O prefeito Luciano Cartaxo teria sido aconselhado a se afastar de Dilma e do PT para evitar desgaste à sua imagem político-administrativa. E parece que aceitou a sugestão. Cartaxo tem evitado dar declarações em defesa ou mesmo em solidariedade à presidente, mesmo sendo companheiro de partido, correligionário e aliado de primeira hora da petista.
Candidatíssimo à reeleição em 2016, Cartaxo e seus marqueteiros temem que o desastre do início desse segundo mandato de Dilma “contamine” sua gestão por pertencer ao PT e ser aliado da presidente.
Outra corrente de assessores acha que a estratégia é arriscada. Além de parecer ingrato, por renegar uma aliada que ajudou e muito em sua eleição, Cartaxo pode cair em desgraça junto ao Palácio do Planalto e travar a liberação de recursos federais necessários a conclusão de obras e ações importantes como o sistema de transportes BRT, programa habitacional e a urbanização do parque Solon de Lucena (Lagoa), considerada o “cartão postal” de sua gestão.
Com risco ou sem risco, o governador Ricardo Coutinho (PSB) assumiu a defesa da presidente. Ao contrário de Cartaxo, Ricardo não tem poupado discursos em favor de Dilma.

