O vereador Bira Pereira (PT) entregou a liderança do prefeito Luciano Cartaxo alegando falta de tempo, mas pelos corredores da Câmara Municipal o motivo dessa decisão tem outro nome. Bira estaria insatisfeito com a falta de prestígio na gestão municipal, onde seu nome era muito mais “respeitado” quando o prefeito era Luciano Agra, hoje no PEN. Na condição de líder, Bira teria muito mais projeção midiáticas e estruturais do que como simples vereador governista. Em situações normais, o cargo de líder ajudaria – e não atrapalharia – em seu projeto de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, em outubro próximo.
A verdade é que Bira “se deu” muito mais do que recebeu em troca, em sua relação com Cartaxo. Abandonou o PSB de Ricardo Coutinho para ficar mais próximo do prefeito e ser escolhido líder de sua bancada. Para isso, teve que “abandonar” o outro Luciano (Agra) que lhe deu a mão. De outro jeito, jamais teria tal projeção. Em troca, Bira tornou-se a “caixa de ressonância” de queixas dos vereadores da situação e, poucas vezes, viu resolvidas as questões por ele encaminhadas. O resultado eram novas queixas: desta vez, da falta de prestígio do líder.
Enquanto isso, os mais queixosos, como os vereadores do PPS, estão prestes a receber de bandeja uma secretaria ou a própria liderança do prefeito. O vereador Marco Antonio Cartaxo (coincidência) é cotado para a vaga, seja de secretário ou de líder. A Bira, resta o consolo de obter pelo menos a legenda do PT para concorrer ao tão sonhado mandato de deputado.
Isso, se ficar comportado até as convenções.

