Oposição define primeiro encontro entre pré-candidatos, mas chapa consensual continua distante

Oposição busca unidade e chapa consensual (Imagem da Internet)

Até o final da semana, os três pré-candidatos de oposição devem se reunir, provavelmente em João Pessoa, para discutir a sucessão estadual de outubro na Paraíba. O encontro foi confirmado nesta terça-feira pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB), durante solenidade em que anunciou para o próximo dia 31 o sorteio dos imóveis do Complexo Habitacional Aloísio Campos, e também por um graduado assessor do senador José Maranhão, presidente do MDB.

A única presença pendente é a do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), que anda com a agenda tumultuada. Cartaxo foi convidado, neste final de semana, para acompanhar Romero, Cássio Cunha Lima e o presidente do PSDB, Ruy Carneiro, em viagem política à Princesa Isabel, mas recusou a oferta alegando compromisso em Recife, segundo revelou o senador tucano.

Com ou sem Cartaxo, o encontro deve acontecer. Romero e Maranhão andam muito afinados e querem deixar isso bem claro às demais lideranças da Oposição e, principalmente, ao prefeito da Capital, que também briga para encabeçar a chapa oposicionista. A sonhada chapa consensual continua distante, já que nenhum dos três admite rever posição. O senador Cássio Cunha Lima, inclusive, já trabalha com a tese de lançamento de mais de um candidato com o compromisso de unidade em um eventual segundo turno.

De obstáculo, o senador passou, de uma hora para outra, a ser o principal apoiador da pré-candidatura do primo. Cássio também aprova a aproximação entre Romero e Maranhão. Em recente declaração, o tucano reafirmou desejo de disputar a reeleição, disse que sua pretensão não se choca com a de Romero e rasgou elogios ao dirigente do MDB. “Qualquer candidato desejaria ter apoio de um político como o senador José Maranhão”, sustentou.

Romero também deu aval para outro primo, o vereador Márcio Melo (PSDC), assumir o comando do MDB, em Campina Grande, à convite de Maranhão. A proposta soou como um “presente de natal fora de época” ao atual prefeito, que viu seu principal adversário e antecessor, Veneziano Vital do Rego, ser defenestrado do posto de presidente do diretório municipal emedebista.

O problema é que Maranhão, até agora, não deu sinais de que pode abrir mão de seu projeto para apoiar quem quer que seja. Mesmo com todo alinhamento ao PSDB. Pelo contrário, tem reafirmado que sua candidatura é irreversível. Do outro lado, Cartaxo também se prepara para deixar a Prefeitura de João Pessoa e enfrentar novamente a batalha nas urnas. Ele até antecipou para 31 de janeiro o prazo para saída dos secretários candidatos. Quer ter mais tempo e espaço para negociar com partidos e lideranças o fortalecimento de sua pré-candidatura.

Diante do quadro, se essa primeira reunião tiver a presença dos três pré-candidatos já será um grande avanço.

Comentar

Badernas promovidas pelo MST estão virando rotina; Isso sim, ataca e compromete a democracia

Protestos bem organizados e pacíficos são aceitos e aplaudidos em qualquer democracia. Quando aderem ao radicalismo, porém, viram badernas. É nisso que tem se transformado as últimas ações do Movimento dos Sem Terra, pelo menos na Paraíba. Na manhã desta terça-feira, trabalhadores rurais, com apoio da CUT, repetiram cenário de guerra montado no final do ano passado, quando interditaram trechos das BRs 101 e 230, provocando gigantescos engarrafamentos e constrangimento aos motoristas.

Homens e mulheres armados de porretes e facões usaram e abusaram do vandalismo. Árvores, troncos e pneus foram queimados na pista, impedindo a passagem de veículos e travando o trânsito. Quem tinha compromissos teve que adiar ou perder. O direito de ir e vir, um dos mais sagrados de nossa Constituição, foi jogado no lixo. Tudo para “defender” um ex-presidente condenado.

No final do ano passado, mais precisamente no dia 21 de dezembro, senti na pele a fúria desses “balhadores rurais” que, em outro protesto, desta vez cobrando benefícios do Governo Federal, fecharam trecho da BR-230 por mais de quatro horas, nas imediações de Cruz do Espírito Santo. Motoristas foram impedidos de passar, em direção à Campina Grande, e de voltar para João Pessoa. O engarrafamento chegou ao Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, segundo informações.

