Centenas de cidades na Paraíba com dificuldades extremas sendo que dezenas delas em colapso absoluto com populações urbanas e rurais abastecidas pelo programa de caminhões-pipa que, tem um apoio modesto do Governo Federal. Esta realidade está entre as principais preocupações do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) que ocupou mais uma vez a tribuna nesta quinta-feira (12), para chamar atenção dos governos Federal e Estadual que não conseguem compreender a dimensão do problema do suprimento de água nas cidades e nas comunidades rurais da Paraíba, e também de todo o Nordeste.
O senador disse que grande parte das cidades estão sendo abastecidas pelo esforço e pelo sacrifício das prefeituras municipais, que não dispõem de um volume de recursos suficientes para tarefas básicas e têm que suprir essa que é uma necessidade essencialíssima.
Campina Grande, por exemplo, a segunda cidade da Paraíba, vive a ameaça de um colapso completo. “Eu refiro-me a um período em que meu pai, Ronaldo Cunha Lima, foi Governador, quando a cidade tinha a necessidade de uma nova adutora. E foi feita uma nova adutora do açude de Boqueirão, e normalizou todo o problema de abastecimento que a cidade possuía no final dos anos 1980 para a década de 1990”, lembrou o senador.
Ele alertou que a grave crise hídrica atinge praticamente todas as regiões da Paraíba e as gestões estadual e federal não tomam providências drásticas que a situação exige. Para Cássio, a transposição deveria ser uma obra com prioridade absoluta para todo o semiárido, mas as autoridades continuam se esquivando desta resolução que deveria ter atuação permanente de todo o poder executivo.
A solução para Campina – O projeto da transposição do São Francisco, o Eixo Leste – que atende exclusivamente a Paraíba – é exatamente para reforçar o Açude Boqueirão, o Açude Acauã – que foi construído pelo Governador e atual Senador, José Maranhão (PMDB)– que também cobrou uma ação mais efetiva do Governo na conclusão da Transposição – “Esta questão, de tão séria, extrapola o limite da política partidária”, disse Maranhão que cobrou uma união suprapartidária para tratar do assunto.
O líder do PSDB no Senado, disse que “o Plano A para a solução definitiva do problema de abastecimento de Campina Grande seria, naturalmente, a transposição do São Francisco e uma adutora – que comecei como Governador e que não pude concluir a obra, que era mais uma adutora do Açude Boqueirão e que iria dar a estabilidade da cidade”.
A preocupação de Cássio é porque as obras de transposição do São Francisco estão atrasadas. “Queremos que o Governo Federal adote providências, inclusive com a contratação de um terceiro turno de trabalho. Da mesma forma que o País teve capacidade de concluir os estádios da Copa do Mundo em uma necessidade de calendário para o evento, não é possível que o Governo Federal não tenha a dimensão da gravidade do problema da Paraíba e de outros Estados nordestinos”.
Omissão do Governo do Estado - Além do atraso das obras do São Francisco, também tem o atraso das obras que compete ao governo estadual. “É um atraso completo. Se tivéssemos, por um milagre, a água do São Francisco chegando hoje à Paraíba, essa água não poderia ser aproveitada, porque o Governo do Estado não fez a sua parte”, denuncia.
Foi feito um planejamento no passado, com a adutora que foi construída no governo de Ronaldo Cunha Lima, em seguida na gestão de Cássio, a adutora São José teve a sua obra foi iniciada. “Volto a ocupar a tribuna do Senado, para chamar a atenção das autoridades do Governo Federal, da ANA, do Governo Estadual, do Governador Ricardo Coutinho, da AESA, para que a Campina Grande receba uma resposta do que será feito caso não tenhamos a ocorrência de chuvas, que infelizmente existe uma grande possibilidade dessa ocorrência, em decorrência da formação do El Niño”, alertou.
Com Assessoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

