Manoel Júnior nega citação em relatório de Janot e até brinca com especulações: “Meu nome não consta em nenhuma das 64 páginas”

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O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), negou nesta terça-feira ter sido citado em relatório do procurador geral da República, Rodrigo Janot, que denunciou o presidente Michel Temer ao STF como suposto integrante de uma organização criminosa. “Meu nome não consta em nenhuma das 64 páginas”, garantiu Júnior.

O nome de Manoel Júnior teria sido citado em um anexo do relatório de Janot por ter convocado, através de requerimentos, Ministério Público Federal, Polícia federal e o BMG, adquirente do Grupo Schahin. “Os requerimentos foram apresentados há dois anos atrás e esse banco, o BMG, foi responsável por um grande golpe no sistema financeiro nacional”,

Júnior lembrou que jamais foi alvo das investigações da Lava Jato ou do STF e mostrou-se tranquilo em relação às especulações envolvendo seu nome. “Fui prefeito três vezes, deputado estadual e vice-prefeito. Nunca tive contas desaprovadas, nunca fui denunciado e nem me envolvi em qualquer tipo de delação”, sustentou.

 

Essa Lava Jato às vezes é uma verdadeira “metralhadora giratória”.

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Líder da bancada de Oposição convoca coletiva nesta quara-feira para revelar novas irregularidades nas obras da Lagoa

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O vereador Bruno Farias (PPS) convocou coletiva de imprensa para esta terça-feira, quando promete apresentar novas denúncias e documentação indicando irregularidades nas obras de revitalização da Lagoa do Parque Solon de Lucena. Em nome dos outros sete vereadores que integram a bancada oposicionista, Farias distribuiu material sobre a coletiva, prevista para as 10h30, no auditório anexo da Câmara Municipal de João Pessoa.

A mais recente movimentação no caso das obras da Lagoa partiu do Poder Executivo. O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) criou uma Comissão Especial para apurar possíveis responsabilidades de servidores municipais nas irregularidades apontadas pela CGU (superfaturamento acima fe R$ 10 milhões) e pela Polícia Federal (superfaturamento de R$ 4,6 milhões).

A Oposição considerou o ato como tentativa do prefeito de fugir das “garras” da Polícia Federal, que avança na conclusão do inquérito sobre as denúncias onde provavelmente agentes públicos serão indiciados.

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Ex-prefeito Domiciano Cabral afirma que Berg Lima “inchou” folha de pessoal em Bayeux

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Filiado ao Democrata da Paraíba, o ex-deputado estadual Domiciano Cabral, que já exerceu o cargo de vice prefeito do município de Bayeux, evitou atacar, mas fez um breve diagnóstico sobre os primeiros meses de gestão Berg Lima (PTN), nesta terça-feira (27) e lamentou, sobretudo, a falta de experiência do novo prefeito da cidade.

Para Cabral, Berg ainda falta acertar os passos, já que, como todo novo gestor, acredita que vai resolver os problemas assim que assumir, mas se depara com a burocracia e com a falta de recursos. E ele ainda piora isso com o inchaço da folha de pessoal.

“Em Bayeux e em qualquer outra cidade o maior problema é a saúde. Muita gente pensa que resolve, mais não resolve. Tudo é custo. Bayeux é uma cidade que os recursos dela estão estacionados há muitos anos. É uma cidade de governar sem muitos gastos. Não quero culpá-lo, mas Bayeux requer uma administração totalmente enxuta. A máquina está pesada, tem que diminuir, enxugar pessoal”, disse.

Nesses primeiros seis meses, Berg, para Cabral, tem deixado a desejar, mas merece um desconto por ser um novo gestor. A primeira análise sobre o mandato tem que ser feita após um ano de administração. Só depois disso dará para perceber “a cara” do novo governo.

“Eu acho o seguinte, ele ainda está deixando a desejar, mas como ele é um gestor novo eu acho que a gente tem que dá a ele um prazo pelo menos de 1 ano para ver se o camarada adapta administração pública, porque às vezes a teoria não se aplica na prática algumas vezes. Na minha opinião ainda falta ele acertar os passos. O erro dele da maioria quando se elege é que cria muita expectativa de que vai resolver os problemas e quando começa a trabalhar os problemas não são resolvidos com uma varinha mágica não. Os problemas são enfrentados de acordo com a dificuldade que se apresentam”, disse.

Já sobre o presídio federal, que estava prestes a ser construído em Bayeux, Cabral lembrou que desde o início foi contra e sugeriu que novas casas de detenção fossem instaladas no coração da Amazônia, daí quando os presos fugissem, se deparariam com as onças e seriam facilmente eliminados sem a intervenção humana.

