Alexandre Almeida pede desfiliação e evita processo de expulsão do Partido dos Trabalhadores

Sem querer aceitar a determinação para expulsão após ter descumprido as orientações da legenda no pleito de 2012, Alexandre Almeida entregou nesta quarta-feira (21) pedido de desfiliação do Partido dos Trabalhadores da Paraíba.

O presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado, Rodrigo Soares, explicou que reunida hoje em São Paulo, a executiva Nacional da legenda iria acatar decisão da Câmara de Recursos do partido, que na última semana orientou pela expulsão de Alexandre Almeida, que se antecipou e apresentou pedido de desfiliação.

Após aprovada expulsão pela Câmara de Recursos na última semana, Alexandre Almeida foi solicitado a apresentar defesa, mas antes de se manifestar solicitou encontro com o presidente nacional do partido, Rui Falcão, oportunidade em que entregou a carta pedindo desfiliação do partido.

Rodrigo Soares explicou ainda que “o PT de Campina Grande de forma autônoma, decidiu que nas eleições municipais faria aliança com o Partido Progressista, e lamentavelmente o ex-presidente e agora ex-filiado Alexandre Almeida, seguindo orientação de forças externas ao PT, impediu que o partido avançasse no processo eleitoral”.

O presidente do PT paraibano lembra ainda que Alexandre Almeida interpelou na justiça, inclusive vídeo onde aparece o ex-presidente Lula, declarando a aliança com o PP de Daniella Ribeiro. “Diante disso, filiados do PT em Campina Grande entraram com recurso na comissão de ética, que foi julgado na instância nacional a expulsão de Alexandre Almeida”, disse. “Agora nós estamos retomando a direção de Campina Grande e devolvendo-a aos legítimos petistas, a militância do PT”, concluiu.

Assessoria

Senador paraibano é citado pelo Congresso en Foco como campeão de processos no STF

Duas décadas após liderar o movimento dos “caras-pintadas”, que pressionou pelo impeachment do então presidente Fernando Collor, o ex-líder estudantil Lindbergh Farias (PT-RJ) tornou-se o senador com maior número de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o novo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) – uma das mais poderosas e de maior visibilidade da Senado – responde a 15 inquéritos (fase preliminar de investigação) e uma ação penal na mais alta corte do país.

Quatro dessas investigações chegaram ao Supremo neste ano. Réu do processo em que é acusado de reter dados técnicos para propositura de ação civil pública, ele responde por crimes de responsabilidade, contra o sistema financeiro, quadrilha e corrupção. Mas são as infrações à Lei de Licitações as suspeitas mais recorrentes contra o senador. Elas se repetem em 11 inquéritos. Todos os casos remetem à passagem de seis anos de Lindbergh pela prefeitura de Nova Iguaçu (RJ), município da Baixa Fluminense com 800 mil habitantes.

Dos 11 senadores que presidem comissões permanentes no Senado, quatro devem explicações ao Supremo. Além de Lindbergh, também são investigados no tribunal Zezé Perrella (PDT-MG), da Comissão de Ciência e Tecnologia; Blairo Maggi (PR-MT), da Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, e Fernando Collor (PTB-AL), da Comissão de Serviços de Infraestrutura.

Perrella e Maggi respondem a um inquérito cada – o primeiro, por crime contra a fé pública; o segundo, um dos principais nomes da bancada ruralista no Congresso, por crime contra a Lei de Licitações.
Já Collor é réu em duas ações penais (451 e 465) – as peças reúnem crimes contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária, corrupção, peculato, tráfico de influência e falsidade ideológica. No primeiro processo, o senador alagoano e familiares são acusados de não ter repassado contribuições previdenciárias recolhidas de seus funcionários à Previdência. A ação está suspensa porque a família negociou com a Receita, que aceitou o pagamento de débitos em parcelas. No outro, é suspeito de ter favorecido agências de publicidade no período em que foi presidente da República (1990-1992).

Verde e amarelo

O desafio de conciliar as atividades de presidente de comissão com as idas e vindas à Justiça aproxima Lindbergh e Collor duas décadas depois da situação que os um dos momentos mais importantes da história recente do país. Em 1992, como presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lindbergh foi um dos principais líderes do movimento que levou às ruas milhões de jovens – com rostos pintados de verde e amarelo, os “cara-pintadas” – a pedir o impeachment do então presidente, o primeiro eleito pelo voto popular após 21 anos de ditadura militar. Collor não resistiu às denúncias e deixou o Palácio do Planalto pela porta dos fundos.

