Diretório do PT se reúne no sábado para discutir eleições e Frei Anastácio admite disputa com Nadja Palitot

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O diretório estadual do PT se reúne no próximo sábado para discutir o impasse criado com o lançamento da pré-candidatura da advogada Nadja Palitot para o Governo do Estado em 2014. O deputado Frei Anastácio admitiu hoje a possibilidade de surgimento de outro nome para disputar a indicação com Nadja, incluindo o seu. “Isso ainda precisa ser debatido. É possível que surja outro nome”, adiantou.

Anastácio deixou claro que os chamados “dissidentes”, incluindo Gilcélia Figueiredo e Josenilton Feitosa, secretário municipal de João Pessoa, não estão contestando o nome de Nadja Palitot como alternativa do PT, mas sim a forma como sua pré-candidatura foi colocada, atropelando as instâncias partidárias.

“O que deve ser feito é abrir inscrições para para quem deseja ser candidato e depois escolher o nome democraticamente, respeitando as instâncias do partido. Isso não foi feito. Antes, recamavam que o deputado Luiz Couto desrespeitava o regulamento do PT e agora estão fazendo o mesmo”, reclamou Anastácio.

Imposição do nome de Nadja pelo PT agora ameaça unidade do “Blocão” no primeiro turno

Marcondes Gadelha

O PT literalmente “botou para rachar”, como diz o chavão popular, ao lançar a advogada Nadja Palitot e não abrir mão de sua candidatura ao Governo do Estado em 2014. A decisão, considerada por muitos como “de cima para baixo”, provocou os primeiros efeitos entre os próprios petistas. O grupo do deputado Frei Anastácio e de Gilcèlia Figueiredo não gostou da maneira como a pré-candidatura foi colocada e ameaça lançar outro nome para disputar com Nadja a indicação do PT.

Mas, não foi só isso. A resistência parece ter se ampliado ao “Blocão”, aliança do PT com PP e PSC. O presidente do PP, ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, ainda não se pronunciou diretamente sobre a decisão do PT, mas seu colega do PSC, o ex-senador Marcondes Gadelha, não se fez de rogado e deixou claro que não aprovou a postura dos aliados petistas.

Com o deputado federal Leonardo Gadelha, seu sobrinho, pronto para representar o partido como candidato a governador, Marcondes levantou logo a hipótese de unidade do “Blocão” apenas num eventual segundo turno. Ou seja, mantendo-se o cenário atual a aliança estaria desfeita antes mesmo de formalizada.

As queixas do PSC não seriam tanto em relação ao nome de Nadja, mas à postura “superior” adotada pelo prefeito de joão Pessoa, Luciano Cartaxo, considerado hoje a principal liderança do PT na Paraíba. Como disse o próprio Marcondes, “desse jeito é melhor cada um lançar candidato no primeiro turno e no segundo haver a união de todas as forças em torno de um só candidato”.

Com informações do Paraíba.com.br

Gilberto Carneiro vai à Brasília recorrer da decisão do STF e líder prevê votação da LOA até a próxima semana

Hervazio Bezerra

O procurador Gilberto Carneiro foi escalado para ir à Brasília recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a votação da Lei Orçamentária Anual do Governo do Estado para o exercício de 2014, concedendo liminar à  Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep). Segundo o líder do Governo, Hervázio Bezerra (PSB), a intenção é manter a peça orçamentária da forma como foi encaminhada ao Poder Legislativo.

A divergência entre as partes reside no cálculo de reajuste do orçamento da Defensoria Pública. O Governo do Estado aumentou a previsão de acordo com os R$ 60 milhões estipulados pela própria Defensoria, desconsiderando os R$ 15 milhões de uma emenda apresentada pela deputada Daniella Ribeiro (PP). O ministro Dias Tófolli, do STF, entendeu que os ajustes reivindicados pelos defensores são pertinentes e mandou o Governo do Estado fazer as devidas adequações.

“O Governo entende que os cálculos estão corretos e o procurador Gilberto Carneiro vai mostrar isso no recurso”, afirmou Bezerra.

Mesmo com a possível demora com o impasse criado, o líder governista está otimista. “Acho que nos próximos dias deveremos votar a LOA”, prevê.