Com PBAgora

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OBRAS DA LAGOA: Cartaxo cria comissão especial para apurar responsabilidades e Oposição vê tentativa de fuga das “garras” da Polícia Federal

 

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Após ignorar relatório da Corregedoria Geral de Justiça, apontando superfaturamento superior a R$ 10 milhões, e laudos periciais da Polícia Federal constatando o sobrepreço de R$ 6,4 milhões nas obras de revitalização da Lagoa, do Parque Solon de Lucena, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) resolveu criar uma Comissão Especial para investigar possíveis responsabilidades de servidores municipais sobre as irregularidades.

A decisão foi publicada no Semanário Oficial da Prefeitura de João Pessoa, edição entre 18 e 24 de junho, e mostra que Cartaxo começou a reconhecer que os órgãos de investigação (MPF e PF) não estão brincando em serviço. A Oposição, por sua vez, entendeu a resposta do prefeito como uma tentativa de fugir das “garras” da PF que, a cada dia, se aproxima da conclusão do inquérito sobre as obras da Lagoa, com o possível indiciamento de agentes públicos envolvidos no processo.

O ato do prefeito também coloca em “saia justa” a Câmara Municipal, onde ele conta com folgada maioria. Os vereadores governistas se negam a apoiar a criação e instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, proposta pela Oposição, alegando que as investigações sobre as obras da Lagoa já estão em andamento, sob o comando do MPF e da PF.

Pelo jeito, Cartaxo não pensa mais assim. O líder da Oposição, Bruno Farias (PPS), cobra posicionamento dos aliados do prefeito, agora que a Prefeitura de João Pessoa, através da Comissão Especial criada, também fará a devida apuração do caso. A investigação do caso, segundo farias, caberia ao Legislativo Municipal, responsável pela fiscalização dos atos do Poder Executivo.

 

 

 

 

 

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Paraibano Eitel Santiago disputa eleição para substituto de Janot como procurador geral da República

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Os integrantes da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) escolhem hoje (27) o sucessor de Rodrigo Janot no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). A eleição tem início às 9h e vai até as 18h. Na disputa está o paraibano Eitel Santiago.

Oito subprocuradores-gerais da República se candidataram à vaga. Os três mais votados pelos membros da ANPR formarão uma lista tríplice, que será então encaminhada à Presidência da República. Mais de 1.200 procuradores, entre ativos e aposentados, estão aptos a votar.

De acordo com a Constituição, o presidente da República pode escolher qualquer um dos mais de 1.400 procuradores da República em atividade para o comando da PGR. Desde 2003, no entanto, o nomeado é o mais votado pelos membros da ANPR. A listra tríplice foi criada em 2001 e é defendida pelos procuradores como um dos principais instrumentos de autonomia da carreira.

O segundo mandato de Rodrigo Janot, responsável por ter enviado ao Supremo Tribunal Federal centenas de processos contra políticos envolvidos na Operação Lava Jato, encerra-se em setembro.

Os candidatos ao cargo de PGR são os subprocuradores Carlos Frederico Santos, Eitel Santiago de Brito Pereira, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, Franklin Rodrigues da Costa, Mario Luiz Bonsaglia, Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, Raquel Elias Ferreira Dodge e Sandra Verônica Cureau.

Com Agência Brasil

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Rodrigo Janot denuncia Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures por crime de corrupção passiva

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26) uma denúncia contra o presidente Michel Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva.

Com a denúncia, fica formalizada a acusação contra Temer, que será julgada pelo Supremo se Câmara dos Deputados autorizar (entenda mais abaixo).

O presidente também é investigado por obstrução de Justiça e participação em organização criminosa, mas, para estes casos, a PGR ainda não apresentou denúncia.

Leia a denúncia aqui.

O crime de corrupção passiva é definido no Código Penal como o ato de “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”, com pena de 2 a 12 anos de prisão e multa, em caso de condenação.

“Nota-se, assim, que são graves os ilícitos praticados pelos acusados, revelando os elementos dos autos que os envolvidos agiram com absoluto menoscabo e desrespeito à própria função de Presidente da República e de Deputado Federal que MICHEL TEMER e RODRIGO LOURES exercem, respectivamente, à coisa pública e aos valores republicanos, tudo a reforçar a necessidade de reparação de dano moral à coletividade”, diz um trecho da denúncia.

A acusação preparada por Janot se baseia nas investigações abertas a partir das delações de executivos da JBS no âmbito da Operação Lava Jato.
Em abril deste ano, o ex-deputado e ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi filmado, saindo de um restaurante em São Paulo, com uma mala contendo R$ 500 mil.

Segundo a PGR, o dinheiro destinava-se a Michel Temer e era parte de propina paga pela JBS para ser favorecida, por influência do governo, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), num processo para reduzir preço do gás fornecido pela Petrobras a uma termelétrica da empresa.

