A mão que afaga é a mesma que apedreja

O destino é mesmo irônico, muitas vezes. O ex-senador Wilson Santiago teve a “honra” de iniciar e comandar a insubordinação dentro do PMDB, quando aliou-se aos deputados Manoel Júnior e Gervasio Maia para destronar José Maranhão. Mesmo tendo sido o ex-governador um dos principais responsáveis por sua eleição para o Senado em 2010.

Até aí, tudo bem. Poucos são os políticos afeitos à gratidão, um sentimento nobre que quase sempre se confronta com as nuances do poder. Maranhão soube conviver com a situação, mais uma vez. Teve que engolir seco o oportunismo do aliado porque precisava fechar o acordo que o levará novamente à presidência do partido.

Com a anuência da executiva nacional, a paz foi restaurada e todos aceitaram ter o ex-governador novamente como dirigente máximo do PMDB na Paraíba. Todos, menos Gervasio Maia. A ironia do destino veio logo a seguir. A atual direção estadual designou  uma liderança do partido para tentar convencer Gervasinho a se acomodar. E advinha quem foi o escolhido? Wilson Santiago.

Pois é, justamente o aliado que transformou-se em algoz tem agora a missão de pacificar o PMDB, ao contrário do que fazia dias atrás, quando ainda não havia conseguido espaço no partido para se candidatar ao Senado novamente, nas eleições de 2014. A vida tem dessas coisas.

 

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