Após protestos de produtores rurais e amantes do esporte pelas ruais centrais de João Pessoa, a Assembleia Legislativa da Paraíba decidiu criar a Frente Parlamentar em Defesa da Vaquejada. Deputados irão à Brasília, no próximo dia 25, participar de um protesto nacional e pedir à bancada federal paraibana para se posicionar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou inconstitucional a vaquejada.
A Frente Parlamentar foi sugerida pelo deputado João Gonçalves (PDT) e obteve apoio de todos presentes à audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa, por solicitação de Raniery Paulino (PMDB). Gonçalves, a exemplo dos demais colegas, considerou a decisão do STF um ato de discriminação contra o Nordeste. “Vamos lutar até o fim contra mais essa discriminação. Estamos com os vaqueiros, com a vaquejada e com aqueles que dependem do esporte”, afirmou Gonçalves.
O deputado Arthur Cunha Lima (PSL) disse que os ministros do Supremo não conhecem nem procuraram informações sobre o significado da vaquejada para os nordestinos e acabaram prejudicando milhares de famílias que dependem dessa atividade no Nordeste. “Quero saber se um boi que vive morrendo de fome, diante de uma seca sem piedade, é melhor tratado do que o que vive em vaquejada”, comparou Cunha Lima.
Diretor de Planejamento da Associação Nacional dos Vaqueiros, o jovem produtor rural Leon Freire, lembrou que a vaquejada é uma atividade que movimenta mais a economia paraibana que o futebol, principal esporte dos brasileiros e nordestinos. Leon também protestou contra a forma como os ministros trataram os vaqueiros, aos justificarem sua decisão. “Quero dizer a esses ministros equivocados que não somos criminosos. Somos vaqueiros, temos famílias que dependem da vaquejada”, sustentou.
A audiência pública lotou galerias e o plenário da Casa.

