Comissão da Câmara Federal que analisará impechment de Dilma tem três paraibanos

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Líderes dos 24 partidos com representantes na Câmara dos Deputados já indicaram nesta quinta-feira (17) os 65 nomes para compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O prazo inicial para apresentar os nomes era até 12h, mas foi prorrogado até 13h. Os deputados paraibanos Manoel Junior (PMDB) e Wellington Roberto (PR) foram indicados. Eles serão suplentes dos seus partidos, que indicaram oito e quatro deputados, respectivamente.

As indicações terão que ser confirmadas em uma eleição com voto aberto no plenário da Câmara. A sessão extraordinária para eleger a comissão já teve início às 10h e, com a indicação completa dos nomes, a votação terá início assim que o quórum mínimo de 257 deputados for atingido – a expectativa inicial era que fosse por volta das 14h. A comissão deverá ser instalada às 17h, para a escolha do presidente e do relator.

Pela proporcionalidade das bancadas, PT e PMDB serão os dois partidos com mais integrantes na comissão, 8 cada. O PSDB terá 6 representantes.

Com Assessoria

Deputado denuncia “caos” na política de Saúde em João Pessoa e se solidariza com médicos

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O médico e deputado federal, Manoel Junior (PMDB), prestou solidariedade aos médicos e agentes de saúde da cidade de João Pessoa, que vem acusando a administração municipal de ter abandonado à política de saúde e não estar dando efetivas condições de trabalho aos profissionais da saúde.

O deputado alertou que esse tipo de omissão e ineficiência do prefeito Luciano Cartaxo vem prejudicando o trabalho dos profissionais e principalmente maltratando a população que mais precisa de cuidados e atenção a saúde.

Manoel Junior ressalta que o caos na saúde da Capital vem se repetindo na atual gestão. Ele lembrou da visita da Comissão de Saúde da Câmara Federal para inspecionar a má aplicação dos recursos federais e a precariedade do sistema de saúde pública da Capital, a exemplo da falta de médicos em 42,86% das Unidades de Saúde da Família (USF) e os problemas no atendimento e na estrutura no Hospital Ortotrauma de Mangabeira (Trauminha), onde se constatou um esgoto escorrendo dentro de uma das salas de cirurgia.

O deputado também repudia “a visão pequena da gestão municipal” com o setor e coloca seu mandato a disposição dos profissionais da saúde.

Sérgio Moro cita escândalo que derrubou presidente americano e defende legalidade de “grampo”

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Em despacho, o juiz Sergio Moro defendeu a legalidade da gravação da conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da ordem judicial de interrupção das escutas telefônicas contra o petista.

Moro determinou o fim da coleta dos dados telefônicos às 11h12 desta quarta (16), a conversa em que Dilma liga para o celular de um dos seguranças de Lula às 13h32 e a cópia do áudio foi anexada aos autos pela Polícia Federal às 15h37.

Moro disse que a questão não tem maior relevância porque, segundo ele, no espaço de tempo entre a ordem dada por Moro e a captação do grampo, as companhias telefônicas ainda não haviam sido notificadas para interromper a escuta.
Segundo Moro, “havia justa causa e autorização legal para a interceptação”. Ele também afirmou que o diálogo em que Dilma combina a entrega do termo de posse de ministro a Lula é “relevante no contexto das investigações”.

Na interpretação da PF, Dilma enviou o termo de posse a Lula como uma espécie de salvo-conduto para o petista usar em caso de risco de prisão antes de ele ser empossado na chefia da Casa Civil, ganhando direito a foro. Nesta manhã, Dilma negou que tenha tentado proteger o antecessor da prisão.

O magistrado de Curitiba ressaltou que o alvo da escuta era Lula, ainda sem foro privilegiado, não Dilma –que foi captada porque ligou para o antecessor.

“A circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado [Dilma] não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado e não a autoridade, sendo a comunicação interceptada fortuitamente”, escreveu Moro.