Na ocasião, o trânsito só era liberado para alguns com autorização expressa dos “coordenadores” do movimento. Um senhor alegou que sua esposa tinha câncer de mama e teria que fazer exames previamente marcados em Campina. Um dos integrantes do movimento pediu provas. A mulher ameaçou tirar a blusa e somente depois da chegada de um dos “coordenadores” o casal foi liberado.

Outra mulher em desespero conseguiu furar o bloqueio alegando, aos prantos, que o filho acabara de falecer também na Rainha da Borborema.

Tirando esses casos extremos, todas as demais tentativas foram barradas. Acuados e mantidos numa espécie de “cárcere privado”, os motoristas foram se aglomerando próximos à barreira de fogo, troncos e entulhos, mas pouco intimidaram os manifestantes, que respondiam às críticas levantando seus facões como se estivessem prontos para um eventual enfrentamento.

No meio do grupo, com centenas de sem terra, um cidadão, bem vestido para o padrão dos manifestantes, acabou se destacando. Sentado num tronco e portando uma foice, ao lado dos trabalhadores, o homem levantou-se ao ser fotografado e logo justificou sua presença. Disse que foi convidado a sentar, mas não era integrante do grupo. Minutos depois de passar o bloqueio num carrão de luxo (um corola), o “ilustre manifestante” foi desmascarado pelos próprios companheiros: seria membro do comando nacional do movimento e professor da UFPB.

Com apenas três policiais, a PRF teve muito trabalho para tentar controlar o protesto. Alguns manifestantes por pouco não partiram para enfrentá-los após um deles fotografar caminhão conduzindo, de forma irregular, dezenas de trabalhadores que chegavam para reforçar o protesto.

São contradições de atos irresponsáveis tidos como “pacíficos” pelas autoridades e por parte da população, embriagada por falsas alegações e relatos que sempre aparecem em defesa da causa. Ainda bem que, pelo menos parte dos brasileiros, parece estar acordando para a realidade e constatando que alguns sonhos nada mais são do que pesadelos disfarçados.

Comentar

Prefeitura de Cajazeiras paga pela primeira vez adicional aos agentes comunitários de saúde e endemias

A Prefeitura de Cajazeiras através da Secretaria de Saúde pagou pela primeira vez o Incentivo Financeiro Adicional aos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias.

A iniciativa da secretária de Saúde Dra. Paula, em garantir o pagamento do referido benefício, foi bastante elogiada pelos agentes, que nunca receberam o incentivo, repassado anualmente pelo Governo Federal.

O referido incentivo foi assegurado pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº 1.350, de 24 de Julho de 2002, que instituiu o Incentivo Financeiro Adicional vinculado ao Programa de Saúde da Família e ao Programa de Agentes Comunitários de Saúde. Mesmo assim, os profissionais nunca tiveram direito a receber.

Ainda segundo a Portaria, os valores correspondentes ao Incentivo passaram a ser transferido, em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde, devendo ser utilizado exclusivamente no financiamento das atividades dos ACS.

Segundo Dra. Paula, o pagamento desse incentivo aos ACS e ACE é uma questão de justiça e reconhecimento, ao trabalho desses profissionais que agora tem seu direito assegurado.

Com Secom Cajazeiras

Comentar

Ricardo inaugura penúltima estrada do “Anel do Cariri” e destaca importância da obra para região

Imagem de Assessoria (Reprodução)

O governador Ricardo Coutinho entregou, nesta segunda-feira (22), a penúltima estrada do Anel do Cariri, a PB-224 no trecho São João do Tigre/Camalaú. A obra tem 25 km de extensão, beneficia aproximadamente 11 mil habitantes das duas cidades e recebeu cerca de R$ 23 milhões de investimento. O Anel do Cariri tem uma extensão total de 206 km e representa R$ 141 milhões de investimento, beneficiando 11 municípios e 124 mil moradores do Cariri. O deputado federal Veneziano Vital do Rego, deputados estaduais, prefeitos, auxiliares do Governo e lideranças da região estiveram presentes.

