Raíssa Lacerda muda discurso e diz que Cartaxo está contornando problemas com sua base na câmara Municipal

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A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) reclamou, ameaçou e até deu “bolo” no secretário de Articulação Política, Zenedh Bezerra. Menos de 24 horas depois do espetáculo, que levou o colega Humberto Pontes a convidá-la para ingressar na bancada de Oposição, Raíssa mudou o discurso e disse que o prefeito Luciano Cartaxo está contornando os problemas em sua base de sustentação na Câmara Municipal de João Pessoa.

Por que será que a vereadora mudou de repente, se parecia tão decidida e ciente de suas posições? Depois de não comparecer à reunião convocada por Zenedh, Raíssa se desculpou alegando que tinha outro compromisso na mesma data e horário. E ainda destacou que o secretário havia “entrado no circuito” para estancar as queixas da bancada que ela mesma considerou “generalizadas”.

Será que a mudança teve a ver com a demissão de seu marido, ex-secretário adjunto da Prefeitura de João Pessoa? Suponho que não. Preciso acreditar na vereadora, que creditou sua passageira insatisfação às demissões de servidores anunciadas por Cartaxo.

Seja qual for a desculpa, não foi desta vez que Raíssa passou para a Oposição.

Prefeitura de Alhandra tem contas bloqueadas por causa de dívidas deixadas pelo ex-prefeito Marcelo Rodrigues

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A Prefeitura de Alhandra, município localizado no Litoral Sul da Paraíba, teve bloqueada a cota referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do dia 10 de janeiro, no montante de quase R$ 500 mil. O valor foi bloqueado e destinado ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), porque o ex-prefeito Marcelo Rodrigues (PMDB) não efetuou o repasse dos valores previdenciários, descontados dos contratados, comissionados e prestadores de serviço do município ainda de sua gestão.

De acordo com o atual prefeito de Alhandra, Renato Mendes (DEM), restaram aos cofres municipais a ínfima quantia de R$ 9.875,32.

Ainda de acordo com prefeito Renato, o ex-gestor do município de Alhandra faz uso de sua página pessoal em uma rede social, para postar extratos das contas da Prefeitura de Alhandra, referentes a competência de dezembro, tentando confundir a opinião pública ao afirmar que deixou nas referidas contas um saldo positivo de R$ 1,5 milhão.

Para Renato, é necessário esclarecer que o ex-prefeito deveria explicar a sociedade de Alhandra que o saldo ao qual faz menção, refere-se a um valor que encontra-se sob bloqueio judicial para pagamento de honorários advocatícios que não foram pagos em seu vencimento pelo então prefeito. Ou seja, o ex-prefeito não pagou nem aos próprios advogados e foi processado por eles.

“Portanto, os causídicos que patrocinaram a causa em favor do município de Alhandra ingressaram com ação judicial para terem seus honorários assegurados através de bloqueio judicial nas contas da Prefeitura. É sabido pois, que tais valores sob bloqueio judicial não se encontram disponíveis para nossa movimentação, consistindo, na verdade”, lamentou Renato Mendes.

Os valores que o ex-prefeito alega ter deixado no dia 30 de dezembro de 2016 foram retirados das contas da Prefeitura por agendamentos lançados no último dia útil do mês de dezembro para arcar com despesas que se aproximam de um montante superior a R$ 1 milhão.

Além disso, cheques emitidos pelo ex-prefeito foram devolvidos sem saldo em diversas contas e, até hoje, a atual gestão está tendo que enfrentar um árduo trabalho para localizar esses cheques, uma vez que a Prefeitura já está incluída no Cadastro de Cheques sem Fundos (CCF) e impossibilitada de emissão de novas folhas de cheques para cumprir pagamentos pertencentes a municipalidade.

“Como novo gestor do município de Alhandra me sinto na obrigação de trazer tais esclarecimentos para que a população compreenda a dificuldade que estamos enfrentando no início do nosso mandato”, disse Renato Mendes, atribuindo as ações do ex-gestor à não aceitação da derrota nas urnas.

Deputado peemedebista sugere “chapão” com Lira, Ricardo, Cássio e Cartaxo para 2018. E o eleitor, fica onde mesmo?

