Pressionado pelas decisões contrárias em plenário e pela opinião pública, devido à forma “autoritária e arrogante” como tem tratado os vereadores de sua bancada, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) teve que recorrer ao presidente Durval Ferreira (PP), que tem sempre atuado como mediador de confrontos, para tentar resolver a crise com os aliados. Os dois devem se reunir nesta segunda-feira para discutir a relação entre Executivo e Legislativo, de forma geral.
Durval deu vários “recados” da bancada ao prefeito, mas Cartaxo fez que não ouviu ou não entendeu. O resultado foi uma derrota fragorosa em plenário e a convocação da secretária municipal de Educação para explicar denuncias contra sua pasta. Requerimento de Raoni Mendes (PDT) foi aprovado mesmo a Oposição contando com apenas dois vereadores. Ou seja, foi a própria bancada do prefeito quem convocou a secretária.
Mesmo assim, Cartaxo continuou desprezando as queixas dos aliados. Mas, mandou seu secretário de Articulação, Adalberto Fulgêncio, convocar reunião de emergência com a bancada. Outra decepção. Oito dos 25 vereadores, incluindo Durval, não compareceram e os que foram repetiram o recado do presidente.
Diante do quadro, Cartaxo aceitou receber os vereadores, mas, individualmente. Mas, parece ter mudado de ideia, optando pelo que devia ter feito logo no começo. Na conversa com Durval, o prefeito poderá saber o grau de insatisfação dos vereadores para decidir onde e como pode ceder. Se a reunião não der resultado prático, a previsão de Raoni Mendes tem tudo para se concretizar: a Oposição deve crescer.
E não será pouco. De dois, pode chegar a pelo menos dez vereadores. E olha que o governador Ricardo Coutinho nem começou a operar no caso.

