Se antes já havia suspeita quanto à legalidade do projeto de fiscalização eletrônica implantado “à toque de caixa” pela Prefeitura de João Pessoa, a bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PT) fez com que as desconfianças triplicassem na manhã de hoje, rejeitando requerimento dos vereadores Lucas de Brito (DEM) e Raoni Mendes (PDT). Os oposicionistas pediram informações à Prefeitura de João Pessoa sobre a implantação das “lombadas eletrônicas”, instrumentos indispensáveis ao gestor disposto a estimular a chamada “indústria da multa”.
E olha que eram informações simples, como o valor gasto com o projeto e cópia do processo de licitação que resultou na contratação da empresa vencedora. Mesmo assim, o requerimento foi derrotado por doze votos a quatro.
Ninguém, além do prefeito e sua bancada, entendeu o “entusiasmo” registrado em plenário para derrubar o pedido de informações. Se não há nada de errado, nem precisaria requerimento. A própria Prefeitura deveria entregar as informações à ainda minúscula bancada de oposição. Até porque, de tão inexpressivo numericamente, o grupo oposicionista dificilmente conseguiria aprovar qualquer medida contra a gestão municipal, como uma CPI para investigar supostas irregularidades, por exemplo.
Mas, com certeza, o prefeito Cartaxo deve ter uma boa explicação para tudo isso.