Desde que deixou a prefeitura de Nova Iguaçu, Lindbergh já teve seus bens bloqueados duas vezes e uma condenação por improbidade administrativa. Todas essas decisões, das quais recorreu, foram motivadas por problemas em licitações. Em outubro do ano passado, o senador foi condenado pela 10ª Câmara Cível à perda dos direitos políticos por cinco anos, além do pagamento de multa por causa da contratação de uma empresa, sem licitação, para fazer a manutenção da iluminação pública da cidade.

“Aberração” e “escândalo”

O senador classificou a decisão, na época, de “aberração jurídica”, pois o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro resolveu analisar o mérito ao julgar um recurso do Ministério Público contra a absolvição dele em instância inferior.

“Essa decisão foi um escândalo, uma aberração jurídica. Tudo muito estranho. Desembargadores mudando de posição no meio de um processo eleitoral. Eu não fui sequer citado, não havia processo, não tive direito de defesa”, protestou, ao anunciar que recorreria. A decisão só terá efeito se ele fracassar em todos os recursos a que tem direito. Uma eventual condenação por órgão colegiado pode tirá-lo da corrida eleitoral ao governo do Rio, em 2014, por causa da Lei da Ficha Limpa.

Procurado pela reportagem, Lindbergh disse que preferia não comentar as investigações em andamento no Supremo. Mas garantiu acreditar que todos os inquéritos serão arquivados – a exemplo, segundo ele, do que ocorreu em outras instâncias do Judiciário. Por meio de nota enviada à reportagem por sua assessoria, o senador ressalta que todos os procedimentos se referem à sua passagem pela prefeitura de Nova Iguaçu.

Batalhas à vista

“Ao longo de quase seis anos à frente da prefeitura municipal de Nova Iguaçu, de janeiro de 2005 a março de 2010, o então prefeito assinou sucessivos atos administrativos. O Ministério Público local resolveu questionar alguns deles; e depois que Lindbergh Farias assumiu o mandato no Senado Federal, esses procedimentos foram remetidos automaticamente para o STF”, afirma a assessoria.

“É importante informar que o Supremo já analisou alguns desses procedimentos, decidindo, por unanimidade, rejeitá-los. O senador Lindbergh Farias acredita que, com o andamento dos feitos e a confiança na Justiça, o Supremo adotará a mesma posição, arquivando os demais”, acrescenta o gabinete.

Demanda extra

Além da batalha judicial, Lindbergh terá de enfrentar uma disputa para lá de espinhosa com um poderoso aliado, o PMDB do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Os dois não aceitam a intenção declarada do senador em disputar o governo do Rio e cobram do PT apoio à candidatura do atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Lindbergh já anunciou que não pretende desistir de seus planos e já até contratou o marqueteiro João Santana para cuidar de sua campanha. O especialista em campanhas políticas foi responsável pelas duas maiores conquistas eleitorais do PT nos últimos anos: a eleição de Dilma Rousseff, em 2010; e a de Fernando Haddad, em São Paulo, em 2012.

A presença de um parlamentar com pendências judiciais no comando de importantes comissões não é exclusividade do Senado. Como o Congresso em Foco mostrou na quarta-feira passada (20), dos 21 deputados que presidem os colegiados permanentes da Casa, oito são investigados no Supremo a pedido da Procuradoria-Geral da República. Juntos, eles respondem a 14 inquéritos e quatro ações penais. Quatro figuram como réus, acusados de ter cometido crimes de corrupção, contra a ordem tributária, formação de quadrilha, falsidade ideológica e até estelionato.

Congresso em Foco

Cássio cobra do Governo Federal medidas urgentes para minimizar efeitos da seca no Nordeste

Cássio lamenta omissão do Governo Dilma em relação ao Nordeste (Imagem da internet)

Cássio lamenta omissão do Governo Dilma em relação ao Nordeste (Imagem da internet)

Em discurso no Senado, na tarde desta quarta-feira, 20, o senador Cássio Cunha Lima cobrou medidas urgentíssimas por parte do Governo Federal para diminuir o sofrimento com a seca que atinge cerca de 10 milhões de pessoas nos nove estados da região Nordeste.

Ele reconheceu os avanços realizados pelo Governo e elogiou o programa Bolsa Família que assiste aos flagelados. No entanto, classificou as ações do Estado para o combate à fome como “insensíveis, inoperantes, distantes e de abandono ao Nordeste”.

