Bancada de Cartaxo e Oposição deflagram nova batalha pela presidência e relatoria da CPI da Lagoa

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Dias atrás, o blog antecipou que a bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) mudaria de estratégia ao constatar que a CPI da Lagoa seria instalada. Pois bem, essa mudança foi confirmada nesta terça-feira, quando o presidente da Câmara Municipal, Durval Ferreira (PP) mandou avisar que instalaria até o final do dia a Comissão Parlamentar de Inquérito, cumprindo decisão do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Marcos Sales.

Ao tomarem conhecimento da decisão, certamente em primeiríssima mão, os vereadores aliados de Cartaxo traçaram nova estratégia na tentativa de melhorar a situação do chefe. Primeiro partiram para a retaliação, pedindo informações sobre a concessão de licenças ambientais para execução das obras do Trevo das Mangabeiras e do Viaduto do Geisel, executadas pelo Governo do Estado.

Uma postura temerária porque, em relação a obras executadas e inauguradas, o eleitor geralmente rechaça os contrários. É o caso do Trevo das Mangabeiras, que melhorou o tráfego na região sul. Isso, até os adversários do governador Ricardo Coutinho (PSB) reconhecem. No segundo caso, é no mínimo estranho que, somente agora, quando o viaduto do Conjunto Ernesto Geisel caminha para conclusão, os vereadores se interessem por documentos que precedem a obra. Ora, para iniciar qualquer obra é necessário obtenção de licença ambiental, entre outras documentações.

Mas, isso é o de menos. A maior preocupação do atual prefeito e seus aliados parece ser mesmo a investigação sobre o suposto desvio de R$ 10 milhões nas obras da Lagoa, apontado pela CGU. Depois de tentar, sem sucesso, brecar a instalação da CPI, a bancada de Situação quer agora garantir a presidência e a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito. Será outra batalha porque, é praxe no Legislativo, o sugestor de uma CPI ocupar a presidência e, dificilmente, o vereador Raoni Mendes (DEM) abdicará do posto.

Na pior das hipóteses, a Oposição pode abrir mão da presidência para ficar com a relatoria. Ou vice-versa.

É provável, portanto, uma nova batalha entre os dois grupos. Mas, uma coisa é certa: a estratégia de Cartaxo para barrar as investigações foi por água abaixo.

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