Acatando sugestão de Cássio, Romero Rodrigues cria Conselho de Segurança Municipal

Atendendo apelo feito pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), O prefeito Romero Rodrigues assinou , na manhã desta terça-feira 17, na sede do Clube de Dirigentes Lojistas (CDL), um projeto visando à implantação do Conselho Municipal de Segurança Pública de Campina Grande. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (17), durante reunião com o presidente da CDL, Tito Mota, e com a presidente de Fundação CDL, Rosália Lucas.

Romero chegou na CDL acompanhado do vice-prefeito Ronaldo Filho, e disse que o plano tinha como finalidade auxiliar o Estado na implantação de medidas que assegurem a segurança. “Constitucionalmente o dever da Segurança é do governo mas a PMCG deve e vai ajudar suplementando com a Guarda Municipal e ações como iluminação pública e geração de emprego e renda, já que a violência começa no problema social” relatou.

O mesmo pleito havia sido apresentado por Romero quando vereador, já preocupado com a questão da segurança da população, em 2004. Agora, na condição de prefeito, faz a reformulação necessária no projeto, que será encaminhado para apreciação dos vereadores, possivelmente ainda esta semana, e a conseqüente instalação do Conselho, que contará com a participação de representantes dos poderes públicos e de diversos segmentos da sociedade.

Tendo em vista a gravidade do tema, o prefeito já comunicou que vai solicitar a devida urgência ao Poder Legislativo, visando à aprovação do projeto com a maior antecedência possível. Ele pretende estabelecer o debate com os setores envolvidos a partir da próxima semana. Embora reconhecendo que, de acordo com o artigo 144 da Constituição Federal, segurança pública é direito de todos os cidadãos e dever do Estado, o prefeito afirmou que o Município buscará contribuir, no que for possível e na abrangência das suas competências. “Vamos fazer a nossa parte”, assegurou.

“Estamos procurando fazer em Campina Grande o que está ao nosso alcance, desde a melhoria na iluminação pública, implementação de políticas públicas na área social, implantação de áreas de lazer, além de investimentos visando à geração de emprego e renda”, ressaltou o prefeito. No último final de semana o senador Cássio Cunha Lima lamentou o crescimento da violência na cidade e disse que o governo precisa adotar medidas mais enérgicas.

“É preciso medidas urgentes, enérgicas e rápidas. Não podemos continuar aceitando, por exemplo, a continuidade desses crimes patrimoniais que existem na cidade. É preciso uma ação rápida. Não adianta ficar só falando que o índice de homicídios no estado diminuiu. Vivemos um clima a insegurança em Campina”, desabafou.

O senador disse ainda que solicitou mais policiais militares ao governo do estado, mas não foi atendido totalmente. “Um contingente de 200 novos policiais foram incorporados, no entanto só 18 foram enviados para Campina Grande”, afirmou. Ele disse que reconhece as falhas no “quesito segurança”, mas acrescentou que o governo federal também investe muito pouco na segurança do cidadão.

“São investidos apenas 13%. O governo Federal lava as mãos para o problema e se distancia da realidade”, desabafou.

Cássio defendeu urgentemente a criação do “Conselho Municipal de Segurança” em Campina Grande. “Eu defendo imediatamente que o prefeito Romero Rodrigues crie o Conselho Municipal de Segurança. Esse conselho teria representantes de todas as entidades públicas e privadas para, no mesmo espaço, se discutir e encontrar soluções para o problema que vivemos hoje em Campina Grande. Isso tem que ser criado urgente. É uma proposta importante”.

Com PBAgora

Deputados aprovam PCCR dos servidores da Assembleia Legislativa e outras 41 matérias

Em dia de sessão ordinária bastante movimentada, os deputados estaduais aprovaram, nesta terça-feira (17), 42 matérias que compunham a Ordem do Dia. Entre elas, a reestruturação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores efetivos da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e a criação de Comissão Extraordinária para tratar a política de combate ao crack. Ao todo, foram 12 projetos de Lei Ordinária (PLO), um projeto de Resolução e 29 requerimentos aprovados.