O senador do PSDB dirigiu-se diretamente à presidente Dilma Rousseff, “algo que habitualmente não faço”. “Presidente, lembre-se do Nordeste, pois região está sendo punida de forma grave”, disse Cássio ao cobrar ações efetivas do Governo.

“Quando o Governo sustenta seus argumentos somente nos seus programas sociais, não elevamos o nível do debate nem muito menos nos aprofundamos para a realidade vivida pelo médio produtor rural, este, sim, absolutamente abandonado e esquecido”, afirmou durante sua fala.

O cenário descrito pelo senador é desolador: carcaças dispostas na beira das estradas pela população e famílias perdem suas plantações e a sua criação de animais após anos de dedicação à agricultura e a pecuária.

Cássio Cunha Lima fez referência Manoelito Dantas Villar – primo do escritor Ariano Suassuna – dono da fazenda Carnaúba, em Taperoá, no Cariri paraibano. “A família do fazendeiro desenvolveu, ao longo de mais de um século, cabeças de gado capazes de se adaptar à escassez de chuvas, uma genética queque se adaptou bem à região. Porém, diante da gravidade dessa seca esse rebanho está morrendo de sede e essa genética corre risco de desaparecer”, explicou o senador.

Em aparte, a senador José Agripino Maia (DEM-RN) classificou o discurso de Cássio Cunha Lima como “absolutamente verdadeiro”. O senador potiguar foi solidário e também mostrou preocupação com cidades do seu estado como Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó. “O ganha pão das pessoas está desaparecendo. Bolsa Família não é tudo”, disse.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meteorologia, apesar das recentes chuvas no agreste e sertão paraibano, elas ainda são irregulares e insuficientes para encher os açudes maiores. O índice pluviométrico do estado é mais acentuado entre os meses de fevereiro e maio. De um total de 122 reservatórios d’água monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), 68 tem capacidade superior a 20%, 39 estão em estado de observação (menos de 20%) e 15 em situação crítica, com menos de 5% de seu volume máximo.

Assessoria

Governador Ricardo Coutinho visita quatro cidades paraibanas nesta quinta-feira

Ricardo assina ordens de serviço e inaugura obras (imagem da internet)

Ricardo assina ordens de serviço e inaugura obras (imagem da internet)

Uma intensa agenda administrativa espera o governador da Paraíba nesta quinta-feira, 21. Ricardo Coutinho estará em quatro municípios do Sertão paraibano, começando pela cidade de Patos, com a inauguração do Escritório Regional do Empreender/PB, seguida pela liberação de R$ 645.252,00 em créditos do Empreender individual e assinatura de Ordem de Serviço para obras de esgotamento sanitário.

Às 14h30, será assinada a Ordem de Serviço para reforma do Estádio “O Marizão”, na cidade de Sousa, e às 17h, Ricardo inaugura a Escola Estadual Bernardino José Batista, em Triunfo. À noite, o governador estará no município de Cajazeiras, onde vai assinar Ordem de Serviço para reforma do Estádio Perpétuo Corrêa Lima, “O Perpetão”. A solenidade começa às 20h.

Confira a agenda completa:

Patos

10h – Inauguração do Escritório Regional do Empreender/PB, liberação de R$ 645.252,00 em créditos do empreender individual e assinatura de Ordem de Serviço para obras de esgotamento sanitário
Local: Associação Comercial de Patos – Rua Antenor Navarro, s/n – Centro – Patos/PB

Sousa

14h30 – Assinatura de Ordem de Serviço para reforma do Estádio “O Marizão”
Local: Auditório do Centro de Treinamento de Professores – Rua José de Paiva Gadelha, 123 – Gato Preto – Sousa/PB

Triunfo

17h – Inauguração da E.E.E.F.M. Bernardino José Batista
Local: Rua Antônio Joaquim Lisboa, s/n – Centro – Triunfo/PB

Cajazeiras

20h – Assinatura da Ordem de Serviço para reforma do Estádio Pérpetuo Corrêa Lima, “O Perpetão”
Local: Estádio “O Perpetão” – Rua Francisco Aprígio Nogueira, s/n – Capoeiras – Cajazeiras/PB

Assessoria

PMJP fará distribuição de 80 toneladas de peixe em comunidades carentes

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vai lançar nesta sexta-feira (22) o programa “Peixe na Mesa”, criado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A iniciativa vai garantir a distribuição de 80 toneladas de peixe para moradores de comunidades carentes, em 20 bairros da Capital.