Na oportunidade, o chefe do Executivo Estadual também inaugurou a reforma e iluminação da parede da Barragem de Camalaú. Para a recuperação da Barragem foi investido mais de R$ 470 mil. “Estradas e água são duas coisas fundamentais para o desenvolvimento das regiões. Em 2011, essa região só tinha duas estradas asfaltadas. Em Camalaú, por exemplo, só havia caminho de barro. Por isso, investimos mais de R$ 140 milhões no Anel do Cariri que encheu esta região de estradas e hoje já estamos chegando ao penúltimo trecho deste Anel”, observou Ricardo Coutinho.

Ele ainda lembrou que o Governo do Estado implantou 800 km de estradas tirando 54 municípios do isolamento asfáltico e mudando a realidade de quase 230 mil habitantes. “As estradas promovem o crescimento das cidades, por isso tiramos todos os 54 municípios paraibanos do isolamento, dando mais qualidade de vida para os paraibanos que podem ir e vir com mais conforto e agilidade”, pontuou.

A estrada São João do Tigre/Camalaú passou por serviços como terraplenagem em cortes e aterros, sistema de drenagem para águas pluviais e subterrâneas, duas pontes com vãos de 63 metros e 96 metros, pavimentação asfáltica, cercas delimitadoras da faixa de domínio, gramagem e paisagismos em taludes, sinalização horizontal e vertical.

De acordo com o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Carlos Pereira, o trecho São João do Tigre/Camalaú é a 152ª estrada desta gestão e o último trecho do Anel do Cariri, entre as cidades de São Domingos do Cariri e Caraúbas, deve ser inaugurado até o mês março deste ano.

O prefeito de São João do Tigre, Célio Barbosa, agradeceu ao governador por mais esta obra que beneficia o povo do município. “O Anel do Cariri é uma das maiores obras rodoviárias do Estado. Agradeço por esta estrada e por todas as obras feitas no nosso Cariri. A Paraíba hoje está transformada, com avanços em todas as regiões”, disse.

“Este Governo não olha o tamanho das cidades, ele olha a necessidade dos moradores. Esta estrada é mais uma grande obra para o Cariri que vem mudar a realidade dos habitantes de São João do Tigre e Camalaú. A estrada interliga as cidades e dá orgulho para o povo”, frisou o deputado estadual Adriano Galdino.

Maria de Jesus tem 74 anos e mora em Camalaú desde que nasceu. Ela contou que a situação da estrada era péssima, cheia de buracos, o que dificultava inclusive o socorro de pessoas doentes. “Uma vez eu tive uma hemorragia grave e precisei ir para Monteiro, então foi preciso vir três carros para me socorrer e ainda um trator passando pela estrada. Eu cheguei lá no hospital ainda pior. Agora nós temos um verdadeiro tapete, essa estrada é uma beleza e eu só tenho a agradecer”, falou.

Para o motorista João Roberto, morador da cidade de São João do Tigre, a estrada trouxe mais crescimento para o município e facilitou a vida dos moradores. “Agora todos podem ir e vir pela estrada com agilidade e segurança. O percurso ficou mais rápido e o povo satisfeito com a obra”, comentou.

Com Assessoria

Comentar

Ex-senadores paraibanos “mendigam” vagas na majoritária tentando recuperar seus espaços políticos

Imagem da Internet

Wilson Santiago (PTB) e Efraim Morais (DEM) já foram homens poderosos, transitando com desenvoltura no âmbito dos três poderes, em Brasília. O primeiro chegou a ser líder do PMDB na Câmara dos Deputados, antes de assumir vaga no Senado Federal em substituição a Cássio Cunha Lima (PSDB), que venceu a eleição de 2010, mas teve um mandato interrompido por decisão judicial. Cássio recorreu e retomou a vaga de Santiago que, naquela ocasião, já ostentava uma convivência muito próximo da então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o pouco tempo no Senado, Santiago foi líder do Governo Lula por duas vezes, prova de sua estreita relação com o petista. Não por acaso, o filho de Uiraúna foi responsável pelo “voto de minerva” que arquivou processo de impeachment contra Lula, no caso do “mensalão”.