Logo no início da votação, os deputados aprovaram, por unanimidade, o projeto de Lei 1.841/2013, de autoria da Mesa Diretora da ALPB, sobre a reestruturação do PCCR da Casa de Epitácio Pessoa. A matéria promove a estruturação e a benefícios salariais escalonados para as carreiras de consultor legislativo, assessor técnico legislativo, assistente legislativo, procurador e auditor de controle interno, dentro de suas respectivas categorias.

Na oportunidade, o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), Janduhy Carneiro (PTN), e o vice-presidente da Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária, Frei Anastácio (PT), deram parecer oral pela constitucionalidade e admissibilidade da matéria. O presidente da Comissão de Administração, Serviço Público e Segurança, João Gonçalves (PSD), também votou pela legalidade da matéria. Em seguida, os parlamentares aprovaram o PLO 1.749/2013, do deputado Vital Costa (PP), que autoriza o Estado a oferecer assistência jurídica integral e gratuita aos servidores públicos integrantes da área de segurança e defesas social que, no exercício de suas funções se envolvam em casos que demandem tutela jurídica, seja judicial ou extrajudicial.

Também foram aprovadas duas homenagens. A primeira (1.750/2013), de autoria da deputada Gilma Germano (PPS), denominando de jornalista José Itamar da Rocha Cândido (in memorian), a Escola Técnica estadual de nível médio, localizada no município de Cuité, terra natal do homenageado. Já a segunda (1.755/2013), de Ivaldo Moraes (PMDB), denomina de sargento Cosmo Badú de Souza a Cadeia Pública do município de Alagoa Nova. Combate ao uso do Crack

Ainda durante a sessão foi aprovado o projeto de Resolução 112/2013, do deputado Janduhy Carneiro (PTN), que cria a Comissão Extraordinária para formulação de Políticas Públicas voltadas a prevenção e combate ao uso do Crack, no âmbito da Assembleia Legislativa da Paraíba. De acordo com o autor da propositura, compete a Comissão discutir políticas públicas voltadas à prevenção e combate ao uso do crack; promover fóruns e elaboração de proposições; requerer audiências públicas; convocar secretários e autoridades e apreciar projetos e programas que visem à prevenção e combate ao uso do crack. Projetos do Governo

Constavam também na Ordem do Dia dois projetos de Lei de autoria do Poder Executivo. Ambos determinamlimites na abertura de créditos suplementares. O primeiro (1.359/2013) terminou rejeitado em plenário. Mas, o segundo (1.706/2013) foi aprovado por unanimidade. Este último autoriza o Poder Executivo a elevar de 5% para 10% o limite de abertura de créditos suplementares. O objetivo é a readequação em trechos da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2013 e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2014. “[O projeto] atende aos interesses dos três poderes, do Ministério Público e do Tribunal de Contas”, diz o texto.

Requerimento polêmico

Ainda durante a sessão ordinária, o líder do governo, deputado Hervázio Bezerra (PSB), apresentou requerimento solicitando a inclusão na Ordem do Dia, em caráter de urgência urgentíssima, dos projetos de Lei 1.797 e 1.824/2013 e quatro mensagens de autoria do Executivo, que tratam de matérias, ainda em tramitação nas comissões da Casa de Epitácio Pessoa, referentes a medidas de organização do transporte alternativo, do projeto Gol de Placa, do sistema de inteligência da polícia e da remissão de débitos de multas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos automotores (IPVA). O pedido gerou um debate intenso que incluiu vários parlamentares. Entre eles, o líder da oposição, Anísio Maia (PT), e os deputados Ivaldo Moraes (PMDB), Raniery Paulino (PMDB) e Bado Venâncio (PEN). “Como vamos votar uma matéria de forma irresponsável se sequer temos uma cópia desses projetos”, alegou Bado.

Hervázio Bezerra alegou que, por força do Regimento Interno da ALPB, por se tratar de um requerimento de caráter de urgência urgentíssima, a Mesa Diretora teria que ter colocado as matérias para votação. O presidente da CCJ, Janduhy Carneiro contra-argumentou alegando os projetos e mensagens citados não foram implantadas desta forma, inclusive, afirmou que a deputada Olenka Maranhão teria pedido vista em uma dos projetos. “Se quiserem atropelar o regimento, esta norma não vai mais servir para organizar o tramite das matérias, no tocante aos prazos”, alegou.

