A sabedoria popular ensina que onde há fumaça, há fogo. E o “fumaceiro” na Câmara Municipal indica que o foco maior – ou um dos maiores – da insatisfação da bancada aliada com a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PT) estaria situado em sua Chefia de Gabinete.
O cargo é ocupado pelo petista Zenedh Bezerra, assessor de Cartaxo desde quando ele era vereador. Por ironia do destino, o ex-funcionário da Câmara Municipal é acusado por vereadores ligados ao Paço Municipal de “engavetar” reivindicações e pedidos que deveriam ser despachados com o prefeito.
Embora nem todos exibam publicamente a insatisfação e suas causas, a maioria dos 23 integrantes da bancada de situação tem queixas de algum secretário. E a maior parte desses cita o chefe de gabinete entre os que estariam dificultando o andamento de suas demandas.
A situação já foi levada ao próprio prefeito. Escalado para tentar impedir que as chamas se alastrem, o líder da bancada, Bira Pereira (PT), fez uma espécie de mapeamento dos problemas, consultou os colegas e concluiu que a solução está nas mãos de Cartaxo. “Tudo depende de vontade política”, sentenciou Bira.
Vontade política Cartaxo tem de sobra. Já deu provas disso. Resta saber se ele está disposto a colocá-la em prática, nesse caso, onde são necessárias medidas administrativas de impacto do tipo “cortar na própria carne” para estancar a “sangria”.
O prefeito não confirmou, mas uma fonte revelou que a reforma no secretariado deve ser anunciada até o final do mês.
Até lá, o jeito é caprichar no lexotan.

