Os deputados estaduais adiaram a votação de projetos que favorecem os defensores públicos e os policiais militares. A Mesa Diretora alega que a aprovação acarreta em aumento de despesas e se configura em conduta vedada durante o período eleitoral. Os defensores querem aumento de 25% e a reincorporação de policiais, previsto na PEC 31, também geraria acréscimo de gastos com pessoal.
A Mesa Diretora seguiu entendimento da Procuradoria Geral da Casa que, em parecer, recomendou o adiamento. O presidente em exercício dos trabalhos, deputado João Henrique (DEM), que seria um dos beneficiados com a PEC 31, explicou que todos os parlamentares querem votar, mas a matéria teria que ser promulgada pela Mesa Diretora e seus integrantes poderiam se tornar inelegíveis caso assinassem a proposta.
A gritaria foi geral. Defensores públicos e policiais militares e civis, que lotaram as galerias, ficaram revoltados. Alguns deputados, talvez buscando votos, endossaram o discurso das duas categorias cobrando a votação das matérias. Uma comissão chegou a ir à Presidência da Casa tentar reverter a decisão.
Mais detalhes em instantes.