No despacho, Moro pinça um caso emblemático para defender a legalidade da escuta, o do presidente americano Richard Nixon, forçado a renunciar em 1974 em meio a um processo de impeachment por suspeita de tentar obstruir a Justiça na investigação do escândalo Watergate.

“Nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente, podendo ser citado o conhecido precedente da Suprema Corte norte-americana em US v. Nixon, 1974, ainda um exemplo a ser seguido”, escreveu Moro.

Com a posse de Lula na chefia da Casa Civil, Moro encaminhou os autos da investigação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Folha de São Paulo

Deputado Efraim Filho chama ex-presidente Lula de “chefe da quadrilha” durante reunião de CPI

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Presidente da CPI que investiga fraudes nos Fundos de Pensão em Brasília, o deputado federal Efraim Filho, do Democratas na Paraíba, se exaltou na manhã desta quinta-feira (17), no momento que comandava uma sessão da CPI, ao rebater uma deputada que tentava defender a posse do presidente Lula a frente da Casa Civil.

Segundo o parlamentar, o governo do PT deu um tapa na cara do povo brasileiro ao nomear “o chefe da quadrilha” para o cargo mais importante da República depois da presidência. Em tom exaltado, Morais disse que a manobra para livrar Lula das investigações era um deboche.

Efraim disse ainda que a eleição de Dilma foi ilegítima porque foi financiada com o dinheiro “saqueado” dos cofres públicos.

Confira abaixo declaração na íntegra.

“Eu só quero dizer o seguinte deputada, a gente sabe o que é que custou a eleição da presidente Dilma. Custou o dinheiro do brasileiro, o Brasil foi saqueado, a posse de Lula é um tapa na cara do povo brasileiro, é isso que é a posse de Lula, um tapa na cara do povo. É deboche, o que o PT está fazendo é deboche com esse país, De-bo-che! Tapa na cara do povo brasileiro! Fez papel de cego e surdo, o Brasil não aguenta mais mandato ilegítimo, financiado com dinheiro do petrolão, é isso que foi que aconteceu, um tapa na cara da sociedade brasileira, nós não aguentamos mais esse deboche. O presidente Lula chamou o STF de covarde, o STJ de covarde, de alma de pobre, a gente sabe o que ele fez, foi uma obstrução da justiça, O chefe da quadrilha assumiu a Casa Civil é uma bofetada na cara do povo brasileiro e está encerrada a sessão. Vamos para rua!”.

Veja o Vídeo :

https://youtu.be/BGKF5kpzo3k

Com PBAgora

Na solenidade de posse, Dilma afirma que Lula é o maior líder político do Brasil

Dilma posse Lula

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (17) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomou posse há pouco como ministro-chefe da Casa Civil, é o maior líder político do país. “As dificuldades, muitas vezes, costumam criar oportunidades. As circunstâncias atuais me dão a magnífica chance de trazer para o governo o maior líder político desse país”.

Ela acrescentou que Lula, além de ser grande líder político, é um grande amigo e companheiro de lutas. “Seja bem-vindo, querido companheiro ministro Lula. Eu conto com a experiência do ex-presidente Lula, conto com a identidade que ele tem com esse país e com o povo desse país. Conto com sua incomparável capacidade de olhar nos olhos do nosso povo, de entender esse povo. A sua presença aqui, companheiro Lula, mostra que você tem a grandeza dos estadistas. Prova que não há obstáculos à nossa disposição de trabalharmos juntos pelo Brasil.”

Os presentes à posse no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em sua maioria representantes de movimentos sociais e sindicais, interrompem o discurso da presidenta com palavras de ordem e gritos de “Ole, ole, ole, olá, Lulá, Lulá”, “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.

Dilma também deu posse a Jaques Wagner como ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República e a Eugênio José Guilherme de Aragão, como novo ministro da Justiça. Lula substitui Wagner na Casa Civil. Aragão assume o cargo em substituição a Wellington César Lima e Silva, que pediu exoneração na última terça-feira (15). Aragão é subprocurador-geral da República desde 2004.