O deputado Raniery Paulino (PMDB) afirmou que o presidente da ALPB, Ricardo Marcelo (PEN), esteve reunido com representantes de diversas categorias beneficiadas pelas matérias elencadas por Hervázio Bezerra, entre elas, a dos transportes alternativos. “Amanhã ainda teremos votação na Casa, inclusive, muitos desses projetos que Hervázio pede urgência urgentíssima, foram frutos de acordo com as categorias, e elas entrarão em votação após os cinco dias necessários para sua tramitação”, disse. Por decisão da Mesa Diretora, o requerimento do deputado Hervázio Bezerra não entrou em votação na sessão ordinária desta terça-feira.

FARRA DAS NOMEAÇÕES: Chica Motta gasta quase R$ 6 milhões e dobra número de comissionados em dez meses

Quando assumiu o mandato, em janeiro, a prefeita Chica Motta (PMDB) encontrou apenas 189 comissionados na folha de pagamento. Um número considerável para uma prefeitura do porte de Patos, que já consumia nada menos que R$ 358.346,42 das receitas municipais. Mas, a prefeita achou pouco e danou-se a contratar, elevando esse número em outubro para 348, quase o dobro do que herdou do ex-genro e antecessor, Nabor Wanderley, em apenas dez meses de gestão. O custo desses apadrinhados também subiu quase cem por cento, chegando a R$ 647.047,44 em outubro passado.

Os dados estão no Sagres do Tribunal de Contas do Estado e mostram que a atual gestora é mesmo afeita à contratações. Logo nos primeiros meses de governo, Chica Motta foi obrigada a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público se comprometendo a exonerar centenas de prestadores de serviços contratados por ela e por Nabor Wanderley, irregularmente. Agora, o problema é com os comissionados.

Chica Mota.jpb

Em fevereiro, o número de comissionados já havia subido de 189 para 313, como mostram os extratos do Sagres do TCE, e os gastos passaram de R$ 358.346,42 para R$ 530.889,74. Nos meses seguintes, as contratações e, logicamente, a conta paga pelo erário continuaram a se expandir. Em março, já eram 321 servidores ao custo de R$ 546.321,16.

Em setembro, a prefeita acresceu mais 28 servidores à relação de comissionados, elevando o total para 349 e os gastos para R$ 664.451,84. No mês seguinte, talvez Chica Motta tenha sido alertado por sua assessoria sobre os excessos. Tanto que ela até diminuiu o número de comissionados para 348, reduzindo também os custos para R$ 647.067,44.

Mesmo assim, nos dez primeiros meses da atual administração a Prefeitura de Patos consumiu quase R$ 6 milhões somente com os comissionados. No mesmo período, foram nomeados mais 159 servidores sem concurso, fora os prestadores de serviço ou contratados por excepcional interesse público. Uma média de quase 16 contratações por mês.

Em contrapartida, desde o ano passado que a cidade de Patos sobre com os efeitos da seca, que dizimou rebanhos e comprometeu a renda de pequenos trabalhadores rurais e comerciantes. Uma situação inversa à gestão da atual prefeita que, enquanto deputada, sempre condenou a contratação de servidores sem concurso público.

No Sagres, não consta ainda o balancete do mês de novembro da Prefeitura Municipal de Patos.

Veja, abaixo, cópias das informações do TCE:

 

Tabela de janeiro

 

 

Tabela de fevereiro

 

 

Tabela de setembro

 

 

Tabela de outubro

LOA de 2014 é aprovada com 399 emendas na Comissão de Orçamento e está pronta para ser votada em plenário

A Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou nesta segunda-feira (16), em reunião ordinária, o relatório final do Projeto de Lei Orçamentária Anual do Governo do Estado. O projeto finalizou com 399 emendas e agora segue para votação no plenário.

Segundo o relator do projeto, deputado Caio Roberto, as emendas são divididas entre as de remanejamento e as de apropriação, que são as emendas individuais de R$ 3 milhões que cada parlamentar teve direito. Caio também ressaltou o trabalho de relatar um projeto deste porte. “Apesar de estar no meu primeiro mandato, pude contribuir muito na relatoria deste projeto. Agradeço aos deputados desta Comissão pela confiança e aos técnicos desta Casa pelo auxílio”, definiu.

