Os deputados estaduais Francisco de Assis Quintans, Lindolfo Pires e Domiciano Cabral, todos do DEM, desistiram de se transferir de “mala e cuia” para o PSDB, do senador Cássio Cunha Lima, por um bom motivo. Aliás, um ótimo motivo. O principal temor dos parlamentares eram as futuras coligações no campo proporcional, uma ameaça à renovação de seus mandatos.
Diante disso, o ex-senador Efraim Morais, presidente do diretório estadual, não titubeou e delegou aos deputados a missão de escolher com quem querem se coligar. Além de facilitar a reeleição dos integrantes de sua bancada, o dirigente do DEM ainda abriu “brecha” para uma possível mudança de planos também no campo majoritário.
Os demistas ocupam espaços no governo e apoiam, até agora, a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). Mas, querem espaço na chapa majoritária. O ideal seria a vaga de candidato ao Senado, para Efraim. O possível, seria a vice, também para o ex-senador.
Como se pode ver, o acordo entre cúpula e bancada agradou aos dois lados. E calou o bico dos tucanos.

