O deputado federal Benjamin Maranhão esperneia, briga, critica, lamenta, mas seu destino político parece, a cada dia, mais definido por seus colegas peemedebistas. Apesar de ter o tio, José Maranhão, na presidência do PMDB, Benjamin sente que seu “império partidário” chegou ao fim e que hoje depende dos outros para disputar a reeleição. Pior que isso, depende do sacrifício do próprio Maranhão para salvar o mandato ou de sua irmã, Olenka, se preferir concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
Benjamin paga o preço pela arrogância e prepotência que sempre ostentou, principalmente quando José Maranhão foi governador da Paraíba. Mais recentemente, chegou ao cúmulo de “peitar” o próprio tio, ao tomar conhecimento de que Maranhão poderia abdicar da disputa ao Senado Federal em nome de futuras alianças que o PMDB viesse a construir, para disputar vaga na Câmara Federal.
O sobrinho “prodígio”, que entrou cedo na política graças aos votos e prestígio do tio, já passou por maus momentos na vida pública. Viu seu nome envolvido na chamada “Operação Sanguessuga”, da Polícia Federal, que investigou a participação de políticos num esquema de venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras. Mesmo assim, manteve-se “na cola” do ex-governador até José Maranhão assumir novamente o Governo do Estado, com a cassação do mandato de Cássio Cunha Lima. Em 2010, ainda com o tio no poder, foi novamente eleito deputado federal.
Agora, sem o poder e a confiança do tio, Benjamin dificilmente terá espaço para se candidatar no PMDB. Por isso, já não descarta a possibilidade de mudar de partido. Antes, porém, tem que arranjar um bom motivo. A briga com a família Vital, com Manoel Júnior e com o próprio Maranhão pode ser uma boa pedida.