Para Janot, a ligação de Rocha Loures com Michel Temer foi atestada numa conversa gravada, em março, na qual o presidente indica o ex-deputado como pessoa de sua “mais estrita confiança” para um dos donos da JBS, Joesley Batista, tratar problemas enfrentados pela empresa no governo.

Em sua defesa, Temer diz que “simplesmente ouviu” reclamações do empresário, sem conceder benesses do governo para ajudá-lo. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Como o alvo é o presidente da República, a Câmara tem que autorizar, por votos de dois terços dos deputados (342), a análise da denúncia pelos ministros do Supremo. Se a Câmara não autorizar, o STF fica impedido de agir e o caso fica parado. Nessa hipótese, a Justiça só poderá voltar a analisar as acusações depois que Temer deixar a Presidência.

Caso a Câmara autorize o prosseguimento da denúncia, no STF, os 11 ministros decidirão se abrem ou não processo contra Temer. Se aceitarem, ele viraria réu e fica afastado do mandato por até 180 dias. Se após esse período, a Corte não concluir o julgamento, Temer volta à Presidência. Ao final do processo, Temer pode ser condenado e perder o mandato ou absolvido e continuar na Presidência.

Com G1/DF

 

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Aníbal Marcolino pode ser mais um suplente a assumir mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba

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O suplente de deputado estadual, Aníbal Marcolino, do PEN, deve tomar posse na Assembleia Legislativa da Paraíba nesse segundo semestre de 2017. A informação é do deputado estadual Bruno Cunha Lima (PSDB), que a partir de agosto comandará as rédeas da oposição na Casa de Epitácio Pessoa.

De acordo com o tucano, está havendo uma rodada de conversas dentro da legenda para que seja dado início a um rodízio a fim de beneficiar o retorno do parlamentar. Durante a passagem pela Casa, Aníbal foi um dos ferrenhos críticos da gestão socialista e, diante da iminência do período pré-eleitoral, o parlamentar poderá ser um bom reforço nos embates contra a situação.

“Deve haver nos próximos dias uma nova rodada de conversas para possibilitar a vinda do deputado Aníbal Marcolino aqui para a Casa. Aníbal não logrou êxito no processo de reeleição mas tem um trabalho reconhecido em sua vida pública que o cacifa como um dos deputados mais combativos e mais atuantes aqui da Assembleia Legislativa” disse.

A articulação que será realizada para que Aníbal chegue a Casa não foi definida. Como Tovar sairá de licença e beneficiará o ingresso da vereador Eliza Virgínia ao parlamento estadual, a expectativa é que algum integrante da Coligação se disponibilize, de livre e espontânea vontade, a tirar uma licença e assim reforçar o grupo. Entre os que podem abrir o espaço para Aníbal são Daniella Ribeiro, do PP; Jullys Roberto, que foi eleito pelo PEN, mas atualmente está filiado ao PMDB e a deputada Camila Toscano, do PSDB.

As apostas estão em cima de Camila Toscano como a escolhida para abrir vaga para Aníbal Marcolino.

Com PBAgora

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Presidente Michel Temer reúne “núcleo duro” do governo às vésperas de ser denunciado pela PGR

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O presidente Michel Temer reúne o núcleo político de seu governo no Palácio da Alvorada no início da noite deste domingo (25), às vésperas de a Procuradoria-Geral da República apresentar à Câmara denúncia sobre ele. Entre os políticos convocados para o encontro está o paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP).
Temer retornou no sábado (26) da Europa, onde cumpriu agenda oficial durante a semana. No final desta manhã, ele recebeu no Palácio do Jaburu os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Grace Mendonça, da AGU (Advocacia-Geral da União).
Procurados nesta tarde, os principais líderes partidários da base aliada disseram que ainda não estavam em Brasília e, por isso, não participariam do encontro.
Participam da reunião os ministros Moreira Franco, Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil), Sérgio Etchegoyen (GSI) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores), os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE).
A expectativa é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente nesta semana a denúncia contra Michel Temer, alvo de gravação e delação da cúpula do grupo J&F.
O trâmite da denúncia na Câmara tem início na CCJ (Comissão de Comissão e Justiça), colegiado em que o governo tem maioria. A comissão conta com um prazo de até 15 sessões: dez para defesa do presidente e cinco para apresentar do parecer.
A ideia do governo é usar só três sessões para a defesa, pressionando o relator a agilizar a conclusão do parecer.
O relator que irá redigir este parecer ainda não foi definido. Os nomes mais fortes até o momento são os dos peemedebistas gaúchos Alceu Moreira e Jones Martins.
Ambos tiveram parte de suas campanhas em 2014 financiadas por Michel Temer, como mostrou a Folha.
Reportagem publicada neste domingo mostra também que parte dos deputados que vão julgar a procedência da denúncia que a Procuradoria-Geral da República deve apresentar sobre Michel Temer já foi no mínimo citada em planilhas de pagamentos ou nas delações da Odebrecht e da JBS.
Tanto planilhas quanto delatores relacionaram políticos ao esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.
Um quinto dos 66 titulares da CCJ foi ao menos mencionado nessas delações ou nas planilhas de propina. Dos 14 congressistas do colegiado que aparecem nesse contexto, dois tiveram seus casos arquivados: Esperidião Amin (PP-SC) e Paulo Maluf (PP-SP).
AGU
No encontro que teve pela manhã, o presidente garantiu à ministra Grace Mendonça sua continuidade no cargo. O peemedebista afirmou que nunca cogitou tirá-la do posto e elogiou o trabalho dela.
No final de semana, ele já havia telefonado para a ministra para negar a intenção de fazer uma mudança na pasta.
Na semana passada, o entorno do presidente afirmava que ele avaliava colocar o subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Vale Rocha, no comando da AGU.
A intenção era colocar alguém com maior trânsito político no cargo para defendê-lo diante da possibilidade de Rodrigo Janot apresentar uma denúncia contra ele.
Em conversas reservadas no final de semana, no entanto, o peemedebista negou essa possibilidade e disse que estava satisfeito com a atuação da ministra.
Com Folha Online
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CAIXA TRÊS: Políticos brasileiros criam nova modalidade para turbinar recursos de campanhas eleitorais

