Por que nossa bancada federal não reforça a mobilização da AL em favor das vítimas da seca?

A Assembleia Legislativa da Paraíba vive o seu melhor momento, ninguém discorda. Se envolve em temas de relevância regional e até nacional, além de procurar mecanismos de pressão para resolver problemas que atingem a Paraíba e o Nordeste. Essa “Caravana da Seca” é um exemplo claro do interesse que o Legislativo estadual tem demonstrado nesse aspecto.

Mas, em que pese a boa vontade do presidente Ricardo Marcelo e dos demais deputados, politicamente a mobilização poderia ser bem mais forte. Temos três senadores e doze deputados federais, além de um ministro. Não vimos, até agora, qualquer movimento da bancada federal no sentido de fortalecer a iniciativa do Legislativo estadual, em Brasília. Sim, porque é lá que as decisões serão ou não tomadas em relação à transposição do São Francisco, alvo principal da iniciativa dos parlamentares paraibanos.

Sem a transposição concluída, não há como pensar em solução para o problema dos nordestinos vítimas da seca. A estiagem é um fenômeno natural que sempre existiu e dificilmente deixará de existir. Portanto, a única coisa que podemos fazer é encontrar meios de convivência com ela. E esse meio, no momento, se traduz no escoamento das águas do “Velho Chico” até as áreas necessitadas.

A relevância do tema deveria atrair não só a atenção, mas a participação direta de toda a bancada federal e até do próprio governador Ricardo Coutinho. Pelo menos simbolicamente, o apelo dos paraibanos se tornaria bem mais forte. Mesmo sabendo do nível de preocupação da presidente Dilma pela situação do Nordeste, traduzido nas palavras de sua ministra do Planejamento. Ou alguém leu, ouviu ou viu algum pronunciamento da nossa comandante petista divergente de sua auxiliar?

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, poderia ser um grande apoio à transposição

 

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