Cássio faz “mea culpa” sobre 2014, reconhece força do PMDB e quer ampliar oposições para 2018

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Mesmo admitindo não disputar as eleições de 2018 na Paraíba, coisa que ninguém acredita, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) está cada vez mais inserido no contexto político estadual. Foi dele, por exemplo, a iniciativa de unir as oposições ao governador Ricardo Coutinho (PSB) em favor do projeto de reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). A estratégia deu tão certo, que Cartaxo venceu no primeiro turno, como planejaram os oposicionistas.

Agora, o desafio de Cássio é manter essa unidade, projetando-a para o plano estadual. Mais que isso, o tucano quer ampliar o bloco que deu a vitória à Cartaxo. A maturidade política, alcançada após o revés da cassação do mandato e a consagração de sua imagem em nível nacional, fez o senador abandonar um pouco o temperamento emotivo, herdado do pai (poeta Ronaldo Cunha Lima), buscando focar as ações políticas no pragmatismo oriundo da mãe (Dona Glória Cunha Lima).

Em análise pós-eleições municipais de 2016, Cássio reconheceu que, em muitos cenários políticos, ganha quem tem mais apoios e não quem, aparentemente, tem mais votos (indicado por pesquisas de opinião pública). Ele fez uma espécie de “mea culpa” sobre o resultado de 2014, quando era favorito e perdeu, no segundo turno, para o governador Ricardo Coutinho (PSB).

“O fato de ter ganho no primeiro e o fato do PMDB, com quem não me aliei, ter votado em Ricardo no segundo turno foi decisivo. Tanto é que essa aliança que fizemos agora em João Pessoa demonstrou claramente isso. Ninguém sozinho tem a hegemonia política na Paraíba. Errar serve de aprendizado. Em 2014, terminei, por uma série de fatores, deixando de ampliar as alianças que nós tínhamos e isso foi um fator decisivo nas eleições”, afirmou Cunha Lima, reconhecendo o poderio decisivo do PMDB, em entrevista ao radialista Fabiano Gomes.

O senador garante que aprendeu a lição. Prova disso foi a aliança “costurada” na capital paraibana para reeleger Cartaxo, que estava no palanque adversário em 2014. E Cássio não quer só manter. Trabalha para ampliar essa aliança, admitindo inclusive abrir mão da cabeça de chapa, mesmo sendo favorito novamente para disputar o Governo do Estado em 2018.

O cenário de 2018 não será o mesmo de 2014. O Cássio também não.

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