Pressionado por uma “rebelião” em sua própria bancada na Câmara Municipal de João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) escalou seu secretário de Articulação, Adalberto Fulgêncio, para cobrar uma definição dos vereadores: ou ficam na Situação ou debandam de vez para a Oposição. O resultado não foi bem o esperado. Fulgêncio convocou os aliados para uma reunião no Paço Municipal, pela manhã. Dos 25 integrantes da bancada, oito não compareceram.
Aos 17 presentes, Fulgêncio teria avisado que o prefeito não aceitará mais posições dúbias, rebeliões e cobranças por espaços na administração municipais. Ou seja: empregos para apadrinhados. Os vereadores teriam insistido que ajudaram na eleição de Cartaxo e por isso teriam direito a ocupar espaços em troca do apoio que dão à gestão petista na Câmara Municipal.
O saldo do encontro, de acordo com informações divulgadas no programa Correio Debate, foi a decisão de colocar frente a frente cada um dos vereadores e o prefeito para definir de uma vez o tamanho da bancada governista. Os encontros devem ocorrer a partir da próxima semana.
O presidente Durval Ferreira (PP), Renato Martins (PSB), Fernando Milanez (PMDB), João Almeida (PMDB), Ubiratan Pereira (PT), Santino (PT do B) e Zezinho do Botafogo (PSB) estariam entre os supostos ausentes da reunião com Fulgêncio.
Lucas de Brito (DEM) e Raoni Mendes (PDT) são os únicos oposicionistas oficiais hoje na Câmara Municipal.