Já o presidente da Comissão, deputado Ranieri Paulino (PMDB), o projeto foi amplamente discutido, com análise técnica e democratizando os espaços através da audiência pública. Além disso, o parlamentar destacou o diálogo que os deputados têm mantido com a sociedade.

O deputado Hervázio Bezerra, líder do governo na ALPB, ressaltou que vai trabalhar para que as emendas de remanejamento não sejam aprovadas em plenário e que a LOA 2014 seja aprovada com os investimentos previstos na área de Comunicação e construção de estradas.

A reunião da Comissão do Orçamento contou com a presença dos deputados Ranieri Paulino, Caio Roberto, Hervázio Bezerra, Toinho do Sopão (PEN), Frei Anastácio (PT), Lindolfo Pires (Democratas) e Jutay Meneses (PRB).

Liminar - Apesar do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido pela suspensão da votação da LOA 2014, a ALPB mantém normalmente a tramitação do projeto porque ainda não foi comunicada oficialmente da decisão. A liminar pede que o Governo do Estado promova os ajustes necessários para atender ao pleito da Defensoria Pública do Estado, de manter o orçamento aprovado pelo Conselho Superior da Defensoria Pública

LOA 2014 - Na peça elaborada pelo Governo, a Paraíba terá o orçamento no valor de R$ 10,7 bilhões, onde R$ 10,068 bilhões se destinam ao orçamento fiscal e seguridade social e R$ 632 milhões para o investimento das empresas. Está prevista ainda a destinação de R$ 123 milhões (1,5% da receita corrente líquida do Estado) para emendas parlamentares. Sobre o reajuste dos duodécimos dos poderes e órgãos, a peça orçamentária estabelece reajuste de 6,7%.

Serão destinados para as Secretarias da Juventude, Esporte e Lazer (R$ 8.122.040), Mulher e Diversidade Humana (R$ 2.133.000), da Receita (R$ 213.755.000), Interiorização da Ação do Governo (R$ 1.953.000), Finanças (R$ 2.316.000), Turismo e do Desenvolvimento Econômico (R$ 31.284.247), Educação (R$ 1.514.909.434), Agropecuária e da Pesca (R$ 28.815.000) e Cultura (R$ 3.443.000).

Já as de Administração Penitenciária (R$ 123.898.809), Saúde (R$ 1.045.907.413), Segurança e da Defesa Social (R$ 199.376.142), Desenvolvimento Humano (R$ 142.622.948), Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia (R$ 350.640.527), Comunicação Institucional (R$ 50.626.000), Planejamento e Gestão (R$ 17.379.106) e Infraestrutura (R$ 55.702.142).

Assessoria

 

 

Vereador encaminha a Cartaxo proposta para resolver revogação do IPTU Progressivo

Diante do impasse envolvendo a matéria que versa sobre o pagamento proporcional do IPTU, e por não ter recebido nenhuma confirmação da audiência solicitada com o prefeito da capital paraibana, Luciano Cartaxo (PT), o vereador Raoni Mendes (PDT), resolveu enviar para o executivo uma proposta para a manutenção do benefício à população da capital.

“A esfera para julgar a constitucionalidade da lei foi a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e ela aprovou o texto, de maneira unânime. Depois da sanção, se a prefeitura queria contestar, deveria ter dado entrada em uma ação direta de inconstitucionalidade na Justiça. Da forma como a revogação foi conduzida, sem diálogo, estou me sentindo vilipendiado. Quero conversar com o prefeito sobre isso e verificar se esse entendimento é o dele”, ponderou o vereador campeão de votos no último pleito.

O vereador considera estéril o debate que desponta a respeito de vício de iniciativa em Lei que compunha o ordenamento jurídico municipal há quase dois anos e destaca o fato de apresentar-se para a população, como superior, o mérito da legislação.

Para resolver o imbróglio, Raoni resolveu apresentar a seguinte proposta: “seguindo os princípios de iniciativa colocados pela PMJP, sugiro que seja abonado dos valores pecuniários os descontos da ordem de 20% (vinte por cento) para cada um dos melhoramentos que não estiverem presentes na área do imóvel.