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O deputado Raniery Paulino, apesar de jovem, transformou-se num dos nomes mais respeitados da atual safra política paraibana. Não só pela atuação, mas acima de tudo pela lucidez e objetividade de seus pronunciamentos. Na mais recente crise do PMDB, Raniery mais uma vez foi peça importante para evitar o “racha” imediato do partido, que colocaria de vez em lados opostos os senadores Raimundo Lira e José Maranhão, este último presidente do diretório estadual.

Raniery entente que a única maneira de unir o PMDB é lançar candidato próprio ao Governo do Estado. Talvez nem seja, mas a proposta acabou esfriando um pouco o clima tenso registrado nos últimos dias nas ostes peemedebistas. O deputado só pecou em dois aspectos. Primeiro, ao tomar partido por Lira e “escantear” Maranhão, de quem seu pai, Roberto Paulino, foi vice-governador. Aliás, a relação entre as família Paulino e Maranhão sempre foi boa. Pelo menos até agora.

O segundo erro de Raniery foi esquecer o eleitor, que lhe deu o mandato. O deputado de Guarabira sugeriu uma pacificação política no Estado para beneficiar Raimundo Lira. Sua ideia seria juntar no mesmo saco (palanque) o próprio Lira (governador), Lucélio Cartaxo (vice-governador), Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho, ambos para o Senado. Essa chapa, de acordo com Paulino, seria imbatível e resolveria os problemas políticos e até econômicos da Paraíba.

Não precisa citar as divergências envolvendo Ricardo, Cássio e Luciano Cartaxo, prefeito de João Pessoa e irmão de Lucélio. Muito menos o desejo de Cássio, Maranhão e até Cartaxo de disputar o Governo do Estado em 2018. Bastaria lembrar ao jovem e displicente parlamentar que na Paraíba, como no resto do Brasil, para se eleger alguém tem que combinar antes com o povo. O tempo das imposições já passou.

Se eleger quem tem voto tá difícil, imagine quem não tem?

PMDB adia reunião e agenda nova data para primeiro “embate” entre Maranhão e Lira

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Por sugestão do ponderado Roberto Paulino, o PMDB adiou reunião do diretório estadual que ocorreria na próxima sexta-feira, em João Pessoa. O ex-governador sentiu que não havia clima para tratar da sucessão estadual e o “enfrentamento” entre os senadores Raimundo Lira e José Maranhão, presidente do partido, seria inevitável. Mesa visão teve a cúpula do partido ao acatar a solicitação de Paulino.

Maranhão esteve reunido com o presidente Michel Temer, na tarde desta quarta-feira. Mas, segundo sua assessoria, o tema do encontro foi administrativo. O senador teria solicitado a liberação de recursos para construção de poços artesianos e outras ações de combate à seca. Pela situação que o Estado enfrenta, é muito provável que o parlamentar peemedebista tenha reivindicado em favor dos paraibanos.

Difícil mesmo é acreditar que Maranhão, estando com o maior líder do PMDB, não tenha relatado a crise que o partido enfrenta na Paraíba. Principalmente quanto ao risco da legenda retornar aos braços do governador Ricardo Coutinho (PSB), adversário do governo Michel Temer.

Com ou sem a interferência de Temer, dificilmente Maranhão e Lira desistirão de seus objetivos. Então, o primeiro embate entre os dois é questão de tempo.

EXCLUSIVO: Saiba qual será a última cartada de Maranhão para manter PMDB longe de Ricardo Coutinho

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O senador José Maranhão prepara sua última cartada para manter o PMDB longe do governador Ricardo Coutinho (PSB). Na reunião do diretório estadual, prevista para a próxima sexta-feira, o cacique peemedebista defenderá o lançamento de candidatura própria pelo partido nas eleições de 2018 e colocará seu nome à disposição para encarar a batalha nas urnas, mesmo aos 83 anos de idade.

O ex-governador nunca escondeu o sonho de voltar ao Palácio da Redenção. Não como visitante, mas para ocupar a cadeira que hoje pertence a Ricardo Coutinho. Ele pretendia, inicialmente, deixar o anúncio para depois do carnaval, mas a ofensiva do senador Raimundo Lira em defesa de uma recomposição com Ricardo o teria forçado antecipar o processo.

Segundo um interlocutor privilegiado do presidente do PMDB, Maranhão deve convidar Lira para disputar a reeleição na chapa que pretende encabeçar.