Com Ana Cristina Campos
BRASIL247

Juiz federal suspende nomeação do ex-presidente Lula para Chefia da Casa Civil

imagem: Divulgação

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O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto acabou de suspender a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro chefe da Casa Civil. A decisão liminar do magistrado atendeu a uma ação popular. Ele deferiu pedido de liminar para sustar o ato de nomeação assinado pela presidente Dilma Rousseff, ou qualquer outra que lhe outorgue prerrogativa de foro. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.

“Em vista do risco de dano ao livre exercício do Poder Judiciário, da atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal”, diz o juiz em sua decisão.

A decisão ainda afirma que, “ao menos em tese”, “pode indicar o cometimento ou tentativa de crime de responsabilidade”.

A decisão foi divulgada enquanto Lula era empossado pela presidente Dilma, no Palácio do Planalto, em Brasília. No despacho, o juiz federal aponta que “a posse e o exercício no cargo podem ensejar intervenção, indevida e odiosa, na atividade policial, do Ministério Público e mesmo no exercício do Poder Judiciário, pelo senhor Luiz Inácio Lula da Silva”.

Reconhecendo a complexidade do mérito da questão, o juiz anota que várias ações foram ajuizadas em todo o país pedindo a suspensão da posse de Lula. Para o juiz, a posse implicaria “intervenção direta, por ato da presidenta da República, em órgãos do Poder Judiciário, com o deslocamento de competências”, o que, na avaliação de Catta Preta, “ao menos, em tese, pode indicar o cometimento ou tentativa de crime de responsabilidade”.

Para o juiz, o deslocamento de competência do julgamento de Lula da Justiça Federal em Curitiba para o Supremo Tribunal Federal (STF) “seria o único ou principal móvel da atuação da mandatária [Dilma] – modificar a competência, constitucionalmente atribuída, de órgãos do Poder Judiciário”.

Catta Preta sustenta que a suspensão temporária da posse do ex-presidente não causará dano à gestão pública. “O Poder Executivo não depende, para o seu bom e regular funcionamento, da atuação ininterrupta do ministro-chefe da Casa Civil. A estrutura deste órgão conta com substitutivos eventuais que podem, perfeitamente, assumir as elevadas atribuições do cargo”.

Decisao contra lula

Secretário Luis Torres lamenta postura do deputado Ricardo Barbosa: “Ele tem que decidir o que quer com tudo isso”

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O secretário estadual de Comunicação Institucional, Luiz Torres, lamentou a postura do deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), que entregou nesta terça-feira a liderança do “Blocão”, principal base de apoio ao Governo do Estado na Assembleia Legislativa, e atacou colegas em discurso em plenário. Segundo Torres, a postura do deputado foi “recheada de inconsistências e incoerências”, deixando companheiros e o próprio Governo do Estado sem saber o seu real objetivo.

“Foi realmente uma postura lamentável. Primeiro, é preciso o deputado Ricardo Barbosa decidir o que realmente quer com tudo isso. Da parte do governador Ricardo Coutinho, que tem outros temas mais urgentes para conduzir, não haverá mudança de rumo na caminhada do Governo, aprovado e reconhecido pela população, em razão desse episódio”, afirmou Torres.

A cobrança de Torres, em nome do Governo do Estado, tem suas razões e se apoia no próprio histórico de Ricardo Barbosa, um companheiro combativo, mas muitas vezes explosivo além da conta. Barbosa é conhecido pelos colegas e por profissionais de imprensa por ter o “pavio curto”, se envolvendo em turbilhões desnecessários que criaram problemas também para gestões anteriores, leia-se Ronaldo Cunha Lima, Cícero Lucena e Cássio Cunha Lima.

Ninguém desconhece a sinceridade, combatividade e até a solidariedade do deputado. O que o atrapalha, muitas vezes, são os excessos, inclusive de falta de memória ao renegar o apoio que recebeu do atual governador, Ricardo Coutinho, para chegar à Assembleia Legislativa.

