A deputada Gilma Germano, o vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, e os vereadores Marco Antonio Queiroga, Djanilson da Fonseca e Bruno Farias aguardam apenas a palavra final do presidente nacional do recém criado MD, Roberto Freire, para comandarem uma verdadeira debandada do antigo PPS. Todos contestam a decisão anunciada pela vice-presidente nacional, Telma Ribeiro, de entregar a direção do partido na Paraíba à jornalista Lídia Moura.
Mesmo com tendências divergentes, – Gilma é aliada do governador Ricardo Coutinho (PSB) e Nonato e os vereadores integram o grupo do prefeito Luciano Cartaxo (PT) – todos concordam que a presidência do diretório estadual deve ficar com quem tem representatividade político-eleitoral. Ou seja, com quem tem votos.
Segundo Marco Antonio, a bancada municipal do antigo PPS já conversou sobre o assunto e concluiu que tomará uma decisão conjunta, caso Lídia seja mantida. “Aguardamos a posição do presidente Roberto Freire. Dependendo disso, vamos procurar outro partido”, avisou.
Em visita à Paraíba, esta semana, Telma Ribeiro chegou a ameaçar desfazer a fusão entre PMN e PPS, caso não mantivesse o controle do diretório da Paraíba e de outros Estados, na divisão acertada com o partido de Roberto Freire, a quem cabe agora “descascar de vez esse abacaxi”.