Antes de passar pela Câmara e o Senado, Santiago foi duas vezes deputados estadual. O paraibano viu sua carreira sucumbir junto com a vaga de senador. Hoje, sem mandato sem e prestígio, se oferece ao grupo comandado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), de quem é aliado, para ocupar espaço na chapa, seja qual for, encabeçada por João Azevedo, em troca do apoio do PTB e do filho, de mesmo nome. Wilson, pai, deixou o antigo PMDB para presidir o PTB na Paraíba. Com o filho à tiracolo, ele espera oportunidade para reconstruir o caminho de vitórias. A família tem até um plano B: abrir mão da majoritária para que o pai dispute um mandato de deputado federal e o filho concorra a uma vaga na Assembleia Legislativa. Uma espécie de recomeço.

O histórico da família Morais não é muto diferente dos Santiago. O pai foi deputado estadual e federal, antes de derrotar nas urnas o todo poderoso ex-governador Wilson Braga, seu ex-padrinho político, nas eleições de 2006. Presidente do então PFL na Paraíba, Efraim se elegeu também primeiro secretário do Senado, onde passou a “comandar” o orçamento milionário da Casa e ganhar fama. Também fez muitos adversários ao exercer a liderança da minoria e tornar-se o principal opositor ao Governo Lula.

A fama, o prestígio e, principalmente, o poder foram por água abaixo com a descoberta dos famosos “fantasmas” do Senado. O paraibano foi acusado de contratar funcionários que sequer compareciam ao seu gabinete. O caso foi parar no STF e custou sua reeleição. Em compensação, as urnas deram um mandato de deputado federal a seu filho. Hoje, presidente do diretório estadual do DEM (antigo PFL) e sem mandato, Efraim, o pai, é secretário de Estado, mas já avisou que pretende deixar o cargo para disputar as eleições de outubro. Quer também vaga na chapa majoritária encabeçada pelo PSB e oferece em troca o apoio do filho e do partido.

Como se pode ver, são situações bem parecidas. As duas família estão “de pires na mão”, presas ao mando do governador. E se tem uma coisa que Ricardo Coutinho detesta é pressão. Até porque, o PSB precisa dos espaços na chapa para negociar novas alianças que reforcem a candidatura de João Azevedo. Não será surpresa, portanto, se alguém “sobrar na curva” nessa empreitada de ex.

Comentar

Desprezado pelo MDB, Veneziano passa a depender cada vez mais de Ricardo Coutinho para garantir sobrevivência política

Imagem da Internet

O senador José Maranhão bem que tentou convencer o deputado federal Veneziano Vital a se reintegrar ao MDB. Chegou a defender o “Cabeludo” das ameaças de punição, por parte da direção nacional, por ter votado contra a reforma trabalhista e a favor da apuração de denúncias contra o presidente Michel Temer. De nada adiantou. Vené continuou ao lado do governador Ricardo Coutinho, defendendo a candidatura de João Azevedo pelo PSB e ignorando a decisão dos emedebistas que lançaram Maranhão pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de outubro próximo.

Não demorou e veio a rebordosa, o troco, o castigo ou outro termo que queiram usar. Maranhão desistiu e foi atrás de resultados mais proveitosos para seu projeto político e do MDB. Primeiro, se “entrosou” com o prefeito tucano Romero Rodrigues, outro pré-candidato à sucessão estadual, principal adversário de Veneziano em Campina Grande. A “aproximação” evoluiu e o senador convidou o primo de Romero, vereador Márcio Melo (PSDC), para comandar o MDB na Rainha da Borborema, posição até então dedicada ao ex-prefeito e ainda emedebista.

O vereador condicionou a aceitação do convite ao aval do primo que, de pronto, concordou. E num é que Márcio Melo deve mesmo dirigir o MDB em Campina!

Mais do que o nível de entrosamento entre PSDB e MDB, ou pelo menos entre Romero e Maranhão, a mudança mostra a perda de prestígio de Veneziano. Pelo menos no partido onde está. Aponta também para uma dependência cada vez maior do governador Ricardo Coutinho, da parte do Cabeludo, que tem ameaçada a própria sobrevivência política.

