Mais de uma década após sua privatização, a Saelpa voltou ao imginário dos paraibanos de forma positiva, diferente da fama que ostentava quando foi vendida em leilão ao grupo Cataguazes-Leopoldina, em 30 de novembro de 2000. Essa mudança de conceito ocorreu graças aos péssimos serviços prestados por sua substituta, a Energisa, empresa que tem priorizado o lucro excessivo, deixando a preocupação com o conumidor em último plano.
Alvo de diversas denúncias, que atingem a qualidade do serviço prestado e incluem até fraudes, a Energisa conseguiu o feito inusitado de fazer os paraibanos sentirem saudades da Saelpa. Hoje, a empresa foi alvo de sessão conjunta da Câmara Municipal de João Pessoa com a Assembleia Legislativa. Saiu ainda mais acuada do debate com deputados, vereadores, autoridades e representantes dos consumidores, ao tentar esclarecer denúncia de um ex-funcionário de que era obrigado a implantar “gatos” para prejudicar os consumidores.
Não esclareceu e ainda foi alvo de novas denúncias, mesmo com o discurso bonito e atraente de seus representantes. Além de reafirmar suas acusações, o ex-funcionário Sidney Sandrinni revelou que está sendo vítima de assédio moral pela empresa para rever as declarações. Outros quatro funcionários pediram proteção para denunciar a empresa.
Mais uma vez, a Energisa saiu chamuscada pela alta voltagem do caso. Com a discussão, conseguiu apenas deixar mais irritados os que defendem medidas enérgicas para resolver os problemas existentes no setor. Como disse um dos participantes da sessão na Câmara Municipal, “no tempo da Saelpa as reclamações eram sobre apagões e contas elevadas, mas agora estamos falando e tratando de denúncias de fraudes por parte da Energisa, que antes eram creditadas aos próprios consumidores”.
De fato, sempre ouvi falar dos famosos “gatos” como artifícios dos consumidores para reduzir o gasto com energia elétrica. Agora, vemos que a Energisa também gosta de passar “gato por lebre”. Uma pena para uma empresa que chegou à Paraíba inspirando energia positiva para os consumidores. E,hoje, não passa de uma chama quase apagada.

