A temperatura no PMDB da Paraíba anda nas alturas. O “termômetro” é o tesoureiro Antonio Souza, considerado a “boca, ouvidos e olhos” do senador José Maranhão, presidente da legenda. Quando Souza vem a se pronunciar publicamente, é porque a coisa tá feia. E foi o que aconteceu agora. O tesoureiro retratou a insatisfação quase generalizada dos peemedebistas com Cartaxo, que ameaça a manutenção da aliança vitoriosa nas eleições de 2016.
Em entrevista ao portal Clickpb, Souza relatou, inclusive, a preocupação de Maranhão, que teria reclamado da postura do prefeito em reunião recente do partido. Cartaxo teria acertado, no início do ano, nomeações de peemedebistas para sua gestão e até agora não cumpriu. A revolta maior é da ala jovem do PMDB, que esperava ser beneficiada com os cargos na administração municipal.
Os relatos de Souza coincidem com reclamações de pessoas ligadas ao vice-prefeito, Manoel Júnior, que também não estaria satisfeito com Cartaxo, pelo mesmo motivo. O prefeito teria prometido ao vice um tratamento diferente do que recebeu seu antecessor, Nonato Bandeira (PPS), tratado à “pão e água” por discordar de métodos “nada republicanos” utilizados pelo ex-petista.
E não é só o PMDB que estaria chateado. O senador Cássio Cunha Lima tem usado e abusado do seu “jogo de cintura” para segurar o PSDB. Cartaxo também teria prometido o que não consegue cumprir aos tucanos. Tanto que continua “às turras” com o presidente da Câmara Municipal, Marcus Vinicius, e, por tabela, enfrenta uma insubordinação “silenciosa” de sua própria bancada.
O prefeito já foi alertado quanto ao risco do seu comportamento. Segundo os mais próximos, Cartaxo estaria ainda “processando” medidas para resolver as pendências com os aliados. Não se sabe até quando PMDB e PSDB estão dispostos a aguardar. Na próxima reunião dos peemedebistas com Maranhão, prevista para este mês, o assunto certamente será abordado. Já os tucanos, dependem de uma sinalização de Cássio.