No MDB, Veneziano teria opções. Poderia ser governo ou oposição, situação parecida a que enfrentou em 2014. Fora dele, o ex-prefeito campinense ficará à mercê do humor do governador, aceitando qualquer desafio que lhe for oferecido sob pena de infidelidade. Diferente do MDB, o PSB e aliados detestam essa palavra e mais ainda quem se atreve a segui-la.

Mesmo assim, pelo novo tratamento que vem recebendo do MDB, Vené aguarda apenas a abertura da “janela” partidária para enfrentar o novo desafio.

Comentar

Juízes paraibanos preparam protesto por eleições diretas para desembargador e presidente do TJPB

A Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) promete promover uma manifestação na próxima quarta-feira (24), às 14h, no Tribunal de Justiça da Paraíba pelas eleições diretas para escolha de presidente e vice-presidente do TJPB, garantindo o direito dos juízes votarem; pela equalização da força de trabalho e também a votação para escolha de desembargador.

Para a AMPB, “a demora na conclusão dos processos de movimentação na carreira pelo critério de merecimento, a exemplo do edital da 3ª Vara de Família da Capital e do acesso ao 2º grau, foge da razoabilidade e gera instabilidade e prejuízo incontestáveis à magistratura”. Segundo a presidente da AMPB, juíza Aparecida Gadelha, o processo está parado há mais de um ano sem que seja feita a escolha.

“A própria resolução do merecimento Tribunal de Justiça diz que em 40 dias fará a escolha entre os concorrentes do que irá assumir o cargo, e nós temos esses dois editais que já estão há muito tempo tramitando no Tribunal de Justiça, sem solução”, disse, afirmando que todos os prazos já venceram.

A vaga surgiu com a aposentadoria da desembargadora Maria das Neves do Egito de Araújo Duda Ferreira.

A presidente da entidade também defende objetividade na escolha por merecimento, de acordo com a produtividade dos magistrados, porque isso favorece a carreira. “É o Tribunal mostrar que escolhe os juízes a serem promovidos e removidos e o juiz para ser desembargador com base em critérios objetivos, no merecimento do juiz e não por conveniência de outra natureza, e isso favorece a carreira, porque o juiz que se dedica mais, que tenha uma boa produção e que estuda, ele sabe que tem mais chances de chegar onde quer, e sendo assim nós vamos ter juízes mais aperfeiçoados”, esclareceu.

Quanto à equalização da força de trabalho, a presidente da AMPB lembrou que é uma exigência da Resolução 219 do CNJ. Segundo Aparecida Gadelha, a norma dispõe que onde há mais processos, deve haver mais servidores e mais recursos. “Há um desequilíbrio, o Tribunal consome mais recursos do que o primeiro grau em termos de cargos comissionados”, lamentou a juíza.

Segundo Aparecida Gadelha, o cumprimento das normas determinadas pelo CNJ leva ao aperfeiçoamento da Justiça. “No caso da equalização da forma de trabalho, é de priorizar quem tem mais processo. Então, se o juiz tem mais processo no 1º grau, ele precisa de mais condições de trabalhar, de servidor, de assessor, de internet boa, e para tudo isso se precisa de investimento”, disse a magistrada.

Segundo a AMPB, atualmente, no 1º grau um juiz só pode ter até dois assessores, enquanto no 2º grau um desembargador tem nove assessores e mais três pessoas para auxiliar nos serviços burocráticos. Essa disparidade também acontece, segundo Aparecida Gadelha, na distribuição dos processos. “A distribuição dos gabinetes de 2º grau é muito menor do que a distribuição das unidades judiciárias. Enquanto um juiz tem uma quantidade de processos muito elevada, o Tribunal de Justiça tem menos da metade”, informou.

Com clickpb

Comentar

Ricardo Coutinho entrega mais uma rodovia pavimentada no Cariri nesta segunda-feira

O governador Ricardo Coutinho entrega, nesta segunda-feira (22), a rodovia que liga São João do Tigre a Camalaú, penúltimo segmento do Anel do Cariri, com uma extensão de 25 km. Nos serviços de pavimentação, o Governo do Estado investiu com recursos próprios R$ 22,9 milhões, beneficiando diretamente uma população de mais de 10 mil habitantes dos dois municípios do Cariri, além de centenas de usuários que trafegam diariamente pela rodovia.

