A HISTÓRIA SE REPETE: Prefeito sente “pressão das bases” para Cássio disputar Governo do Estado em 2018

Imagem da Internet

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O rompimento político do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) com o governador Ricardo Coutinho (PSB) demorou a ser oficializado, embora representantes das duas lideranças políticas já tratassem a relação como “caso perdido” entre o final de 2013 e o primeiro semestre de 2014, ano das eleições. Foram aliados de primeira hora como o prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano, que “comandaram” o processo de afastamento, reclamando do tratamento que recebiam do Palácio da Redenção.

Cássio assimilou o recado e, por pouco, não superou Ricardo nas urnas, vencendo no primeiro e perdendo no segundo turno. Aliás, foi o governador, montado numa mega estrutura de reeleição, quem desbancou o favoritismo do tucano nas pesquisas. Na quela época, Cássio ignorou o poderio do desacreditado e dividido PMDB. E deu no que todo mundo já sabe.

Três anos depois, a história se repete. Agora adversários ferrenhos do governador, cassistas de primeira grandeza empunham a bandeira do tucano, defendendo sua candidatura. O mesmo Zenóbio, repete o refrão de 2013, revelando “pressão das bases” por sua candidatura ao Governo do Estado. Diferente das eleições de 2014, o PSDB conta hoje com dois fatores importantes a seu favor: Ricardo não disputará reeleição e o PMDB, ao que tudo indica, continuará na Oposição. Sem contar que o governador não tem ainda nome escolhido para tentar sucedê-lo.

A oferta é atrativa. Na pior das hipóteses, deve ser avaliada com carinho. Mas, não é única. Cássio tem hoje uma imagem nacional. Deixou de ser uma liderança local. Como senador, líder do PSDB, tem acesso fácil à todas as fontes de poder em Brasília. Além disso, é cotado para presidir o partido, com apoio de Aécio Neves, e tem proximidade com o Planalto da “era Temer”. Não seria fácil abrir mão de tudo isso para se arriscar num processo eleitoral desgastante e imprevisível, mesmo que atraente. Muito mais cômodo, seria tentar a reeleição.

Bem mais maduro que em 2014, Cássio joga com o tempo. Prefere aguardar os fatos, alimentando inclusive a possibilidade de outro nome concorrer à sucessão estadual, desde que represente a unidade das oposições. O senador deve retardar sua decisão até o ano que vem, quando teremos um quadro político e econômico mais claro do Brasil e da Paraíba. Além, é claro, de ouvir a voz rouca das pesquisas.

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