No mundo da corrupção no Brasil, é comum o surgimento de novas modalidades para burlar a lei e buscar benefícios. Mas, na esfera eleitoral, as novidades são cada vez mais constantes. Políticos brasileiros admitem recebimento de recursos de empreiteiras para custear suas campanhas eleitorais através de empresas “laranjas”.

O deputado Heráclito Fortes é um deles. O socialista confirmou ao jornal Folha de São Paulo ter recebido dinheiro da Odebrecht para sua campanha via “caixa três”, modalidade que consiste em uma operação triangular para esconder verdadeiros doadores de recursos.

O novo sistema é uma alternativa ao “caixa um”, valor declarado legalmente à Justiça Eleitoral, e o “caixa dois”, dinheiro utilizado ilegalmente para turbinar os cofres de candidatos e suas campanhas. Fortes contou ter recebido dinheiro da Odebrecht através de  duas empresas “laranjas”, mas não sabe porque os recursos não foram repassados diretamente. Segundo o deputado socialista, havia muita “pressão” na época, fato que poderia ser a causa do anonimato da empreiteira.

A Folha informou que, somente em 2010, a principal investigada pela Lava Jato teria custeado campanhas eleitorais de 28 candidatos no País com R$ 5,5 milhões, tudo através de “caixa três”.

É o Brasil dando aulas de corrupção ao mundo.

Com informações da Folha de São Paulo

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Datafolha aponta que apenas 7% da população brasileira aprova gestão de Michel Temer

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Uma nova pesquisa do instituto Datafolha apurou que a aprovação do governo Michel Temer é de 7%. Na série histórica, trata-se do pior resultado para um presidente em 28 anos. Apenas José Sarney atingiu patamar tão baixo em quase três décadas, ao somar 5% de avaliações positivas em setembro de 1989, durante a crise da hiperinflação.

A impopularidade do presidente aumentou desde a revelação da colaboração premiada dos donos da JBS, que situaram Temer no centro de um esquema de corrupção nacional. Segundo o Datafolha, 69% do público considerada a gestão ruim ou péssima, e 23% avaliam o governo como regular.

Mulheres, jovens e eleitores de renda mais baixa mostram mais indisposição com Temer, em comparação com a média da população.

Em 1989, 68% consideravam ruim ou péssima a atuação de Sarney, enquanto 24% julgavam a administração regular.

Impopularidade

O novo levantamento do instituto ouviu 2.771 pessoas entre quarta-feira e a sexta-feira. Os novos números evidenciam a queda da popularidade do presidente, que, há dois meses, somava 9% entre os entrevistados que avaliavam a gestão como ótima ou boa. No fim de abril, 61% julgavam o governo como ruim ou péssimo e 28% enxergavam uma administração regular.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ainda informou que a nota do presidente caiu de 3 para 2,7 na nova pesquisa. Não souberam responder 2% dos entrevistados.

A avaliação de Temer é pior que a de Dilma Rousseff às vésperas da conclusão do processo de impeachment, quando a petista seria destituída pelo Congresso. Na época, ela tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação. A impopularidade do peemedebista é semelhante à da ex-presidente de agosto de 2015, quando Dilma amealhou 71% de avaliações de um governo ruim ou péssimo.

Além de Temer, Dilma e Sarney, apenas Fernando Collor atingiu indíces tão negativos frente à população. Ele somava 68% de ruim e péssimo, em setembro de 1992, ao sofrer impeachment.

Com Extra

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