O lançamento terá início às 8h, na Praça da Amizade, no bairro do Rangel. Na oportunidade, o prefeito Luciano Cartaxo participará da entrega da primeira remessa do pescado. Dia: Sexta, 22 de março

Horário: 8h

Local: Praça da Amizade, no bairro do Rangel

Secom/JP

Famílias carentes receberão os pescados gratuitamente (imagem da Internet)

Famílias carentes receberão os pescados gratuitamente (imagem da Internet)

Deputado prepara “exército” de ex para garantir reeleição e ampliar bancada na Assembleia

A sabedoria popular ensina que “quem é coxo parte cedo”. Coxo, não é bem o caso do deputado Tião Gomes (PSL), que obteve mais de 30 mil votos nas eleições de 2010. Mesmo assim, tem pressa na pavimentação da estrada para sua reeleição.

Faltando um ano e meio para o pleito de 2014, Tião lançou mão de uma jogada de mestre em busca de mais um mandato e com perspectivas de ampliar a bancada do partido que preside na Paraíba. Atraiu um verdadeirto “exército” de ex-deputados, ex-prefeitos e ex-vereadores para disputar vagas na Assembleia Legislativa. Além disso, fechou aliança prévia com o também “nanico” PT do B, do ex-deputado Genival Matias, um dos nomes de peso da lista de pretensos candidatos.

Nomes como os de Walter Brito Filho, Robson Dutra, João Paulo, João Bosco Carneiro Júnior, Flora Diniz, José Luiz Júnior, Biu Fernandes e Roberto Burity também fazem parte do “esquadrão” eleitoral da coligação. Além deles, estão os ex-prefeitos Aluisio Régis (Conde), José Carlos (Gurjão), Francisco Araujo Filho (Soledade) e Deoclécio Moura (Taperoá).

A estratégia pode até não vingar, mas que é boa, ninguém duvida. A previsão de Tião Gomes é que cada ex-deputado obtenha, na pior das hipóteses, entre 10 mil e 12 mil votos, em média. A soma desses votos com os dos demais candidatos da coligação, incluindo vereadores, ex-vereadores e outras lideranças, deve garantir à coligação uma bancada expressiva na Casa de Epitácio Pessoa, na visão do parlamentar de Areia.

Enquanto os pequenos resolvem se juntar, os grandes querem se separar. É comum partidos tradicionais como PMDB, PT, PSDB, DEM e PSB procurarem aliança com os chamados nanicos na perspectiva de assegurar votos necessários à vitória de seus candidatos. Quanto aos pequenos… Servem apenas como “buchas de canhão”.

Tião prevê ampliação da bancada do PSL na Assembleia (Imagem da Internet)

Tião prevê ampliação da bancada do PSL na Assembleia (Imagem da Internet)

Energisa pode ser obrigada a pagar taxa pelo uso do solo e do espaço aéreo de João Pessoa

A Energisa tanto fez que achou. Aliás, tanto deixou de fazer que achou o que tanto procurava. Deputados estaduais e vereadores de João Pessoa, ao que tudo indica, concluíram que a situação chegou a um nível insuportável. Não só para eles, mas principalmente para a população em geral que não aguenta mais conviver com apagões, cobranças indevidas e, agora, essa história de “gato plantado” pela própria empresa, denúncia de um funcionário, para prejudicar o consumidor.

Se estivéssemos num país sério, talvez essas denúncias já fossem suficientes para colocar na cadeia meio mundo de gente. Mas, como estamos no Brasil, temos que ir com calma. Com calma, mas também com determinação e sem medo. Tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Municipal, não se fala em outra coisa a não ser na criação de CPIs para investigar a qualidade dos serviços prestados pela Energisa e sua relação com os consumidores que, a cada dia, parece mais promíscua e nociva à sociedade.

O torpedo mais recente contra a empresa veio do vereador Marcus Vinicius (PSDB), que sugeriu a cobrança de taxa, pela Prefeitura de João Pessoa, pelo uso do solo e do espaço aéreo da Capital. Do solo, pelos postes colocados nas ruas. Do espaço aéreo, devido a fiação que compõe a rede distribuidora de energia. Sugestão do vereador e obrigação do Poder Público. A cobrança é prevista na lei 8.653/98, de autoria do ex-vereador Hervázio Bezerra (PSDB), hoje deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa.

Energisa pode pagar taxa sobre uso do espaço aéreo e do solo (imagem da internet)

Energisa pode pagar taxa sobre uso do espaço aéreo e do solo (imagem da internet)

Segundo Marcus Vinicius, a Prefeitura de João Pessoa pode e deve exigir o cumprimento da lei de imediato com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal que, ao julgar recurso extraordinário do municipio de Ji-Paraná, registrou ressalva do ministro Ricardo Lewandowski, mesmo tendo considerado inconstitucional cobrança semelhante.