Para isso, basta usar como base a atual planta genérica do município e cruzar seus dados com o geoprocessamento disponível na Secretaria de Planejamento de João Pessoa. Essa medida solucionaria, por completo, a necessidade da população pelo IPTU Proporcional, um forte e vigoroso instrumento de Justiça Social e Tributária”, defendeu.

Com PBAgora

TCE manda Prefeituras paraibanas suspenderem pagamentos à União Brasileira de Municípios

Conselheiro andre torres 1

O Diário Eletrônico do Tribunal de Contas da Paraíba, edição desta terça-feira (17) vai publicar determinação da Corte a 132 prefeitos para a suspensão de pagamentos à União Brasileira de Apoio aos Municípios (Ubam), em razão de denúncias quanto à irregularidade desses dispêndios. De janeiro a outubro deste ano, essas Prefeituras já pagaram à Ubam R$ 349.044,16 para um total empenhado de R$ 361.891,05.

A medida foi tomada, cautelarmente, na última sessão plenária do TCE, conforme voto do ouvidor André Carlo Torres Pontes, relator do processo que apura a denúncia formulada, entre outras, pela Prefeitura de Amparo. Elas dão conta de pagamentos arbitrados, irregular e inconstitucionalmente, pela Ubam.

Em seu voto, o relator André Carlo cita parecer no qual a Auditoria do TCE trata da impossibilidade de os cofres municipais custearem as contribuições devidas pelos prefeitos (que são pessoas físicas) porquanto a Ubam, pelas disposições estatutárias, não constitui associação de municípios (pessoas jurídicas de direito público interno).

Tão logo sejam citados, a Ubam e os prefeitos disporão do prazo de 15 dias para apresentação da defesa, ou restituição das quantias a todos impugnadas. O Diário Eletrônico pode ser consultado no Portal do TCE: www.tce.pb.gov.br

Ascom TCE/PB

Juíza manda afastar procurador federal pernambucano que exerce mandato de vereador na Paraíba

Uma decisão da juíza federal Lana Lígia Galati, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou o afastamento do Procurador Federal Daniel Carneiro de Albuquerque Santana, lotado atualmente na cidade de Serra Talhada, em Pernambuco, e que também exerce o cargo de vereador e presidente da Câmara Municipal da cidade de Riacho de Santo Antônio, no Cariri Paraibano.

De acordo com a decisão da magistrada, Dr. Daniel, como é popularmente conhecido o Procurador Federal, não pode cumular o cargo de procurador com o de vereador. Diz a magistrada, em sua decisão que tal situação vai de encontro com o que dispõe o Decreto lei nº 201, de 1967, que prevê sobre a possibilidade do Poder Legislativo promover o afastamento do mandato de vereador, quando este fixar residência fora do município para o qual foi eleito. Para tentar manter-se no cargo de procurador e não perder o mandato de vereador, Dr. Daniel entrou com um pedido na justiça reivindicando o seu provisório afastamento da Procuradoria, o que foi negado pela justiça quando o parlamentar não estiver na presidência da Câmara.

A juíza Lana Lígia Galati destacou ainda o disposto no art. 6º da Lei 11.890/2008 que aos titulares dos cargos de Procuradores Federais “aplica-se o regime de dedicação exclusiva, com o impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada, potencialmente causadora de conflito de interesses, ressalvado o exercício do magistério, havendo compatibilidade de horários”, alegando que embora haja compatibilidade de horários entre o cargo efetivo e o eletivo, no presente caso há incompatibilidade funcional. Por fim, por vislumbrar os requisitos necessários, a juíza deferiu o pedido de liminar determinando à autoridade coatora que conceda o afastamento de Dr. Daniel da Procuradoria Federal independente do exercício do cargo de presidente da Câmara Municipal de Riacho de Santo Antônio, nos termos do art. 94, III, b, da Lei nº 8.112/90 e art. 38, III, da Constituição Federal.

Após o afastamento de Dr. Daniel da presidência da Câmara, houve uma manobra de um grupo de vereadores para escolher o vereador Severino Antônio do Nascimento, popularmente conhecido como Zé Antônio, como novo presidente daquele poder. De acordo com parlamentares da oposição a escolha de Zé Antônio será questionada na justiça, uma vez que o regimento interno da Casa prevê a realização de novas eleições quando da vacância do cargo de presidente.

Decisão do TRF