Caso não aceite a proposta, Lira poderá também colocar seu nome à disposição do partido e bater chapa com Maranhão. Aliás, o tesoureiro e ex-presidente do PMDB, Antonio Souza, ligadíssimo a Maranhão, já sugeriu a alternativa ao parlamentar cajazeirense.

Cássio visita Câmara Municipal e discute com vereadores temas de interesse da região metropolitana da Capital

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O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Marcos Vinícius (PSDB), recebeu, na manhã desta terça-feira (17), ao lado de 14 vereadores, a visita de cortesia do senador Cássio Cunha Lima, mesmo partido, onde trataram de temas de interesse da região metropolitana da capital.

Marcos Vinícius avaliou a visita de Cássio como positiva por ajudar a construir uma ponte com o Congresso Nacional.
“Neste momento em que estamos trabalhando pela implantação do sinal digital da TV Câmara, a atuação do senador Cássio, junto à Câmara Federal, será importante para que possamos adiantar todo este processo”, defendeu.

O presidente ressaltou ainda o interesse de firmar parcerias para trazer grande debates para a Casa de Napoleão Laureano, inclusive envolvendo a reforma previdenciária.

Para a vereadora Raíssa Lacerda (PSD), a presença do senador paraibano na Casa “mostra a atenção” do líder do PSDB no senado “para com a Casa de Napoleão Laureano”.

“É com grande satisfação que recebemos a visita de um senador que possui sua atenção voltada aos temas de maior interesse da sociedade paraibana e que se coloca à disposição dos parlamentares para defender temas de interesse de João Pessoa em Brasília”, avaliou.

Em uma conversa demorada com os vereadores, Cássio tratou de temas ligados à transposição da águas do Rio São Francisco e destacou que as bombas d’água oferecidas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), poderão adiantar em 30 dias a chegada das águas da transposição a áreas do Estado que sofrem constantemente com a seca.
“João Pessoa não vem sofrendo com este problema, mas em cidades como Campina Grande a chegada destas água é urgente”.

Quanto à capital, Cássio revelou que vem atuando junto ao governo federal para facilitar a liberação de recursos para a chegada dos VLTs.

“Este é um debate que foi muito politizado, mas a verdade é que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou R$ 60 bilhões em investimentos, mas não tinha os recursos para tornar isto realidade, e não apenas João Pessoa, como muitas capitais, ficaram sem implantar os VLTs por este problema. Aquele anúncio foi uma reação às primeiras grandes manifestações nas ruas, mas infelizmente tudo não saiu do papel”, explicou.

Estiveram presentes, além dos vereadores Marcos Vinícius e Raíssa Lacerda, os parlamentares: Helena Holanda (PP), Milanês Neto (PTB), João dos Santos (PR), Eliza Virgínia (PSDB), Luís Flávio (PSDB), Chico do Sindicato (PT do B), Damásio Neto (PP), Dinho (PMN), Thiago Lucena (PMN), João Corujinha (PSDC), Lucas de Brito (PSL), Humberto Pontes (PT do B) e Pedro Coutinho (PHS).

Com Assessoria

Com a cidade tomada pelo lixo e por um “rombo” de R$ 80 milhões, prefeito de Bayeux afirma que cenário é “assustador”

Num vídeo divulgado na internet, o prefeito de Bayeux, Berg Lima, avalia como “assustador” o cenário encontrado em Bayeux. Além do lixo, sucateamento da máquina pública e uma situação caótica na Saúde, Berg revelou ter encontrado uma dívida de R$ 80 milhões da Prefeitura Municipal. Foi a primeira “parcial” divulgada com base nas informações recebidas pela equipe do novo prefeito nos primeiros quinze dias de gestão.

A situação poderia ser ainda mais trágica se o prefeito tivesse recebido todas as informações solicitadas durante o período de transição.

Veja abaixo o vídeo:

Ricardo se reúne novamente com Temer e governadores para discutir plano de segurança nacional

O governador Ricardo Coutinho (PSB) vai a Brasília para participar, nesta quarta-feira (18), de uma reunião com os 27 governadores das unidades da federação convocada pelo presidente Michel Temer. O encontro tem como objetivo a assinatura de acordos de cooperação. O presidente da República quer que os governadores se comprometam com o cumprimento do Plano Nacional de Segurança Pública.