“Se o município instituir taxa com base em uma lei específica e, efetivamente, prestar contrapartida com a fiscalização do espaço público, essa norma pode ser considerada constitucional. Desta forma, basta a prefeitura garantir a fiscalização do uso deste espaço para possibilitar a cobrança”, disse o ministro, para em seguida arrematar: “É o mínimo que estas empresas podem fazer para devolver ao Poder Público e à população pelo direito que possuem de explorar um serviço tão lucrativo”.

A cobrança da taxa, se for efetivada pela PMJP, é apenas mais um lance do cerco que vem se formando contra a Energisa, uma empresa que chegou prometendo “mundos e fundos” e agora se vê atolada em promessas não cumpridas e denúncias. A mais comum se refere à falhas na prestação de serviço, o principal produto de qualquer prestadora séria. Lamentável, mas é verdade.

Ainda há tempo para reverter o quadro.

Ex-prefeito terá que devolver R$ 316 mil aos cofres públicos, determina TCE

O Tribunal de Contas da Paraíba emitiu parecer contrário à aprovação das contas de 2010 do prefeito de Riacho dos Cavalos, Sebastião Pereira Primo, a quem impôs o débito de R$ 316.597,41 em razão de gastos fictícios, despesas pagas em duplicidade e outras não comprovadas, em parte com o INSS.

A decisão, da qual cabe recurso, ainda incluiu uma multa de R$ 31.659,74 (10% do valor dos prejuízos) e duas outras de R$ 4.150,00 (por desobediência à Lei de Responsabilidade Fiscal   – LC 101 – e aplicação insuficiente em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino). Foi relator do processo o auditor Marcos Costa.

Tiveram as contas de 2011 aprovadas os prefeitos de Nova Palmeira (José Petronilo de Araújo), São Domingos (Adeilza Soares Freires) e Bom Sucesso (Gilson Cavalcante de Oliveira). Também, as Câmaras Municipais de Matinhas, Mulungu, Duas Estradas e Maturéia.

Presidida pelo conselheiro Fábio Nogueira a sessão plenária teve as participações dos conselheiros Umberto Porto, Nominando Diniz, Arthur Cunha Lima, Fernando Catão e André Carlo Torres Pontes. Ainda, as dos auditores substitutos de conselheiros Antonio Gomes Vieira Filho, Antonio Cláudio Silva Santos, Oscar Mamede e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público esteve representado pela procuradora geral Isabella Barbosa Marinho Falcão.

TCE-PB

Prefeitura de João Pessoa encaminha à Câmara Municipal nova MP sobre o Refis

O secretário de Articulação Política da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Rodrigo Soares, protocolou na Câmara Municipal de João Pessoa, Medida Provisória que re-estabelece e confirma os prazos sobre o Refis.
Rodrigo Soares explica que o Refis “é o desconto com refinanciamento por parte da prefeitura, para que o empresariado que possui dívidas com o executivo possa equacionar a sua situação, não só o empresariado, mas o contribuinte como um todo”, explicou.
O secretário explica que a Medida Provisória tem como intuito esclarecer a dúvida a respeito da data vigente do Refis. “Como havia uma dúvida, a Procuradoria do Município e o prefeito Luciano Cartaxo acharam por bem esclarecer tudo através de uma Medida Provisória que apresentamos aqui na Câmara Municipal e não tenho dúvidas de que haverá o entendimento dos vereadores para aprovar”, disse.
Assessoria

Presidente da CCJ promete manter postura legalista, “doa em quem doer”

O deputado Janduhy Carneiro (PEN), reeleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, não tem dúvidas sobre a postura que terá durante esse segundo mandato. Em entrevista na manhã de hoje, Carneiro deixou claro que vai continuar seguidno fielmente o Regimento Interno e as Constituições estadual e federal na condução dos trabalhos da CCJ.

“Não abrirei mão um milímetro disso. Se irei agradar a uns ou desagradar a outros não me interessa. O que interessa é agir dentro da legalidade e da constitucionalidade, doa em quem doer”, afirmou Carneiro.

Janduhy foi reeleito por unanimidade presidente da CCJ. Embora pertença ao PEN, que se declara independente, o deputado vem adotando posicionamento claro de oposição ao Governo Ricardo Coutinho (PSB).