Em outra ocasião, talvez o senador Cássio Cunha Lima não fosse tão complacente com o primo. Mas, como ele próprio admitiu, a experiência política e pessoal acumulada ao longo de décadas de vida pública o fez mudar de temperamento, principalmente em se tratando de alguém tão próximo, familiar. Foi dentro dessa linha de pensamento que o tucano resolveu “estender a mão” novamente ao prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, para evitar uma “traição” que, certamente, deixará sequelas e ficará na história.
Romero foi eleito com a ajuda decisiva de Cássio. Mesmo assim, planeja trocar o PSDB de Cássio, que lhe deu abrigo para chegar à Prefeitura, pelo PSD de Rômulo Gouveia que, apesar de ser aliado de Cássio, integra a base de apoio da presidente Dilma Roussef (PT), a quem o tucano faz oposição ferrenha. Mais que estender a mão, Cássio garantiu, com todas as letras, que apoiará a reeleição do atual prefeito. “Se depender de mim, ele será o nosso candidato”, sustentou o senador, em entrevista ao site PBAgora.
O prefeito quer ir para o PSD na esperança de conquistar recursos federais, por ser o partido da base governista, para executar obras que até agora não passaram de promessas de campanha. Cássio considera a visão equivocada porque, se assim fosse, Romero teria que se filiar a um partido que integrasse também a base de sustentação do governador Ricardo Coutinho (PSB) para obter recursos estaduais. Faz sentido.
No entendimento do tucano, o que Romero deve fazer é denunciar algum tipo de perseguição, retaliação ou discriminação que, por ventura, Campina Grande esteja sofrendo. Do contrário, continuará sem as verbas necessárias para alavancar sua gestão. Mas, Romero pensa diferente de Cássio.
Até porque, Cássio é Cássio e Romero… Bem, deixemos que a população campinense avalie.

