. Não precisa nem citar nome.

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