Derrotado nas urnas em 2 de outubro, quando obteve apenas 1.132 votos, Cristiano Possidônio levantou suspeitas sobre a licitude das eleições proporcionais em João Pessoa. Segundo ele, “só se elege quem tem dinheiro para comprar votos”. A declaração generalizada de Possidônio, que também é vice-presidente do PROS na Capital, atinge os 27 vereadores eleitos, sem distinção, e também a Justiça Eleitoral, responsável pela organização e fiscalização do pleito.
Possidônio não citou nenhum caso concreto, muito menos provas de suas denúncias. Mas, assegurou que no resultado da eleição em João Pessoa prevaleceu o “quem paga mais pelo voto”, onde “o dinheiro fez a diferença”. O candidato derrotado disse que “a compra de votos foi escancarada” e criticou a “ineficiência” da Justiça Eleitoral para coibir os ilícitos. “Não vivos as autoridades agirem de forma anérgica”, protestou.
Não é a primeira vez que surgem denúncias de compra de votos na Capital. O vereador Felipe Leitão chegou a ter o mandato cassado em 2012 por ter se beneficiado com as ações do chamado “Votinho de Ouro”, que recebia dinheiro de candidatos para compra de votos. Leitão se reelegeu em 2012, mas não teve a mesma sorte no pleito do último dia 2 de outubro.
Será verdade a história contada por Possidônio ou apenas se trata de mais um “choro de perdedor”?