Data: 22.01.18 (Segunda-feira)

Hora: 11h

Local: Avenida São José – Centro – Camalaú (em frente aos Correios)

Hora: 15h

Local: Praça Estanislau Ventura Mendes – Centro – São João do Tigre

Clique

Comentar

Cartaxo dá prazo até final do mês para saída de secretários que serão candidatos às eleições de outubro

Imagem da Internet

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, estabeleceu o prazo de 31 de janeiro para a desincompatibilização de secretários e demais ocupantes de cargos comissionados que desejam se candidatar e disputar as eleições deste ano. A decisão se impõe, de acordo com o gestor, em razão do foco no cumprimento das metas traçadas para 2018, dando sequência ao plano de trabalho da gestão.

Nenhum setor, programa ou ação do município, na concepção de Luciano, podem sofrer solução de continuidade por causa da campanha eleitoral. “A recomendação vem no sentido de preservar o ritmo de trabalho, com metas pactuadas que vão além das eleições, trazendo ainda mais resultados para a cidade”, pontuou.

A iniciativa de estabelecer o dia 31 de janeiro como data de desincompatibilização de assessores que desejam disputar as eleições, conforme Luciano, tem a ver com o respeito e a responsabilidade que todo gestor público deve à população, no sentido de preservar os compromissos assumidos. “A antecipação representa uma importante medida de gestão, que prioriza o trabalho planejado, permitindo que os futuros gestores se apropriem das tarefas a cumprir, coordenadas pelo prefeito”, disse.

Comentar

Dirigente afastado diz que presidente da CEF tem “relação estreita” com deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro

Imagem da Internet

Investigação encomendada pela Caixa a escritórios externos indica que o presidente do banco, Gilberto Occhi, usava o cargo para atender interesses de políticos de seu partido, o PP, e de outras siglas.

Os próprios dirigentes recém-afastados da instituição relataram, em seus depoimentos, interferências do executivo na gestão, com o propósito de favorecer integrantes de sua legenda, e alegavam que era necessário “tomar cuidado” com ele.

O então vice Corporativo, Antônio Carlos Ferreira, um dos quatro afastados, relatou que Occhi pediu em 2017 que ele recebesse o deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) para tratar de operação da rede de supermercados mineira Epa. A empresa pleiteava empréstimo da Caixa. À Folha Pinheiro afirmou que conseguiu ser recebido no banco e, depois do encontro, o dinheiro saiu.

Ferreira disse que o presidente da Caixa tem relação estreita com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), e o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB). “Occhi possui uma atuação nefrálgica com os deputados do PP, e os vices precisam tomar cuidado com isso”, declarou.

Deusdina dos Reis Pereira, que chefiava a área de Fundos de Governo e Loterias, reclamou que Occhi foi ao ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, pedir a vaga dela para dar a um indicado seu.

O presidente da Caixa também teria negociado com Valdemar e com o atual ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR-AL), a indicação do então superintendente na Caixa Giovanni Alves para a Vice-Presidência Corporativa. O servidor, no entanto, foi afastado da função após surgirem suspeitas de envolvimento em corrupção e de vazamento de informações sigilosas. Ele nega.

Alves trabalhava no banco como subordinado do ex-ministro e ex-vice presidente de Pessoa Jurídica Geddel Vieira Lima (MDB-BA), atualmente preso. No computador dele, foi encontrada planilha que vinculava transações do banco a padrinhos políticos.

A apuração independente foi encomendada pela Caixa ao escritório de advocacia Pinheiro Neto, com auxílio da empresa de investigação privada Kroll e da auditoria PwC, após a Polícia Federal e o Ministério Público Federal descobrirem esquemas de cobrança de propina.

OUTRO LADO

Procurado, Occhi informou que não se manifestaria. O deputado Toninho Pinheiro disse que o valor obtido foi menor que o pleiteado e que não houve nada de irregular. O Epa negou ter acionado o congressista. Valdemar Costa Neto não comentou.

Com Folha de São Paulo

Comentar