A intenção do presidente é receber uma espécie de compromisso político dos governos estaduais para que se empenhem em uma solução para os problemas do sistema prisional brasileiro.

Nesta terça-feira (17), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reúne secretários de segurança pública estaduais para receber sugestões e finalizar os detalhes dos acordos que serão anunciados.

A solenidade de quarta-feira deve reunir também representantes dos órgãos de segurança pública estaduais que auxiliaram na elaboração do plano, além de representantes de organizações da sociedade civil ligadas à área.

Lançado no início do ano após a deflagração de uma crise no sistema prisional que já deixou mais de 100 mortos, o Plano Nacional de Segurança Pública tem como objetivo reduzir o número de homicídios, combater o tráfico transnacional de drogas e melhorar a gestão do sistema penitenciário.

Dentre as ações previstas no plano que precisam de adesão dos estados e do Distrito Federal para serem implementadas está o chamado núcleo de inteligência integrada. O governo federal necessita que os entes federados concordem com o compartilhamento de informações com os órgãos de inteligência da União sobre questões referentes, por exemplo, ao tráfico nas fronteiras.

O mapeamento dos locais de homicídios dolosos e violência contra a mulher, inicialmente a ser aplicado nas capitais e depois expandido para demais municípios das regiões metropolitanas, deve ser objeto de outro acordo a ser assinado. Outro ponto que deve ser ratificado posteriormente é a interligação dos diversos sistemas de videomonitoramento em centros integrados de controle regionais e nacional.

Entre as metas de Temer, está a construção dos cinco presídios federais anunciados por ele em sua primeira fala pública após o massacre no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde 56 presos morreram. A ideia é que as penitenciárias sejam construídas no prazo máximo de um ano.

O investimento para a construção dos presídios vai contar, ao todo, com R$ 200 milhões. O plano é construir uma unidade em cada região brasileira. Na semana passada, o presidente anunciou que uma das penitenciárias será construída no Rio Grande do Sul.

Raimundo Lira dá sequencia à estratégia de “isolar” Maranhão no PMDB e consegue apoio da família Paulino

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O senador Raimundo Lira continua firme no propósito de isolar o também senador José Maranhão dentro do PMDB. Depois de conversar com os deputados estaduais Ricardo Marcelo e Jullys Roberto, Lira recebeu apoio da família Paulino. O ex-governador Roberto Paulino e o filho Raniery Paulino, deputado estadual, visitaram o senador em Ponta de Campina, onde está veraneando, nesta segunda feira.

Foi uma visita “surpresa”, principalmente para Maranhão que tinha nos Paulino um trunfo importante para combater a estratégia de Lira e seus aliados visando entregar o partido de mão beijada ao governador Ricardo Coutinho em 2018. Das lideranças mais importantes do PMDB da Paraíba, Maranhão conta agora apenas com o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior.

Lira conseguiu aglutinar ao seu projeto político os deputados Veneziano Vital do Rego, Hugo Motta, Raniery e Roberto Paulino, e até o novato André Amaral. Preocupado com o clima tenso, o presidente do PMDB convocou reunião para o próximo dia 20, data decisiva para o futuro do partido.

Depois da reunião com Ricardo Marcelo, Lira busca agora reforçar apoio de Jullys Roberto a Ricardo Coutinho

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O senador Raimundo Lira continua firme no propósito de fortalecer o grupo do governador Ricardo Coutinho (PSB) dentro do PMDB. Depois da reunião com Ricardo Marcelo, de quem obteve o sinal verde para acelerar negociações políticas com o governador, Lira busca reforçar o apoio do deputado Jullys Roberto ao socialista na Assembleia Legislativa e também visando as eleições de 2018.

Lira agendou reunião com o filho de Márcio Roberto para esta segunda-feira. Jullys Roberto já integra a bancada governista na Assembleia Legislativa, mas não fechou questão em relação ao processo eleitoral. Após o encontro, o deputado deve se posicionar sobre o assunto.

O grupo de peemedebistas que defendem o alinhamento político ao governador Ricardo Coutinho conta ainda os deputados federais André Amaral, Veneziano Vital do Rego e Hugo Motta, além dos estaduais Nabor Wanderley e Ricardo Marcelo.