O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e o governador Ricardo Coutinho (PSB) devem aproveitar pelo menos três vereadores eleitos em 2 de outubro para assegurar vagas aos suplentes na Câmara Municipal de João Pessoa. E as mudanças estão previstas já para o primeiro semestre de 2017, pouco depois da eleição da mesa diretora. Quase metade da atual composição da Casa de Epitácio Pessoa não conseguiu renovar o mandato, mas poucos terão o privilégio de ser contemplados, seja nas gestões estadual e municipal ou no Parlamento.
Do grupo de Ricardo Coutinho, o mais cotado para receber o devido “socorro” é o vereador Zezinho do Botafogo, primeiro suplente da coligação PSB/PEN/PRP. Para isso, o governador teria duas opções: convidar Tibério Limeira para a Secretaria de Esportes, pasta que já ocupou, ou nomear Sandra Marrocos de volta à FAC (Fundação de Assistência Comunitária). A coligação elegeu também Tanilson Soares, que tem interesse em disputar a presidência do Legislativo.
Com um número bem maior de aliados que não conseguiram renovação de mandatos, Cartaxo tem uma situação mais complicada. Somente na coligação PSD/PSDB/PHS/PTN, cinco atuais vereadores vão virar suplentes a partir de janeiro. Pela ordem: Professor Gabriel, Marmuthe Cavalcanti, Benilton Lucena, Marco Antonio e Bira. Foram eleitos Elisa Virgínia, Luiz Flávio, Marcus Vinicius, Pedro Alberto Coutinho e Raíssa Lacerda. Até agora, de certo mesmo só a volta de Pedro Coutinho ao IPM (Instituto de Previdência Municipal) para garantir vaga ao Professor Gabriel.
A coligação PC do B/PSDC elegeu Helton Renê e João Corujinha. Helton fez um bom trabalho no Procom e deve reassumir o comando do órgão, cedendo vaga ao primeiro suplente Carlão.
Marmuthe Cavalcanti, Benilton Lucena, Marco Antonio, Bira e José Mariz poderão ser aproveitados em cargos de terceiro, segundo e até primeiro escalões na gestão municipal. Mas, pelo que se comenta no Paço Municipal, o aproveitamento não será imediato. “Os suplentes terão que ter paciência e aguardar que o prefeito monte esse quebra-cabeças”, explicou um graduado auxiliar de Cartaxo.
O pior é que, com tanta concorrência, não dá nem para fazer cara feia.