Demora da CPI pode levar Oposição a convocar ex-secretário de Cartaxo para explicar denúncias de desvio de R$ 9 milhões nas obras da Lagoa

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A demora da Mesa Diretora em instalar a CPI da Lagoa na Câmara Municipal pode levar Oposição a convocar o ex-secretário de Planejamento do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), Rômulo Pollari, para explicar denúncias de desvio de R$ 9 milhões nas obras da Lagoa, do parque Solon de Lucena, de onde a Prefeitura de João Pessoa garante ter retirado 200 mil toneladas de lixo. O vereador Raoni Mendes (DEM) admitiu adotar a medida da convocação, mas somente se ficar comprovada a postergação na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Mendes afirmou, nesta quarta-feira, que a Oposição não vai admitir nenhuma manobra para retardar o processo de instalação, já que o requerimento que respalda a CPI da Lagoa foi bem fundamentado, tem o número de assinaturas necessário e segue todos os requisitos exigidos pelo regimento Interno da Casa.

“O relatório da CGU é muito contundente e Rômulo Pollari era secretário na época em que esses desvios de recursos teriam ocorrido. A população tem pressa em saber o que houve, para onde foi esse dinheiro do contribuinte”, justificou Mendes.

O lixo vai feder.

Novo líder diz que vai tentar manter Barbosa no “Blocão”: “Temos que ampliar a bancada e não diminuir”

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O novo líder do “Blocão”, coalizão de partidos que dá sustentação do governador Ricardo Coutinho (PSB) na Assembleia Legislativa, anunciou nesta quarta-feira que vai tentar manter o deputado Ricardo Barbosa (PSB) na base governista. Buba Germano (PSB) disse que ainda acredita no realinhamento de Barbosa, que entregou a liderança do “Blocão” na manhã desta terça-feira, após pronunciamento na Casa de Epitácio Pessoa.

“Claro que vamos conversar com o deputado Ricardo Barbosa e também com outros deputados porque temos que ampliar a base governista e não diminuir. Quanto mais deputados apoiarem o Governo melhor”, afirmou Buba Germano.

Ricardo Barbosa ainda não se pronunciou sobre a permanência no PSB e na base governista, mas sua assessoria descartou mudança de partido.

Cássio se reúne com ministro da Integração para tratar da Transposição do São Francisco

Cassio e ministro

O senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) participou de audiência com o ministro da Integração Nacional, Carlos Vieira, na secretaria executiva do Ministério da Integração Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Participaram também o senador Garibaldi Filho (PMDB-RN) e o deputado federal Marcondes Gadelha (PSC-PB).

Durante a reunião, o ministro interino Carlos Vieira fez uma explanação do Projeto de Integração do Rio São Francisco, apresentou um vídeo e vários mapas da obra. Vieira destacou a evolução e o percentual de execução das obras e as ações de revitalização do Rio São Francisco.

Desafio – Em plenário, o senador Cássio Cunha Lima felicitou o Ministro Carlos Vieira pelo comprometimento que ele vem tendo com a obra, que não pode mais ser retardada. “Esse é um desafio do Estado brasileiro, não apenas do Governo”, frisou Cássio.

A perspectiva é de que o Eixo Norte possa ter a sua primeira etapa em funcionamento ainda em 2016, em meados de outubro ou novembro, como foi assegurado pelo Ministro na reunião, e o Eixo Leste, que terá possibilidade de resolver os problemas de abastecimento, sobretudo em Campina Grande e toda a região, com perspectiva para o início de 2017.

“É uma esperança, porque não resta outra alternativa para o abastecimento humano do Nordeste, senão a conclusão da transposição. A presença do deputado Marcondes Gadelha nessa audiência também foi muito importante, ele, que é um pioneiro nesta luta e que sempre esteve na vanguarda desta causa” destacou o senador.

No plenário do Senado Federal, Cássio Cunha Lima elogiou o ministro Carlos Vieira que atendeu ao convite que foi formulado. “Importante esse encontro para que possamos ter essa integração da nossa bancada nordestina, em defesa do rio, para que ele possa ser revitalizado, ser salvo dentro do projeto, e, naturalmente, dentro do cronograma previsto”.